Ads Header

Pages

Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens

9 de ago. de 2022

Aconteceu- Nova ordem mundial anunciada na Cúpula do Governo Mundial

 


A “nova ordem mundial” foi delineada e apresentada esta semana na Cúpula do Governo Mundial 2022 em Dubai.

A conferência, realizada na terça e quarta-feira, teve mais de 4.000 participantes, incluindo autoridades globais, consultores, especialistas e líderes do setor.

Os participantes incluíram o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Gutteres, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, entre muitos outros.

O evento incluiu um painel de discussão intitulado: “Estamos prontos para uma nova ordem mundial?” Os palestrantes foram o Dr. Anwar bin Mohammed Gargash, Assessor Diplomático do Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan, Frederick Kempe, Diretor Executivo do Atlantic Council, Dr. George Friedman, Fundador e Presidente da Geopolytic Futures, e Dr. Pippa Malmgren, um economista, autor e conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Malmgren foi muito aberto sobre a agenda dos governos globais para tornar todo o sistema financeiro digital, o que permitiria mais rastreamento e controle dos cidadãos.

“O que sustenta uma ordem mundial é sempre o sistema financeiro”, disse Malmgren. Ela disse ter sido privilegiada por seu pai ter aconselhado o ex-presidente dos EUA Richard Nixon, que tirou os EUA do padrão-ouro em 1971, porque isso mostrava “o quão importante é uma estrutura financeira para absolutamente tudo”.

“E o que estamos vendo no mundo hoje, acho que estamos à beira de uma mudança dramática, onde estamos prestes a – e direi isso com ousadia – estamos prestes a abandonar o sistema tradicional de dinheiro e contabilidade, e apresentar um novo”, disse Malmgren, sorrindo.

Ela continuou explicando que o novo sistema financeiro seria digital.

“E a nova, a nova contabilidade, é o que chamamos de 'blockchain'. Significa digital, significa ter um registro quase perfeito de cada transação que acontece na economia, o que nos dará muito mais clareza sobre o que está acontecendo.”

Malmgren reconheceu que precisaria haver um “equilíbrio de poder entre governos e cidadãos”, e é por isso que ela acredita que precisaria haver uma “constituição digital”.

Mas Malmgren continuou dizendo que esse sistema financeiro digital blockchain é propriedade dos governos mais poderosos do mundo.

“Esse novo dinheiro será soberano por natureza”, disse ela. “A maioria das pessoas pensa que o dinheiro digital é criptográfico e privado. Mas o que vejo são superpotências introduzindo a moeda digital. Os chineses foram os primeiros. Os EUA estão à beira, eu acho, de seguir na mesma direção e os europeus também se comprometeram com isso.”

O Frontline News informou no início deste mês como a moeda digital do banco central (CBDC), que é dinheiro dado aos cidadãos diretamente por seus governos para que as transações possam ser monitoradas e controladas, é um componente essencial da agenda do Fórum Econômico Mundial (WEF).

O WEF, que nomeou Malmgren como Líder Global do Amanhã em 2000, já definiu uma nova ordem mundial baseada em “identificações digitais, pagamentos digitais e governança digital”.

Embora Joe Biden tenha realmente pedido uma “nova ordem mundial” no início deste mês, e enquanto bancos centrais como o Federal Reserve estão pressionando pela CBDC, a agenda global nunca foi delineada com tanta clareza e honestidade como agora.


Comentário do Blog

Poderia a Nova Ordem Mundial realmente ser uma velha ordem mundial? Os mesmos princípios estavam presentes na Torre de Babel profeticamente significativa como estão presentes agora.

Link Profético:


“Deus ordenou que os homens se dispersassem por toda a terra, para reabastecê-la e subjugá-la; mas esses construtores de Babel decidiram manter sua comunidade unida em um só corpo, e fundar uma monarquia que deveria eventualmente abranger toda a terra. Assim, sua cidade se tornaria a metrópole de um império universal; sua glória atrairia a admiração e homenagem do mundo e tornaria ilustres os fundadores. A magnífica torre, que alcançava os céus, pretendia erguer-se como um monumento do poder e sabedoria dos seus construtores, perpetuando a sua fama até às últimas gerações.” Patriarcas e Profetas , página 118.5.


 Frontline News , de Yudi Sherman:

Read more

Movimento proffétio- O ecumenismo abrirá o caminho para a crise da marca da besta


O ecumenismo não tem lugar no adventismo. Quando os líderes da igreja participam dessas cerimônias inter-religiosas destinadas a unir as igrejas, exaltar o culto dominical, promover o espiritismo, rejeitar a verdade bíblica e nos unir sob uma cabeça, Roma, devemos reconhecer que nossa participação significa que estamos sancionando seus esforços e, assim, demonstrando nosso apoio . Isso é um escândalo para o nosso povo, assim como para todas as outras religiões, e tem sérias consequências. Observe quão claramente a caneta da inspiração nos adverte sobre o papel do movimento ecumênico em trazer a crise final durante a marca da besta:

Refletindo

É impossível participar de cerimônias religiosas que invocam vários deuses e ficar em silêncio sem se contaminar. Sem dúvida, Roma está encantada com o fato de nosso povo estar se unindo ao movimento inter-religioso. Quantos líderes Roma afastou da fé adventista e, como resultado, não falamos mais de apostasia no mundo ou na igreja?


Aqueles que continuarem por esse caminho em direção a Roma acabarão abandonando toda doutrina fundamental que nos tornou o povo peculiar de Deus. A confusão promovida por Ganoune Diop e outros líderes da igreja, bem como o exemplo que eles deram, está se espalhando para o resto da igreja e estabelecendo um mau precedente. Ao fazer isso, muitos de nosso povo adotarão uma mentalidade ecumênica e, como resultado, se tornarão um dos maiores obstáculos para o povo de Deus durante a crise da marca da besta:

Link Profético

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados”. EGW, O Grande Conflito, p. 580.
Read more

8 de ago. de 2022

Os tempos mudaram. Apocalipse 13 não/Primeira parte


A fé adventista nasceu no berço da profecia. As profecias apocalípticas moldam sua identidade e missão. No entanto, nos últimos tempos, um raciocínio sofisticado está desconstruindo fundamentos interpretativos básicos. Há “uma recente onda de escatologia antiadventista... Roma não é mais um ator importante; A perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do fim dos tempos vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente. O assunto recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral e tornou-se a preocupação deste artigo.


Historicamente, a relação entre a marca da besta e a futura aplicação das leis dominicais é um elemento chave da escatologia bíblica adventista. A marca da besta tem fortes conexões com a identificação da primeira e segunda bestas, as três mensagens angélicas e o sábado, bem como com vários outros elementos. É um entendimento complexo, e não periférico. Este artigo aprofunda um tema que conecta vários campos do conhecimento com o desafio das restrições de espaço. Começa com insights bíblicos, as raízes da interpretação adventista, o papel de Ellen White no processo e tendências atuais significativas.

Duas Bestas

Em Apocalipse 13, duas bestas surgem para perseguir o povo remanescente de Deus nos momentos finais da história. A primeira é uma personificação da anormalidade que viola as categorias de criação de animais designados “segundo sua espécie” (Gn 1:24). Este monstro híbrido também quebra as amplas divisões entre os animais terrestres e marinhos (Gn 1:21, 24). Os contornos transgressores da primeira besta denotam não apenas uma violação de limites (Lv 19:19), mas anunciam sua essência ímpia. Composto de partes de animais impuros (Lev. 11), representa o ápice da impureza. Quanto maior o número de suas cabeças, dentes e chifres, maior é sua força e voracidade. A segunda besta não é tão monstruosa, mas fala como o dragão (Satanás, veja Ap. 12:9). Impulsionados pela ira do diabo, ambos os animais visam prejudicar o remanescente da mulher,


Considere as características da primeira besta (Ap 13:1-10). Primeiro, é uma mistura das quatro bestas de Daniel 7. Também aprendemos comparando as profecias do Revelador e de Daniel que também perseguiu os santos por 1.260 anos (Ap 12:6; Dan 7:25) durante o era aparentemente interminável da Inquisição. Uma de suas cabeças sofreu um ferimento mortal, que os intérpretes protestantes entenderam historicamente como significando a perda gradual de força do papado, até e incluindo a prisão de Pio VI pelo general francês Louis-Alexandre Berthier em 1798. E, finalmente, a primeira besta se recupera e surpreende o mundo, que prefigura a restauração da Igreja de Roma e o estrelato global do papa. Este milenar, romano-cristão.





Read more

13 de set. de 2018

O desafio do evangelho no tempo do fim

Nós estamos vivendo em uma época extraordinária da história da redenção! Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, assumindo a função de um poderoso mensageiro celeste, cuja obra abarca a Terra e o mar, anuncia em Apocalipse 10, por meio de um juramento solene, que não haverá mais um período definido de tempo que nos separe da consumação do mistério de Deus!

As grandes cadeias proféticas da Bíblia já se cumpriram. Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Lugar Santíssimo do santuário celestial, em 1844, "já não haverá demora" (Apocalipse 10:6).


Há somente duas coisas que de fato nos separam do grande Dia do Senhor: nossa preparação individual para recebê-Lo e a proclamação final do evangelho, em cumprimento ao último dos sinais a que Cristo se referiu em Seu sermão profético: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus 24:14). A pregação final do evangelho é a consumação do "mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas" (Apocalipse 10:7).

Esperança em meio à crise

Não há dúvida de que a comissão de nosso Senhor será cumprida. As profecias são também promessas que garantem que a igreja de Deus será capacitada com extraordinário poder divino para cumprir o papel de "reparador de brechas e restaurador de veredas" (Isaías 58:12). Esse é um assunto dos mais vitais, a respeito do qual voltaremos a tratar oportunamente. Por agora, queremos enfatizar o necessário preparo individual em face de nossas responsabilidades diante de Deus, num momento crucial da história da salvação, quando Cristo está exercendo em Seu santuário a dupla função de Sacerdote e Juiz.

Ora, já é fato bem estabelecido o que a derradeira obra de Cristo no local do trono de Deus deve significar para o crente. Nosso Sumo Sacerdote não está ocupado com formalidades. No santuário do Céu, a obra de Cristo é viva, dinâmica, transcendental e relacionada com assuntos eternos. Ali, Ele dirige os rumos da batalha e o destino de Sua igreja em direção a um glorioso desfecho! Não há da parte de Cristo nenhuma indiferença nem tampouco uma atitude passiva frente à dramática luta de Seus filhos contra os poderes das trevas. Ele está ativamente empenhado no conflito, e nos provê amplos recursos a fim de vencermos como Ele venceu!

Não é de admirar que as promessas do Apocalipse sejam destinadas apenas aos vencedores. A vitória de Cristo mediante Sua vida perfeita, Sua morte na cruz e Seu ministério sacerdotal no templo de Deus é a garantia da nossa vitória! Sua intercessão junto ao trono do Pai no poder de Sua oferta sacrifical pode salvar totalmente o pecador penitente que aceita, pela fé, a Sua justiça imaculada. Por intermédio do juízo investigativo, nosso amado Salvador declara finalmente dignos da vida eterna os que "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14)!

Assim, em virtude da realidade da obra de Cristo no santuário celestial, o crente tem essa esperança, a qual é como "âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu" (Hebreus 6:19-20)! Não estamos sozinhos na luta renhida que temos de travar! Conquanto haja muitos desafios e obstáculos que pareçam intransponíveis, "Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus" (Hebreus 9:24). Não é esse um assunto que deve cativar cada fibra de nosso ser e motivar-nos a triunfar como Cristo triunfou?

Advertência em face do tempo

Mas essa é também uma mensagem de advertência. A atitude solene e o senso de urgência do anjo portador do evangelho eterno (Apocalipse 14:6), motivado pelo início do juízo no Céu, indicam a suprema necessidade de desenvolvermos em nosso caráter os elementos de força, valor, fé em Deus e absoluta confiança nEle enquanto a porta da graça ainda nos é franqueada. A natureza do tempo em que vivemos requer de nós tal atitude, a qual é fruto de uma relação íntima com o Cristo vivo, que, do santuário celestial, dirige o destino do mundo e o progresso de Sua igreja.

Desde 1844, quando se cumpriu a grande profecia dos 2.300 dias/anos (Daniel 8:14), nosso Sumo Sacerdote tem estado ativamente empenhado em purificar Seu povo e o Seu santuário dos registros de pecados que contaminam os lugares santos. Quanto tempo Cristo precisará para levar a termo a solene obra que então decidirá eternamente o destino de cada alma? Haverá nosso Senhor já passado para o caso dos vivos?

Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Santo dos Santos do santuário celestial, passaram-se pouco mais de 170 anos. Parece-nos um período de tempo muito longo, se comparado à nossa curta existência neste mundo. Representa, porém, apenas uma pequena fração de tempo em relação ao maior período profético das Escrituras! Precisaria Cristo de mais 170 anos para concluir Sua obra de purificação do santuário no Céu?

O aumento da impiedade no mundo, a degradação do que restou da dignidade humana, a escalada sempre crescente da violência, o complicado jogo de poder entre as nações, os desafios à governabilidade por motivação religiosa, especialmente depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as mudanças climáticas, a revolução cultural, os rumos, enfim, que tem tomado o mundo, tudo isso indica com insofismável clareza que não resta muito tempo. O Espírito Santo não agirá para sempre nos homens. Em breve Cristo concluirá Sua obra de mediação e purificação do santuário celestial para vir buscar o Seu povo, "os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

A obra divina de julgamento é conclusiva e definitiva em suas consequências. Quando o Senhor Jesus finalmente encerrá-la, proferirá a grave e solene sentença: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22:11). Quão tremendo é esse veredito procedente do trono de Deus, o qual decidirá irrevogavelmente o futuro de cada pessoa!

Senso de urgência e necessidade

Compreendemos, então, o ímpeto do primeiro anjo de Apocalipse 14, que, movido pelo início da obra de julgamento no local do trono de Deus, proclama em grande voz o evangelho eterno a cada nação, tribo, língua e povo! Tal verdade - o evangelho original e inalterável de Cristo - deve despertar nossas faculdades espirituais adormecidas e favorecer uma completa reforma de vida, uma mudança radical nas ideias e teorias, hábitos e práticas.

A pregação de reavivamento tem sido a nota tônica do evangelho eterno. A mensagem de João Batista era: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3:2). A mensagem de Cristo para o povo advertia: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13:5). A mesma mensagem foi ordenada aos apóstolos. E Deus deseja que a antiga mensagem evangélica seja pregada hoje: tristeza pelo pecado, arrependimento, confissão e abandono dos maus caminhos. Nesse sentido, o evangelho eterno é o evangelho como sempre tem sido. A diferença é que há agora uma razão adicional para obedecermos ao apelo da graça: o início do juízo pré-advento!

Assim como no Dia da Expiação típico o israelita necessitava realizar uma obra em favor de si mesmo, a qual consistia em um profundo exame de coração, a fim de identificar qualquer coisa que pudesse separá-lo de Deus e privá-lo dos benefícios da expiação, devemos nós hoje, em face do juízo no Céu, examinar a própria vida e colocá-la em dia com os reclamos divinos, de modo que não sejamos achados em falta quando nosso caso for apresentado perante o tribunal celeste. Nada deve ser mais importante do que ordenar a vida com Deus.

Por meio da oferta de Si mesmo, Cristo abriu um novo e vivo caminho pelo qual os cristãos tem acesso ao santuário celestial, ao próprio trono de Deus mediante a fé (Hebreus 10:19-22). Esse pleno acesso ao Céu obtido por Cristo permite a nossa reconciliação com o Senhor, pois Ele nos representa como Sumo Sacerdote perante o Pai, reclamando Seus méritos em favor daqueles que O buscam. Há, porém, certas condições que precisam ser satisfeitas para nos aproximarmos de Deus no santuário celestial, isto é, para termos íntima comunhão com o Senhor.

Quatro condições essenciais

O apóstolo Paulo, escrevendo sobre o privilégio que os crentes têm do pleno acesso ao trono de Deus por meio de Jesus Cristo, destaca quatro condições que o adorador deve cumprir para se beneficiar desse encontro:


Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. (Hebreus 10:22)


Aproximar-se do Senhor com um coração sincero é a primeira condição para termos íntima comunhão com Deus. Essa sinceridade é essencial no exame de consciência na presença do Senhor. Nesse espaço íntimo do ser com Deus não há lugar para indulgência própria ou escusa para o pecado. A alma examina humildemente a si mesma a fim de revelar-se exatamente como ela é à luz do caráter de Cristo. Contudo, não se desespera frente à sua condição, pois confia no Salvador como sua justiça, santificação e redenção.

A segunda condição é ter plena certeza de fé, ou seja, não duvidar de que teremos acesso a Deus, porque Cristo, como precursor, entrou por nós no santuário celestial, assumindo o mais elevado sacerdócio (Hebreus 6:20)! O pecador que se aproxima de Deus deve demonstrar uma fé inabalável no poder de Cristo para purificar a alma de todo pecado e capacitá-lo a viver uma nova vida (I João 1:9; Romanos 6:4). Uma vez que a "fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17), a dúvida e a incredulidade não deveriam ter lugar no coração do crente que busca a Cristo nas Escrituras como a um tesouro escondido e deseja valer-se de Seus divinos méritos.

Aproximar-se do trono de Deus com o coração purificado da má consciência é a terceira condição, cuja linguagem remete ao santuário levítico. O sangue aspergido sobre o povo, que simbolizava o sangue da aliança (Êxodo 24:8), purificava-os ritualmente, mas não podia purificar sua consciência (Hebreus 9:9, 13). Em contraste, a purificação do verdadeiro santuário é também uma purificação da consciência, efetuada pela virtude do sangue do Cristo (Hebreus 9:14). Purificar a consciência das obras mortas significa substituir o velho coração e seus desejos carnais que orientam a vida por um novo coração, regido pela mente e caráter de Cristo (Romanos 6:6; Efésios 4:22; Colossenses 3:9-10).

A quarta e última condição para uma comunhão íntima com Deus no santuário celestial é apresentar-se diante dEle com o corpo lavado com água pura, uma evidência externa de que houve uma transformação interna realizada pelos méritos de nosso grande Sumo Sacerdote. O batismo por imersão é uma parte dessa experiência, mas a purificação que se menciona aqui vai muito além da profissão de fé. Diz respeito também à santificação "por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Efésios 5:26-27).

Quando o caso de cada professo filho de Deus houver passado pelo escrutínio divino diante do tribunal celeste, quando o Senhor pronunciar a sentença final que decidirá o futuro eterno de cada alma, não haverá mais oportunidade de salvação. Tudo então estará para sempre decidido. Na ocasião de Sua gloriosa vinda, Cristo não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Sua Palavra. Como tem sido desde o início do plano da salvação, o evangelho é um chamado para o perdão e a santificação, "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

Pondo a vida em harmonia com o tempo

Nós precisamos pensar: Em que medida eu tenho me beneficiado do ministério sumo sacerdotal de Cristo no local do trono de Deus? Estou cooperando decididamente com o Espírito Santo para desenvolver minha salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12)? Na medida em que me beneficio dos méritos de meu grande Sumo Sacerdote, estou demonstrando verdadeiro apreço pelas almas que estão a perecer? Há em meu coração o mesmo senso de urgência do primeiro anjo (Apocalipse 14:6) face à realidade do juízo investigativo no Céu? Que declaração se fará quando o meu nome for lido perante o tribunal de Deus: "Purificado de todos os pecados diante do Senhor" ou "Pesado foste na balança e achado em falta"?

Hoje, o Senhor ainda é nosso Mediador e Juiz no tribunal celeste. Ainda podemos apresentar o nosso caso diante de Deus e reclamar a perfeita justiça de Cristo em nosso favor. Ainda é possível viver em conformidade com os Seus mandamentos por meio das provisões de Sua preciosa graça. Nosso nome ainda pode ser aprovado no juízo que confirmará quem serão os coerdeiros e coparticipantes da promessa em Cristo (Efésios 3:6). Então precisamos dar prioridade àquilo que é mais essencial: a nossa salvação e a salvação das almas que necessitam conhecer a mensagem para este tempo.

Esse é precisamente o espírito que move o anjo portador do evangelho eterno, em Apocalipse 14. Devemos demorar-nos um pouco mais sobre o teor de sua mensagem à luz do juízo pré-advento, pois nossa condição presente e futura depende de nossa resposta ao seu solene apelo.
Read more

Reavivando o evangelho eterno

O glorioso cumprimento do propósito de Deus para toda a história da redenção, anunciado pelo anjo da sétima trombeta - "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 11:15) - não ocorrerá sem que antes a obra mundial do "anjo forte" encontre sua plena realização (Apocalipse 10:11).

Ao proclamar que todos os períodos de tempo proféticos do livro de Daniel se cumpriram (Daniel 8:14; 12:7, 11, 12), esse poderoso Mensageiro celeste garante que não haverá mais atraso na consumação do "mistério de Deus" (Apocalipse 10:7)!


Isso significa que a derradeira fase do ministério sumo sacerdotal de Cristo no Céu - o juízo/purificação do santuário - já começou, e que, portanto, vivemos em um período soleníssimo da história da salvação. Em virtude desse fato, a igreja do tempo do fim, simbolizada na pessoa de João, recebe a ordem divina para tomar o livro que se acha aberto na mão do "anjo forte" e comê-lo (Apocalipse 10:9), uma imagem extraída do Antigo Testamento usada para representar o chamado de Deus ao profeta (Jeremias 15:16; Ezequiel 3:1-3). Trata-se, pois, de uma nova comissão de Cristo à Sua igreja, a qual deve proclamar o evangelho em seu marco do tempo do fim.

  • Esse sagrado mandato do Céu ao remanescente final ecoa na tríplice mensagem de Apocalipse 14, que é uma extensão da obra profética do "anjo forte" no tempo do fim. É significativo, portanto, que os capítulos que tratam da missão da igreja durante esse período (12-14) estejam localizados no centro do Apocalipse, sendo o capítulo 14 o ponto focal do livro. As três mensagens angélicas transmitem o último apelo de Deus ao mundo, o derradeiro convite da graça antes do veredito judicial do Céu, que decidirá o futuro eterno de cada pessoa, para o bem ou para o mal (Apocalipse 22:11).

Com efeito, o ultimato de Deus à geração do tempo do fim não poderia ser mais expressivo:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. (Apocalipse 14:6)


  1. A expressão "outro anjo" é bastante reveladora. Ela relaciona a obra solene desse mensageiro celeste - o primeiro dos três anjos portadores da mensagem final de Deus aos habitantes do mundo - à missão profética do último anjo mencionado por João - o "anjo forte" de Apocalipse 10! Ambos trazem consigo uma mensagem de advertência de alcance mundial. Ambos a proclamam "em grande voz". Ambos cumprem o último e definitivo sinal do fim a que se referiu nosso Salvador em Seu discurso profético:


E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mateus 24:14)


Hans K. LaRondelle observa que, assim como Jesus em Mateus 24, o Apocalipse faz da proclamação mundial do evangelho o sinal preeminente dos tempos. Citando G.C. Berkouwer, ele diz:


Com muita frequência, a reflexão sobre os sinais foi separar-se do reino, que é seu ponto de concentração. Os resultados sempre são desconcertantes. Mas o assunto fundamental é a propagação universal do evangelho de Jesus Cristo (Mar. 13:10)... Geralmente os que catalogaram os sinais dos tempos incluíram isto, mas com frequência se viu simplesmente como outro elemento no "relatório da narração"... Nos últimos dias a pregação do evangelho é o ponto focal de todos os sinais. Nela podem e devem ser entendidos todos os sinais. (1)


Nesse contexto, é de grande significação que o "evangelho do reino" seja chamado no Apocalipse de "evangelho eterno". Essa expressão é única em toda a Bíblia e tem um sentido singular. Esclarece que o evangelho do tempo do fim é o mesmo evangelho de Cristo e dos apóstolos, a boa nova original e inalterável da graça salvadora, que reflete as qualidades de seu Autor (Malaquias 3:6; Hebreus 13:8; Tiago 1:17). Por sua natureza, o evangelho não pode ser alterado nem revogado pela vontade humana, sob a pena de o infrator incorrer na maldição divina (Gálatas 1:8-9).

Referindo-se à natureza e papel do evangelho eterno no tempo do fim, Ellen G. White esclarece:


A mensagem proclamada pelo anjo voando pelo meio do céu é o evangelho eterno, o mesmo evangelho que foi declarado no Éden quando Deus disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente." Gên. 3:15. (2)
As mensagens de Apocalipse 14 são aquelas mediante as quais o mundo há de ser provado; são o evangelho eterno e devem soar por toda parte. (3)


O adjetivo "eterno" empregado por João em Apocalipse 14:6 se torna ainda mais relevante quando consideramos que enfatiza o evangelho do reino como a contraparte positiva do "evangelho" não original do anticristo, em Apocalipse 13, cuja pretensão de reivindicar para si a prerrogativa divina da adoração demanda a lealdade de todos os habitantes da Terra a esse "evangelho" espúrio, baseado nas tradições e mandamentos dos homens e especialmente focado nos sentidos (conforme Apocalipse 13:14; 14:8; 17:2; 18:23; 19:20).

Em conexão com a sagrada obra do "anjo forte" de Apocalipse 10, cuja proclamação anuncia ao mundo o cumprimento das profecias de Daniel concernentes ao início do juízo/purificação do santuário celestial, as três mensagens angélicas desafiam cada nação, tribo, língua e povo a rejeitar as falsas reivindicações do anticristo e voltar-se para Deus, aceitando Seu evangelho.

Daí o sentido da urgência do anjo portador da mensagem divina para o tempo do fim; ele voa no zênite do céu e proclama em grande voz o último convite da graça, impelido pela realidade de um juízo que transcende em muito qualquer decisão que possa ser proferida por um tribunal humano. Assim, é natural que o anjo encarregado do evangelho eterno seja também responsável em anunciar ao mundo o justo julgamento de Deus (Apocalipse 14:7). Salvação e juízo são duas verdades inseparáveis. Como o Criador, Deus exerce ambas as funções em benefício de Seu povo!
Read more

O apelo de Deus à geração do fim

Aceitar o evangelho requer um decidido esforço de nossa parte para vencer o pecado. Exige abnegação pessoal, humilhação, sacrifício de si mesmo, morte para o eu, e renascimento para uma nova vida em Cristo.

Esse diligente esforço para silenciar o velho homem (Romanos 7:22-25; I Coríntios 9:27) e viver em harmonia com a vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3, 7) deve atuar em conjunto com o poder divino para salvar (Romanos 1:16; Filipenses 2:12-13), de modo que, uma vez renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos sensata, justa e piedosamente na perspectiva da volta de nosso Senhor Jesus (Tito 2:11-13).


Nada deve ser mais importante do que a realização dessa suprema obra em nossa vida. O Senhor não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Seu Espírito. Não virá buscar aqueles cuja vida foi pesada na balança e achada em falta, mas apenas os que foram completamente cobertos pela justiça de Cristo e declarados puros diante da corte celeste (Apocalipse 3:5).

E a minuciosa, exaustiva e perseverante obra em favor de nós mesmos é ainda mais imprescindível face ao solene apelo do primeiro anjo para temer, glorificar e adorar o Criador no contexto do tempo do fim (Apocalipse 14:7).

A comissão final de Cristo à Sua igreja

A abertura do evangelho eterno dentro de sua estrutura assinalada do tempo do fim não poderia ser mais impressionante e significativa:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:6-7)


A dimensão mundial da obra do primeiro anjo, que se segue imediatamente à obra profética do "anjo forte" de Apocalipse 10, é enfatizada pelo fato de o mensageiro celestial voar no zênite do céu e pregar, em grande voz, a todos os habitantes da Terra, a cada nação, tribo, língua e povo. Esse anjo e os dois seguintes que se juntam a ele (Apocalipse 14:8 e 9) representam a igreja remanescente de Deus, a qual recebe do próprio Salvador a comissão de pregar o evangelho em seu marco do tempo do fim (Apocalipse 10:1-11).

A igreja, contudo, não pode cumprir tão elevado encargo sem que primeiro, à semelhança da experiência visionária de João, tome o livro aberto da mão do "anjo forte" e faça de seu conteúdo sua própria experiência e missão.

Apoderar-se da verdade presente significa permitir também que essa verdade se apodere de cada fibra de nosso ser e exerça na alma sua influência santificadora. O senso de urgência que deve impelir e orientar o povo de Deus na obra de anunciar o evangelho ao mundo, bem como o extraordinário poder que deve acompanhá-la resultam dessa experiência pessoal com a mensagem de Deus para os últimos dias.

Assim, o derradeiro convite da graça deve primeiramente ser recebido por aqueles aos quais foi confiada a mensagem da salvação para o tempo do fim, pois, do contrário, como "invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram?" (Romanos 10:14).

Essa experiência com a mensagem resultará em "um remanescente segundo a eleição da graça" (Romanos 11:5), uma igreja santificada pelo poder do evangelho, de maneira que possa partilhar com outros os benefícios que ela mesma recebeu.

O apelo de Deus na perspectiva do juízo

Há três imperativos de Deus em Seu derradeiro convite à humanidade que merecem nossa especial consideração: "temei", "glorificai" e "adorai" o Criador! Esses três imperativos, que por si só devem despertar-nos de nosso torpor espiritual, têm sua importância aumentada em virtude da obra judicial de Cristo em Seu santuário, cuja solene sentença a ser proferida (Apocalipse 22:11) estabelecerá a distinção definitiva entre "o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve" (Malaquias 3:18).

A tríplice exortação de nosso Senhor na primeira mensagem angélica é, com efeito, apresentada em seu evidente vínculo com a obra divina de julgamento, a qual decidirá o futuro eterno de cada pessoa em termos de justificação ou condenação.

O clamor do primeiro anjo, "é chegada a hora do seu juízo", é paralelo à grandiosa cena do julgamento celestial testemunhada por Daniel em visão, quando "assentou-se o tribunal, e se abriram os livros" (Daniel 7:10). Ambas as visões antecedem a vinda do Filho do Homem e culminam com a inauguração de Seu reino eterno (Daniel 7:9-10, 13-14; Apocalipse 14:14-20).

Essa proclamação do primeiro anjo anuncia, portanto, que a última fase do plano divino de redenção já começou, que o tribunal celeste está em sessão desde o fim do período profético de Daniel 8:14, e que em breve o reino de Cristo se tornará uma realidade histórica irrevogável para os Seus súditos!

A recepção a essa mensagem, seja positiva ou negativa, determinará a maturação da Terra para a ceifa final (Apocalipse 14:14-20). O veredito não será pronunciado do trono de Deus sem que a última geração seja advertida durante o tempo de sua oportunidade.

A proclamação final do evangelho eterno está, pois, intimamente ligada à fase preliminar do juízo de Deus no santuário celestial, a qual será seguida pelo juízo executivo na vinda do Filho do Homem, quando então o Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras (Apocalipse 22:12).

O fato de vivermos no tempo do juízo transmite-nos esperança, pois representa o tempo da vindicação final dos santos juntamente com Cristo e a condenação de todos os poderes opressores que se opõem a eles (Daniel 7:21-22, 25-27; Apocalipse 11:15-19; 14:1)!

Nossa fonte de esperança

Uma vez percebida a clara relação entre o clamor do primeiro anjo, que anuncia "a hora" do juízo de Deus, e a abertura da sessão do tribunal divino na sede de operações no Céu, em Daniel 7, compreende-se com mais propriedade o sentido de urgência que acompanha a obra dos três anjos de Apocalipse 14. Aqui está o fundamento do mandato divino para a igreja do tempo do fim. A partir desse ponto de vista, o solene chamado de Deus na primeira mensagem angélica para temer, glorificar e adorar o Criador adquire um significado incomparavelmente superior.

Com efeito, devemos abrir o coração a esse tríplice chamado de Deus na voz do primeiro anjo, mantendo os olhos fixos em nosso Sumo Sacerdote e em Sua obra no santuário celestial como mediador e juiz de Seu povo!

Nada é mais fundamental para a igreja do que um conhecimento prático do juízo divino apoiado na convicção íntima da justificação e vindicação da parte de Deus, as quais serão ratificadas na obra final de julgamento! É preciso, portanto, ordenar a vida segundo o evangelho eterno, pois se o evangelho não for adequadamente recebido, não haverá nenhuma garantia de justificação para o homem.

Nós desejamos compreender mais profundamente a natureza desses três imperativos de Deus para a geração do fim à luz do juízo pré-advento. Essa compreensão está longe de ser abstrata. Como mencionado acima, precisamos alcançar uma experiência de fé com Cristo e Sua mensagem para o tempo do fim, de modo que, mediante Sua justiça, nossos nomes permaneçam escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 3:5)! A aprovação de Deus no juízo é a certeza de nossa vitória sobre o pecado e sobre as potestades deste mundo tenebroso. Ser aprovado por Deus é a única coisa que realmente importa.

É bem possível que eu esteja escrevendo para alguém que enfrenta lutas renhidas contra o pecado. Todos nós as temos. Muitas deixam marcas difíceis de apagar, outras simplesmente permanecem...

Todavia, assim como no passado o israelita olhava para o tabernáculo em busca de orientação, conforto e esperança, nós também devemos hoje buscar a Cristo em Seu santuário, "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2)!

É nessa certeza que vamos buscar compreender e responder positivamente ao último apelo de Deus ao mundo na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14!
Read more

O apelo para temer a Deus

"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo..." (Apocalipse 14:6-7)

A mensagem mundial do primeiro anjo abre o evangelho eterno com o solene apelo para temer a Deus e glorificá-Lo! Esse apelo tem sua importância e urgência aumentadas em virtude do início do juízo no local do trono de Deus (Daniel 7:9-10). Exorta a humanidade a voltar-se para o Senhor no tempo de Sua visitação. O destino de cada alma depende da forma como o último chamado de Deus é recebido.


Tal apelo não poderia ser feito da maneira como é apresentado aqui - na figura de um poderoso anjo celeste, cuja glória e pureza, o ímpeto de seu voo e a intensidade do seu clamor nos permitem divisar o caráter da mensagem e de seus mensageiros humanos - se o juízo divino não houvesse começado. A realidade de um juízo no Céu transmite ao derradeiro convite da graça o seu sentido singular de urgência e propósito.

O objetivo do chamado de Deus

À luz dessa suprema realidade - a de um juízo pré-advento no Céu -, o objetivo inicial da primeira mensagem angélica é convencer cada homem, mulher e criança, independentemente de sua origem ou condição social, sobre o dever de temer a Deus e tributar-Lhe glória, antes que seja proferida a sentença divina que decidirá seu destino em termos de justificação ou condenação (Apocalipse 22:11). Essa mensagem de misericórdia, procedente do trono de Deus, reflete a mesma advertência do sábio Salomão:


De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. (Eclesiastes 12:13-14)


Eis a síntese do evangelho eterno! Nas palavras inspiradas de Salomão, resume-se magistralmente o que Deus espera de todo homem! O propósito supremo da vida não pode ser outro, senão reconhecer a Deus e seus santos mandamentos, e se o fizermos, mediante a Sua graça, certamente encontraremos a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7)!

Essa singela exortação, e tudo o que ela representa, reverbera uma vez mais, e com intensidade ainda maior, na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14, face à obra judicial de nosso Sumo Sacerdote em Seu santuário! A glória da salvação que emana do trono de Deus pertence unicamente a Ele, mas é dever de todo homem temer a Deus e obedecer-Lhe os preceitos, pois "todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (II Coríntios 5:10).

Que mensagem tremenda essa! Ao considerarmos que "Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más", deve ser nosso maior interesse examinar a própria vida diante do Senhor e remover do coração as obras más que nos impedem de alcançar êxito. Ora, nós temos grande Sacerdote na casa de Deus que pode removê-las completamente (Hebreus 10:21; 7:25), e "purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). Mas é necessário haver diligente esforço de nossa parte nesse sentido, em cooperação com o poder de Deus para salvar (Lucas 13:24; Filipenses 2:12-13).

Ontem pela manhã, li em um site de notícias sobre uma menina de sete anos, Chloe Bridgewater, que enviou uma singela carta de próprio punho ao "chefe do Google" pedindo uma vaga na empresa! Surpreendentemente, Chloe recebeu uma resposta assinada pelo presidente-executivo da companhia, Sundar Pichai, a qual dizia, entre outras coisas, o seguinte: "Eu acho que, se você continuar trabalhando duro e perseguindo seus sonhos, pode conseguir tudo o que deseja"!

De fato, podemos obter, com muito esforço, quase tudo o que desejamos. No entanto, na maioria das vezes investimos duro pelas coisas que perecem, quando na verdade deveríamos aplicar-nos decididamente à obra pessoal de vencer o pecado, pela graça de Cristo, e ajuntar "tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam" (Mateus 6:20). Nada pode ser mais importante do que a nossa salvação e a salvação das almas a perecer. É tempo de revermos nossas prioridades, se desejamos viver para sempre com Jesus.

O temor de Deus e a obediência

Uma vez que o ministério sumo sacerdotal de Jesus envolve não apenas a obra de misericórdia, mas também a vindicação do caráter de Deus na confirmação da natureza imutável de Sua lei, a estreita relação entre temer o Senhor e guardar os Seus mandamentos é especialmente significativa. Essa relação é enfatizada nas Escrituras:


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)
Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade à eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. (Salmo 103:17-18)


Temer a Deus constitui a experiência fundamental do crente. Sem o temor do Senhor, é impossível amá-Lo, apreciar os Seus caminhos, guardar os Seus mandamentos, servi-Lo fielmente e receber as bênçãos que Ele prometeu a nós e aos nossos filhos.

O temor do Senhor é o segredo para uma vida cristã bem sucedida. Mediante o temor de Deus, somos levados a ver os próprios erros em sua verdadeira natureza, sensibilizados quanto à necessidade de arrependimento e perdão, e, pelo auxílio da graça divina, purificados na obediência à verdade.

Consideremos a relevância dessa experiência pessoal com Deus tendo em vista a obra conclusiva de Jesus no santuário celestial desde 1844, em cumprimento ao Dia da Expiação típico! Não é de admirar que o chamado para temer a Deus seja o primeiro dos três imperativos presentes na primeira mensagem angélica à geração do tempo do fim!

Ademais, Satanás está empenhado em desviar os homens de sua aliança com Deus e de prestarem obediência à Sua lei. Sob muitas formas e por diversos meios, o inimigo da verdade tem trabalhado decidida e engenhosamente no sentido de seduzir as pessoas a seguir seus próprios sentimentos e impressões, em lugar de prestar obediência à lei de Deus, levando-as assim à indulgência e autossatisfação. Muitas vezes os desvios são de tal ordem, que não são vistos como sendo o fruto da transgressão, mas apenas adaptações aos novos tempos!

Com efeito, seria leviano de nossa parte desprezar o solene chamado de Deus ao Seu povo. O Senhor requer de cada um de nós obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e esse é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo da Sua visitação (Lucas 19:44). (1)

O significado prático de temer a Deus

O conceito bíblico sobre o temor do Senhor é riquíssimo e de grande significação para o crente. Consideremos alguns textos-chaves que nos esclarecem quanto ao significado prático de temer a Deus.

O temor do Senhor é "o princípio da sabedoria" (Salmo 111:10; Provérbios 1:7; 9:10), a "instrução da sabedoria" (Provérbios 15:33), e a própria sabedoria (Jó 28:28)! O livro de Provérbios personifica metaforicamente a sabedoria, relacionando-a ao próprio Deus (1:20-33; capítulo 8 e 9). O apóstolo Paulo se refere a Cristo como o "poder de Deus e sabedoria de Deus" (I Coríntios 1:24, 30). Assim, Jesus Cristo é a sabedoria personificada! Conhecê-Lo é conhecer a sabedoria, que consiste em temer a Deus.

Conhecer a Cristo, portanto, é uma condição indispensável para que sejamos sábios, isto é, para que tenhamos o temor de Deus e obedeçamos aos Seus mandamentos (Salmo 86:11). Ao aprender a desenvolver o temor do Senhor, passamos a aborrecer o mal e a evitá-lo (Provérbios 8:13; 16:6). Em outras palavras, com o auxílio da divina graça, desvencilhamo-nos do pecado, passamos a detestá-lo e finalmente nos afastamos dele, ao passo que nos aproximamos cada vez mais de Cristo e de Sua perfeita justiça.

Não é possível conhecer a Jesus, no sentido de um íntimo e constante relacionamento com Ele, e ainda identificar-se com o pecado. A obra da redenção não consiste apenas em perdoar pecados, mas removê-los da vida do crente pela virtude do sangue de Cristo (Isaías 1:18; I João 1:9; Apocalipse 7:13-14). Isso não é perfeccionismo, mas santificação. Nesse processo, obtém-se plena vitória sobre o pecado, na perspectiva de que a natureza pecaminosa será finalmente subjugada quando "este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o corpo que é mortal se revestir de imortalidade" (I Coríntios 15:54).

Aborrecer o pecado e desviar-se dele é sinal de que somos nascidos de Deus, que possuímos o temor do Senhor (I João 5:18; Provérbios 16:6). A renovação diária dessa experiência requer um decidido esforço de nossa parte em união com o poder divino. Esse é o segredo para vivermos em total submissão a Cristo, em harmonia com a Sua vontade. Cumprir a lei de Deus dentro das condições estabelecidas por Ele não é legalismo, nem uma impossibilidade (Deuteronômio 30:11-14). Os Seus mandamentos não são penosos (I João 5:3).

Nesse sentido, o temor do Senhor é um fruto do Espírito Santo. Não guardamos a lei moral para desenvolver o temor de Deus, mas observamo-la porque somos movidos por esse temor reverente que procede do Céu. Obedecer aos santos requerimentos de Deus é sempre o resultado dessa experiência mais profunda com Ele, e não o inverso.


Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. (Ezequiel 36:25-27)


Uma atitude pró-ativa contra o pecado

Todavia, nós temos um papel a desempenhar nesse processo. Numa época de grande apostasia, Deus enviou por meio de Seu profeta uma mensagem de arrependimento e conversão ao Seu povo. Essa mensagem chega até nós, que vivemos nos derradeiros e culminantes momentos da história, com a mesma força e intensidade de outrora:


Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito de órfão, pleiteai a causa das viúvas. (Isaías 1:16-17)


Repare nos imperativos de Deus e na ordem em que aparecem na instrução divina. Requer-se do pecador penitente uma atitude pró-ativa contra o pecado! O pecado resulta em contaminação moral e decadência espiritual. Lavar do pecado, purificar da contaminação moral, tirar a maldade do coração e cessar de fazer o mal são as primeiras condições para experimentar pureza de caráter e uma vida moralmente elevada, e Deus pode e deseja realizar essa obra na vida do pecador (Isaías 1:18). Porém é preciso haver determinação de nossa parte.

As condições seguintes também exigem de nós uma atitude pró-ativa: aprender a fazer o bem, e, por conseguinte, aborrecer o mal (Amós 5:15) é um princípio ativo pelo qual se cultiva a retidão e evita-se a impiedade. Requer firmeza de propósito em união com o infinito poder de Deus para redimir do pecado. O grande objetivo de Deus é reeducar nossa mente, mudar nosso ser, imprimir em nós o Seu caráter! Como resultado, nós não seremos condescendentes com a opressão e a injustiça de que são vítimas os mais vulneráveis.

Assim, devemos ouvir atentamente o que Deus diz para o nosso benefício e viver de acordo com Suas orientações. O conhecimento de Deus produz mudança de mentalidade, da morte para a vida. A fim de obtermos a salvação, necessitamos seguir estritamente as instruções que Deus nos deixou em Sua Palavra. Devemos viver em função do "Assim diz o Senhor", e não segundo a falácia das conjecturas humanas. Essa deve ser nossa luta diária.


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)


O desejo e propósito de Deus é que tenhamos uma nova atitude mental face às nossas reais necessidades, uma disposição íntima de cooperar com Ele para o desenvolvimento de nossa salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12). Se nos propusermos a isso, se houver de nossa parte "boa vontade" (II Coríntios 8:12), a vida será transformada na medida de nossa determinação (Romanos 12:2).

Nosso maior desejo será, então, viver em harmonia com os preceitos de Deus, e não de acordo com as inclinações da carne. Essa é a única obediência aceitável ao Senhor - uma obediência verdadeira, que nasce de um coração transformado, cheio do temor de Deus, cheio da presença do Seu Espírito.

O segredo para obter o temor do Senhor

Uma vez que o temor de Deus é o princípio da experiência cristã, o segredo para uma vida verdadeiramente abundante e significativa, o Senhor deixou-nos a receita pela qual podemos obtê-lo - o conhecimento de Deus, que é vida eterna!


Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. (Provérbios 2:1-5)


Para sermos salvos, nós precisamos seguir as orientações de Deus. Essa deve ser nossa maior prioridade. Nossa carreira, segurança social, bens materiais, nada disso deve ocupar o lugar da suprema meta de obter o temor de Deus e viver segundo Sua vontade. As conjunções condicionais presentes na promessa divina revelam que não basta o desejo de ser bom, mas é preciso também estar disposto a colaborar com Deus, a realizar o esforço necessário, proporcional ao valor do bem que se busca.

Não se encontra prata ou tesouros escondidos na superfície. Para encontrar a sabedoria, o temor de Deus, é preciso cavar profundamente e com perseverança em busca do conhecimento que pode tornar-nos sábios para a salvação (II Timóteo 3:15). Não há tesouro terrestre que possa rivalizar com o valor inestimável dos tesouros celestiais. Ao passo que a busca por tesouros terrestres frequentemente resulta em frustração e perdas, a busca pelos tesouros do Céu na inesgotável mina de Deus, que é a Sua Palavra, mostrar-se-á uma experiência renovadora e vivificante. Os que verdadeiramente cavam fundo na Palavra de Deus, jamais serão frustrados!

Escrevendo sobre o caminho para se efetuar essa busca profunda e decidida dos tesouros escondidos de Deus - busca pela qual se vence o pecado -, Ellen G. White declara:


Se são acalentados pensamentos sobre Cristo, Sua obra e caráter, sereis levados a cavar fundo na mina da verdade, e sereis habilitados a entrar na posse de preciosas gemas da verdade. Pelo apreço do caráter de Cristo, pela comunhão com Deus, o pecado tornar-se-á detestável para vós. Ao meditardes nas coisas celestiais e andardes com Deus, como fez Enoque, deixareis de lado todo peso e o pecado que tão tenazmente nos assedia, e correreis com perseverança a carreira que vos está proposta. ... Nosso edifício precisa estar fundamentado na Rocha que é Cristo Jesus, pois do contrário não suportará a prova da tempestade. (2)


Os benefícios de aceitar o apelo de Deus

Quais são as vantagens reais de se obter o temor de Deus?


O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados. (Provérbios 10:27)
No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos. O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte. (Provérbios 14:26-27)
O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. (Provérbios 19:23)


O temor de Deus prolonga a vida, é forte amparo e fonte de vida, e conduz à vida! Nosso amado Salvador declarou: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10:10)! Não é sem razão que o salmista escreveu: "Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!" (Salmo 128:1). "Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" (Salmo 33:18).

Essa é a promessa do Senhor! Vale à pena unir-se a Jesus em um empenho pessoal para desenvolver o temor de Deus, que é fonte inexaurível de vida e proteção contra os laços da morte. Eis por que o primeiro anjo de Apocalipse 14 voa no zênite do céu e proclama, em grande voz, o último chamado de Deus à humanidade para que obtenha o temor do Senhor, que renova, vivifica e conserva para a vida eterna!

Se ouvirem a voz de Deus e atenderem ao Seu solene apelo, a degenerescência e atrofiamento de que são vítimas os homens pela ausência do temor do Senhor na Terra serão convertidos em restauração e enobrecimento das faculdades adormecidas da alma, com inestimáveis vantagens para esta vida e a vida por vir.

Ouçamos hoje a sua voz, e respondamos favoravelmente ao apelo da graça durante o tempo de nossa oportunidade. Que assim seja.


Notas e referências

1. Ellen G. White. O Grande Conflito. Décima Nona Edição. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1978, p. 315.

2. ______________. Exaltai-O. Meditações Matinais 1992. Versão em CD-ROM. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 239.
Read more
The Magazine

MKRdezign

300x250

Technology

Breaking News

[recent][newsticker]
[recent][featured4 autoplay]

Default Thumbnail

Default Thumbnail

About Us

About Us
Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's.

Last Posts

Featured

We tried to make

Integrations

Create stunning, effective sales documents with custom-designed theme & template.

Marketing

Create stunning, effective sales documents with custom-designed theme & template.

Dedicated Support

Create stunning, effective sales documents with custom-designed theme & template.

About Us

About Us
Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's.

No Thumbnail Image

No Thumbnail Image

Best Features

Our features will help
to improve busines

Sales teams use PandaDoc to improve deal workflow, insights, and speed while delivering an amazing buying experience. Get your documents out the door fast to keep deals.

Populars

Write To Me

Nome

E-mail *

Mensagem *

Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens

9 de ago. de 2022

Aconteceu- Nova ordem mundial anunciada na Cúpula do Governo Mundial

 


A “nova ordem mundial” foi delineada e apresentada esta semana na Cúpula do Governo Mundial 2022 em Dubai.

A conferência, realizada na terça e quarta-feira, teve mais de 4.000 participantes, incluindo autoridades globais, consultores, especialistas e líderes do setor.

Os participantes incluíram o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Gutteres, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, entre muitos outros.

O evento incluiu um painel de discussão intitulado: “Estamos prontos para uma nova ordem mundial?” Os palestrantes foram o Dr. Anwar bin Mohammed Gargash, Assessor Diplomático do Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan, Frederick Kempe, Diretor Executivo do Atlantic Council, Dr. George Friedman, Fundador e Presidente da Geopolytic Futures, e Dr. Pippa Malmgren, um economista, autor e conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Malmgren foi muito aberto sobre a agenda dos governos globais para tornar todo o sistema financeiro digital, o que permitiria mais rastreamento e controle dos cidadãos.

“O que sustenta uma ordem mundial é sempre o sistema financeiro”, disse Malmgren. Ela disse ter sido privilegiada por seu pai ter aconselhado o ex-presidente dos EUA Richard Nixon, que tirou os EUA do padrão-ouro em 1971, porque isso mostrava “o quão importante é uma estrutura financeira para absolutamente tudo”.

“E o que estamos vendo no mundo hoje, acho que estamos à beira de uma mudança dramática, onde estamos prestes a – e direi isso com ousadia – estamos prestes a abandonar o sistema tradicional de dinheiro e contabilidade, e apresentar um novo”, disse Malmgren, sorrindo.

Ela continuou explicando que o novo sistema financeiro seria digital.

“E a nova, a nova contabilidade, é o que chamamos de 'blockchain'. Significa digital, significa ter um registro quase perfeito de cada transação que acontece na economia, o que nos dará muito mais clareza sobre o que está acontecendo.”

Malmgren reconheceu que precisaria haver um “equilíbrio de poder entre governos e cidadãos”, e é por isso que ela acredita que precisaria haver uma “constituição digital”.

Mas Malmgren continuou dizendo que esse sistema financeiro digital blockchain é propriedade dos governos mais poderosos do mundo.

“Esse novo dinheiro será soberano por natureza”, disse ela. “A maioria das pessoas pensa que o dinheiro digital é criptográfico e privado. Mas o que vejo são superpotências introduzindo a moeda digital. Os chineses foram os primeiros. Os EUA estão à beira, eu acho, de seguir na mesma direção e os europeus também se comprometeram com isso.”

O Frontline News informou no início deste mês como a moeda digital do banco central (CBDC), que é dinheiro dado aos cidadãos diretamente por seus governos para que as transações possam ser monitoradas e controladas, é um componente essencial da agenda do Fórum Econômico Mundial (WEF).

O WEF, que nomeou Malmgren como Líder Global do Amanhã em 2000, já definiu uma nova ordem mundial baseada em “identificações digitais, pagamentos digitais e governança digital”.

Embora Joe Biden tenha realmente pedido uma “nova ordem mundial” no início deste mês, e enquanto bancos centrais como o Federal Reserve estão pressionando pela CBDC, a agenda global nunca foi delineada com tanta clareza e honestidade como agora.


Comentário do Blog

Poderia a Nova Ordem Mundial realmente ser uma velha ordem mundial? Os mesmos princípios estavam presentes na Torre de Babel profeticamente significativa como estão presentes agora.

Link Profético:


“Deus ordenou que os homens se dispersassem por toda a terra, para reabastecê-la e subjugá-la; mas esses construtores de Babel decidiram manter sua comunidade unida em um só corpo, e fundar uma monarquia que deveria eventualmente abranger toda a terra. Assim, sua cidade se tornaria a metrópole de um império universal; sua glória atrairia a admiração e homenagem do mundo e tornaria ilustres os fundadores. A magnífica torre, que alcançava os céus, pretendia erguer-se como um monumento do poder e sabedoria dos seus construtores, perpetuando a sua fama até às últimas gerações.” Patriarcas e Profetas , página 118.5.


 Frontline News , de Yudi Sherman:

Movimento proffétio- O ecumenismo abrirá o caminho para a crise da marca da besta


O ecumenismo não tem lugar no adventismo. Quando os líderes da igreja participam dessas cerimônias inter-religiosas destinadas a unir as igrejas, exaltar o culto dominical, promover o espiritismo, rejeitar a verdade bíblica e nos unir sob uma cabeça, Roma, devemos reconhecer que nossa participação significa que estamos sancionando seus esforços e, assim, demonstrando nosso apoio . Isso é um escândalo para o nosso povo, assim como para todas as outras religiões, e tem sérias consequências. Observe quão claramente a caneta da inspiração nos adverte sobre o papel do movimento ecumênico em trazer a crise final durante a marca da besta:

Refletindo

É impossível participar de cerimônias religiosas que invocam vários deuses e ficar em silêncio sem se contaminar. Sem dúvida, Roma está encantada com o fato de nosso povo estar se unindo ao movimento inter-religioso. Quantos líderes Roma afastou da fé adventista e, como resultado, não falamos mais de apostasia no mundo ou na igreja?


Aqueles que continuarem por esse caminho em direção a Roma acabarão abandonando toda doutrina fundamental que nos tornou o povo peculiar de Deus. A confusão promovida por Ganoune Diop e outros líderes da igreja, bem como o exemplo que eles deram, está se espalhando para o resto da igreja e estabelecendo um mau precedente. Ao fazer isso, muitos de nosso povo adotarão uma mentalidade ecumênica e, como resultado, se tornarão um dos maiores obstáculos para o povo de Deus durante a crise da marca da besta:

Link Profético

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados”. EGW, O Grande Conflito, p. 580.

8 de ago. de 2022

Os tempos mudaram. Apocalipse 13 não/Primeira parte


A fé adventista nasceu no berço da profecia. As profecias apocalípticas moldam sua identidade e missão. No entanto, nos últimos tempos, um raciocínio sofisticado está desconstruindo fundamentos interpretativos básicos. Há “uma recente onda de escatologia antiadventista... Roma não é mais um ator importante; A perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do fim dos tempos vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente. O assunto recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral e tornou-se a preocupação deste artigo.


Historicamente, a relação entre a marca da besta e a futura aplicação das leis dominicais é um elemento chave da escatologia bíblica adventista. A marca da besta tem fortes conexões com a identificação da primeira e segunda bestas, as três mensagens angélicas e o sábado, bem como com vários outros elementos. É um entendimento complexo, e não periférico. Este artigo aprofunda um tema que conecta vários campos do conhecimento com o desafio das restrições de espaço. Começa com insights bíblicos, as raízes da interpretação adventista, o papel de Ellen White no processo e tendências atuais significativas.

Duas Bestas

Em Apocalipse 13, duas bestas surgem para perseguir o povo remanescente de Deus nos momentos finais da história. A primeira é uma personificação da anormalidade que viola as categorias de criação de animais designados “segundo sua espécie” (Gn 1:24). Este monstro híbrido também quebra as amplas divisões entre os animais terrestres e marinhos (Gn 1:21, 24). Os contornos transgressores da primeira besta denotam não apenas uma violação de limites (Lv 19:19), mas anunciam sua essência ímpia. Composto de partes de animais impuros (Lev. 11), representa o ápice da impureza. Quanto maior o número de suas cabeças, dentes e chifres, maior é sua força e voracidade. A segunda besta não é tão monstruosa, mas fala como o dragão (Satanás, veja Ap. 12:9). Impulsionados pela ira do diabo, ambos os animais visam prejudicar o remanescente da mulher,


Considere as características da primeira besta (Ap 13:1-10). Primeiro, é uma mistura das quatro bestas de Daniel 7. Também aprendemos comparando as profecias do Revelador e de Daniel que também perseguiu os santos por 1.260 anos (Ap 12:6; Dan 7:25) durante o era aparentemente interminável da Inquisição. Uma de suas cabeças sofreu um ferimento mortal, que os intérpretes protestantes entenderam historicamente como significando a perda gradual de força do papado, até e incluindo a prisão de Pio VI pelo general francês Louis-Alexandre Berthier em 1798. E, finalmente, a primeira besta se recupera e surpreende o mundo, que prefigura a restauração da Igreja de Roma e o estrelato global do papa. Este milenar, romano-cristão.





13 de set. de 2018

O desafio do evangelho no tempo do fim

Nós estamos vivendo em uma época extraordinária da história da redenção! Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, assumindo a função de um poderoso mensageiro celeste, cuja obra abarca a Terra e o mar, anuncia em Apocalipse 10, por meio de um juramento solene, que não haverá mais um período definido de tempo que nos separe da consumação do mistério de Deus!

As grandes cadeias proféticas da Bíblia já se cumpriram. Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Lugar Santíssimo do santuário celestial, em 1844, "já não haverá demora" (Apocalipse 10:6).


Há somente duas coisas que de fato nos separam do grande Dia do Senhor: nossa preparação individual para recebê-Lo e a proclamação final do evangelho, em cumprimento ao último dos sinais a que Cristo se referiu em Seu sermão profético: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus 24:14). A pregação final do evangelho é a consumação do "mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas" (Apocalipse 10:7).

Esperança em meio à crise

Não há dúvida de que a comissão de nosso Senhor será cumprida. As profecias são também promessas que garantem que a igreja de Deus será capacitada com extraordinário poder divino para cumprir o papel de "reparador de brechas e restaurador de veredas" (Isaías 58:12). Esse é um assunto dos mais vitais, a respeito do qual voltaremos a tratar oportunamente. Por agora, queremos enfatizar o necessário preparo individual em face de nossas responsabilidades diante de Deus, num momento crucial da história da salvação, quando Cristo está exercendo em Seu santuário a dupla função de Sacerdote e Juiz.

Ora, já é fato bem estabelecido o que a derradeira obra de Cristo no local do trono de Deus deve significar para o crente. Nosso Sumo Sacerdote não está ocupado com formalidades. No santuário do Céu, a obra de Cristo é viva, dinâmica, transcendental e relacionada com assuntos eternos. Ali, Ele dirige os rumos da batalha e o destino de Sua igreja em direção a um glorioso desfecho! Não há da parte de Cristo nenhuma indiferença nem tampouco uma atitude passiva frente à dramática luta de Seus filhos contra os poderes das trevas. Ele está ativamente empenhado no conflito, e nos provê amplos recursos a fim de vencermos como Ele venceu!

Não é de admirar que as promessas do Apocalipse sejam destinadas apenas aos vencedores. A vitória de Cristo mediante Sua vida perfeita, Sua morte na cruz e Seu ministério sacerdotal no templo de Deus é a garantia da nossa vitória! Sua intercessão junto ao trono do Pai no poder de Sua oferta sacrifical pode salvar totalmente o pecador penitente que aceita, pela fé, a Sua justiça imaculada. Por intermédio do juízo investigativo, nosso amado Salvador declara finalmente dignos da vida eterna os que "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14)!

Assim, em virtude da realidade da obra de Cristo no santuário celestial, o crente tem essa esperança, a qual é como "âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu" (Hebreus 6:19-20)! Não estamos sozinhos na luta renhida que temos de travar! Conquanto haja muitos desafios e obstáculos que pareçam intransponíveis, "Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus" (Hebreus 9:24). Não é esse um assunto que deve cativar cada fibra de nosso ser e motivar-nos a triunfar como Cristo triunfou?

Advertência em face do tempo

Mas essa é também uma mensagem de advertência. A atitude solene e o senso de urgência do anjo portador do evangelho eterno (Apocalipse 14:6), motivado pelo início do juízo no Céu, indicam a suprema necessidade de desenvolvermos em nosso caráter os elementos de força, valor, fé em Deus e absoluta confiança nEle enquanto a porta da graça ainda nos é franqueada. A natureza do tempo em que vivemos requer de nós tal atitude, a qual é fruto de uma relação íntima com o Cristo vivo, que, do santuário celestial, dirige o destino do mundo e o progresso de Sua igreja.

Desde 1844, quando se cumpriu a grande profecia dos 2.300 dias/anos (Daniel 8:14), nosso Sumo Sacerdote tem estado ativamente empenhado em purificar Seu povo e o Seu santuário dos registros de pecados que contaminam os lugares santos. Quanto tempo Cristo precisará para levar a termo a solene obra que então decidirá eternamente o destino de cada alma? Haverá nosso Senhor já passado para o caso dos vivos?

Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Santo dos Santos do santuário celestial, passaram-se pouco mais de 170 anos. Parece-nos um período de tempo muito longo, se comparado à nossa curta existência neste mundo. Representa, porém, apenas uma pequena fração de tempo em relação ao maior período profético das Escrituras! Precisaria Cristo de mais 170 anos para concluir Sua obra de purificação do santuário no Céu?

O aumento da impiedade no mundo, a degradação do que restou da dignidade humana, a escalada sempre crescente da violência, o complicado jogo de poder entre as nações, os desafios à governabilidade por motivação religiosa, especialmente depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as mudanças climáticas, a revolução cultural, os rumos, enfim, que tem tomado o mundo, tudo isso indica com insofismável clareza que não resta muito tempo. O Espírito Santo não agirá para sempre nos homens. Em breve Cristo concluirá Sua obra de mediação e purificação do santuário celestial para vir buscar o Seu povo, "os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

A obra divina de julgamento é conclusiva e definitiva em suas consequências. Quando o Senhor Jesus finalmente encerrá-la, proferirá a grave e solene sentença: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22:11). Quão tremendo é esse veredito procedente do trono de Deus, o qual decidirá irrevogavelmente o futuro de cada pessoa!

Senso de urgência e necessidade

Compreendemos, então, o ímpeto do primeiro anjo de Apocalipse 14, que, movido pelo início da obra de julgamento no local do trono de Deus, proclama em grande voz o evangelho eterno a cada nação, tribo, língua e povo! Tal verdade - o evangelho original e inalterável de Cristo - deve despertar nossas faculdades espirituais adormecidas e favorecer uma completa reforma de vida, uma mudança radical nas ideias e teorias, hábitos e práticas.

A pregação de reavivamento tem sido a nota tônica do evangelho eterno. A mensagem de João Batista era: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3:2). A mensagem de Cristo para o povo advertia: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13:5). A mesma mensagem foi ordenada aos apóstolos. E Deus deseja que a antiga mensagem evangélica seja pregada hoje: tristeza pelo pecado, arrependimento, confissão e abandono dos maus caminhos. Nesse sentido, o evangelho eterno é o evangelho como sempre tem sido. A diferença é que há agora uma razão adicional para obedecermos ao apelo da graça: o início do juízo pré-advento!

Assim como no Dia da Expiação típico o israelita necessitava realizar uma obra em favor de si mesmo, a qual consistia em um profundo exame de coração, a fim de identificar qualquer coisa que pudesse separá-lo de Deus e privá-lo dos benefícios da expiação, devemos nós hoje, em face do juízo no Céu, examinar a própria vida e colocá-la em dia com os reclamos divinos, de modo que não sejamos achados em falta quando nosso caso for apresentado perante o tribunal celeste. Nada deve ser mais importante do que ordenar a vida com Deus.

Por meio da oferta de Si mesmo, Cristo abriu um novo e vivo caminho pelo qual os cristãos tem acesso ao santuário celestial, ao próprio trono de Deus mediante a fé (Hebreus 10:19-22). Esse pleno acesso ao Céu obtido por Cristo permite a nossa reconciliação com o Senhor, pois Ele nos representa como Sumo Sacerdote perante o Pai, reclamando Seus méritos em favor daqueles que O buscam. Há, porém, certas condições que precisam ser satisfeitas para nos aproximarmos de Deus no santuário celestial, isto é, para termos íntima comunhão com o Senhor.

Quatro condições essenciais

O apóstolo Paulo, escrevendo sobre o privilégio que os crentes têm do pleno acesso ao trono de Deus por meio de Jesus Cristo, destaca quatro condições que o adorador deve cumprir para se beneficiar desse encontro:


Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. (Hebreus 10:22)


Aproximar-se do Senhor com um coração sincero é a primeira condição para termos íntima comunhão com Deus. Essa sinceridade é essencial no exame de consciência na presença do Senhor. Nesse espaço íntimo do ser com Deus não há lugar para indulgência própria ou escusa para o pecado. A alma examina humildemente a si mesma a fim de revelar-se exatamente como ela é à luz do caráter de Cristo. Contudo, não se desespera frente à sua condição, pois confia no Salvador como sua justiça, santificação e redenção.

A segunda condição é ter plena certeza de fé, ou seja, não duvidar de que teremos acesso a Deus, porque Cristo, como precursor, entrou por nós no santuário celestial, assumindo o mais elevado sacerdócio (Hebreus 6:20)! O pecador que se aproxima de Deus deve demonstrar uma fé inabalável no poder de Cristo para purificar a alma de todo pecado e capacitá-lo a viver uma nova vida (I João 1:9; Romanos 6:4). Uma vez que a "fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17), a dúvida e a incredulidade não deveriam ter lugar no coração do crente que busca a Cristo nas Escrituras como a um tesouro escondido e deseja valer-se de Seus divinos méritos.

Aproximar-se do trono de Deus com o coração purificado da má consciência é a terceira condição, cuja linguagem remete ao santuário levítico. O sangue aspergido sobre o povo, que simbolizava o sangue da aliança (Êxodo 24:8), purificava-os ritualmente, mas não podia purificar sua consciência (Hebreus 9:9, 13). Em contraste, a purificação do verdadeiro santuário é também uma purificação da consciência, efetuada pela virtude do sangue do Cristo (Hebreus 9:14). Purificar a consciência das obras mortas significa substituir o velho coração e seus desejos carnais que orientam a vida por um novo coração, regido pela mente e caráter de Cristo (Romanos 6:6; Efésios 4:22; Colossenses 3:9-10).

A quarta e última condição para uma comunhão íntima com Deus no santuário celestial é apresentar-se diante dEle com o corpo lavado com água pura, uma evidência externa de que houve uma transformação interna realizada pelos méritos de nosso grande Sumo Sacerdote. O batismo por imersão é uma parte dessa experiência, mas a purificação que se menciona aqui vai muito além da profissão de fé. Diz respeito também à santificação "por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Efésios 5:26-27).

Quando o caso de cada professo filho de Deus houver passado pelo escrutínio divino diante do tribunal celeste, quando o Senhor pronunciar a sentença final que decidirá o futuro eterno de cada alma, não haverá mais oportunidade de salvação. Tudo então estará para sempre decidido. Na ocasião de Sua gloriosa vinda, Cristo não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Sua Palavra. Como tem sido desde o início do plano da salvação, o evangelho é um chamado para o perdão e a santificação, "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

Pondo a vida em harmonia com o tempo

Nós precisamos pensar: Em que medida eu tenho me beneficiado do ministério sumo sacerdotal de Cristo no local do trono de Deus? Estou cooperando decididamente com o Espírito Santo para desenvolver minha salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12)? Na medida em que me beneficio dos méritos de meu grande Sumo Sacerdote, estou demonstrando verdadeiro apreço pelas almas que estão a perecer? Há em meu coração o mesmo senso de urgência do primeiro anjo (Apocalipse 14:6) face à realidade do juízo investigativo no Céu? Que declaração se fará quando o meu nome for lido perante o tribunal de Deus: "Purificado de todos os pecados diante do Senhor" ou "Pesado foste na balança e achado em falta"?

Hoje, o Senhor ainda é nosso Mediador e Juiz no tribunal celeste. Ainda podemos apresentar o nosso caso diante de Deus e reclamar a perfeita justiça de Cristo em nosso favor. Ainda é possível viver em conformidade com os Seus mandamentos por meio das provisões de Sua preciosa graça. Nosso nome ainda pode ser aprovado no juízo que confirmará quem serão os coerdeiros e coparticipantes da promessa em Cristo (Efésios 3:6). Então precisamos dar prioridade àquilo que é mais essencial: a nossa salvação e a salvação das almas que necessitam conhecer a mensagem para este tempo.

Esse é precisamente o espírito que move o anjo portador do evangelho eterno, em Apocalipse 14. Devemos demorar-nos um pouco mais sobre o teor de sua mensagem à luz do juízo pré-advento, pois nossa condição presente e futura depende de nossa resposta ao seu solene apelo.

Reavivando o evangelho eterno

O glorioso cumprimento do propósito de Deus para toda a história da redenção, anunciado pelo anjo da sétima trombeta - "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 11:15) - não ocorrerá sem que antes a obra mundial do "anjo forte" encontre sua plena realização (Apocalipse 10:11).

Ao proclamar que todos os períodos de tempo proféticos do livro de Daniel se cumpriram (Daniel 8:14; 12:7, 11, 12), esse poderoso Mensageiro celeste garante que não haverá mais atraso na consumação do "mistério de Deus" (Apocalipse 10:7)!


Isso significa que a derradeira fase do ministério sumo sacerdotal de Cristo no Céu - o juízo/purificação do santuário - já começou, e que, portanto, vivemos em um período soleníssimo da história da salvação. Em virtude desse fato, a igreja do tempo do fim, simbolizada na pessoa de João, recebe a ordem divina para tomar o livro que se acha aberto na mão do "anjo forte" e comê-lo (Apocalipse 10:9), uma imagem extraída do Antigo Testamento usada para representar o chamado de Deus ao profeta (Jeremias 15:16; Ezequiel 3:1-3). Trata-se, pois, de uma nova comissão de Cristo à Sua igreja, a qual deve proclamar o evangelho em seu marco do tempo do fim.

  • Esse sagrado mandato do Céu ao remanescente final ecoa na tríplice mensagem de Apocalipse 14, que é uma extensão da obra profética do "anjo forte" no tempo do fim. É significativo, portanto, que os capítulos que tratam da missão da igreja durante esse período (12-14) estejam localizados no centro do Apocalipse, sendo o capítulo 14 o ponto focal do livro. As três mensagens angélicas transmitem o último apelo de Deus ao mundo, o derradeiro convite da graça antes do veredito judicial do Céu, que decidirá o futuro eterno de cada pessoa, para o bem ou para o mal (Apocalipse 22:11).

Com efeito, o ultimato de Deus à geração do tempo do fim não poderia ser mais expressivo:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. (Apocalipse 14:6)


  1. A expressão "outro anjo" é bastante reveladora. Ela relaciona a obra solene desse mensageiro celeste - o primeiro dos três anjos portadores da mensagem final de Deus aos habitantes do mundo - à missão profética do último anjo mencionado por João - o "anjo forte" de Apocalipse 10! Ambos trazem consigo uma mensagem de advertência de alcance mundial. Ambos a proclamam "em grande voz". Ambos cumprem o último e definitivo sinal do fim a que se referiu nosso Salvador em Seu discurso profético:


E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mateus 24:14)


Hans K. LaRondelle observa que, assim como Jesus em Mateus 24, o Apocalipse faz da proclamação mundial do evangelho o sinal preeminente dos tempos. Citando G.C. Berkouwer, ele diz:


Com muita frequência, a reflexão sobre os sinais foi separar-se do reino, que é seu ponto de concentração. Os resultados sempre são desconcertantes. Mas o assunto fundamental é a propagação universal do evangelho de Jesus Cristo (Mar. 13:10)... Geralmente os que catalogaram os sinais dos tempos incluíram isto, mas com frequência se viu simplesmente como outro elemento no "relatório da narração"... Nos últimos dias a pregação do evangelho é o ponto focal de todos os sinais. Nela podem e devem ser entendidos todos os sinais. (1)


Nesse contexto, é de grande significação que o "evangelho do reino" seja chamado no Apocalipse de "evangelho eterno". Essa expressão é única em toda a Bíblia e tem um sentido singular. Esclarece que o evangelho do tempo do fim é o mesmo evangelho de Cristo e dos apóstolos, a boa nova original e inalterável da graça salvadora, que reflete as qualidades de seu Autor (Malaquias 3:6; Hebreus 13:8; Tiago 1:17). Por sua natureza, o evangelho não pode ser alterado nem revogado pela vontade humana, sob a pena de o infrator incorrer na maldição divina (Gálatas 1:8-9).

Referindo-se à natureza e papel do evangelho eterno no tempo do fim, Ellen G. White esclarece:


A mensagem proclamada pelo anjo voando pelo meio do céu é o evangelho eterno, o mesmo evangelho que foi declarado no Éden quando Deus disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente." Gên. 3:15. (2)
As mensagens de Apocalipse 14 são aquelas mediante as quais o mundo há de ser provado; são o evangelho eterno e devem soar por toda parte. (3)


O adjetivo "eterno" empregado por João em Apocalipse 14:6 se torna ainda mais relevante quando consideramos que enfatiza o evangelho do reino como a contraparte positiva do "evangelho" não original do anticristo, em Apocalipse 13, cuja pretensão de reivindicar para si a prerrogativa divina da adoração demanda a lealdade de todos os habitantes da Terra a esse "evangelho" espúrio, baseado nas tradições e mandamentos dos homens e especialmente focado nos sentidos (conforme Apocalipse 13:14; 14:8; 17:2; 18:23; 19:20).

Em conexão com a sagrada obra do "anjo forte" de Apocalipse 10, cuja proclamação anuncia ao mundo o cumprimento das profecias de Daniel concernentes ao início do juízo/purificação do santuário celestial, as três mensagens angélicas desafiam cada nação, tribo, língua e povo a rejeitar as falsas reivindicações do anticristo e voltar-se para Deus, aceitando Seu evangelho.

Daí o sentido da urgência do anjo portador da mensagem divina para o tempo do fim; ele voa no zênite do céu e proclama em grande voz o último convite da graça, impelido pela realidade de um juízo que transcende em muito qualquer decisão que possa ser proferida por um tribunal humano. Assim, é natural que o anjo encarregado do evangelho eterno seja também responsável em anunciar ao mundo o justo julgamento de Deus (Apocalipse 14:7). Salvação e juízo são duas verdades inseparáveis. Como o Criador, Deus exerce ambas as funções em benefício de Seu povo!

O apelo de Deus à geração do fim

Aceitar o evangelho requer um decidido esforço de nossa parte para vencer o pecado. Exige abnegação pessoal, humilhação, sacrifício de si mesmo, morte para o eu, e renascimento para uma nova vida em Cristo.

Esse diligente esforço para silenciar o velho homem (Romanos 7:22-25; I Coríntios 9:27) e viver em harmonia com a vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3, 7) deve atuar em conjunto com o poder divino para salvar (Romanos 1:16; Filipenses 2:12-13), de modo que, uma vez renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos sensata, justa e piedosamente na perspectiva da volta de nosso Senhor Jesus (Tito 2:11-13).


Nada deve ser mais importante do que a realização dessa suprema obra em nossa vida. O Senhor não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Seu Espírito. Não virá buscar aqueles cuja vida foi pesada na balança e achada em falta, mas apenas os que foram completamente cobertos pela justiça de Cristo e declarados puros diante da corte celeste (Apocalipse 3:5).

E a minuciosa, exaustiva e perseverante obra em favor de nós mesmos é ainda mais imprescindível face ao solene apelo do primeiro anjo para temer, glorificar e adorar o Criador no contexto do tempo do fim (Apocalipse 14:7).

A comissão final de Cristo à Sua igreja

A abertura do evangelho eterno dentro de sua estrutura assinalada do tempo do fim não poderia ser mais impressionante e significativa:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:6-7)


A dimensão mundial da obra do primeiro anjo, que se segue imediatamente à obra profética do "anjo forte" de Apocalipse 10, é enfatizada pelo fato de o mensageiro celestial voar no zênite do céu e pregar, em grande voz, a todos os habitantes da Terra, a cada nação, tribo, língua e povo. Esse anjo e os dois seguintes que se juntam a ele (Apocalipse 14:8 e 9) representam a igreja remanescente de Deus, a qual recebe do próprio Salvador a comissão de pregar o evangelho em seu marco do tempo do fim (Apocalipse 10:1-11).

A igreja, contudo, não pode cumprir tão elevado encargo sem que primeiro, à semelhança da experiência visionária de João, tome o livro aberto da mão do "anjo forte" e faça de seu conteúdo sua própria experiência e missão.

Apoderar-se da verdade presente significa permitir também que essa verdade se apodere de cada fibra de nosso ser e exerça na alma sua influência santificadora. O senso de urgência que deve impelir e orientar o povo de Deus na obra de anunciar o evangelho ao mundo, bem como o extraordinário poder que deve acompanhá-la resultam dessa experiência pessoal com a mensagem de Deus para os últimos dias.

Assim, o derradeiro convite da graça deve primeiramente ser recebido por aqueles aos quais foi confiada a mensagem da salvação para o tempo do fim, pois, do contrário, como "invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram?" (Romanos 10:14).

Essa experiência com a mensagem resultará em "um remanescente segundo a eleição da graça" (Romanos 11:5), uma igreja santificada pelo poder do evangelho, de maneira que possa partilhar com outros os benefícios que ela mesma recebeu.

O apelo de Deus na perspectiva do juízo

Há três imperativos de Deus em Seu derradeiro convite à humanidade que merecem nossa especial consideração: "temei", "glorificai" e "adorai" o Criador! Esses três imperativos, que por si só devem despertar-nos de nosso torpor espiritual, têm sua importância aumentada em virtude da obra judicial de Cristo em Seu santuário, cuja solene sentença a ser proferida (Apocalipse 22:11) estabelecerá a distinção definitiva entre "o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve" (Malaquias 3:18).

A tríplice exortação de nosso Senhor na primeira mensagem angélica é, com efeito, apresentada em seu evidente vínculo com a obra divina de julgamento, a qual decidirá o futuro eterno de cada pessoa em termos de justificação ou condenação.

O clamor do primeiro anjo, "é chegada a hora do seu juízo", é paralelo à grandiosa cena do julgamento celestial testemunhada por Daniel em visão, quando "assentou-se o tribunal, e se abriram os livros" (Daniel 7:10). Ambas as visões antecedem a vinda do Filho do Homem e culminam com a inauguração de Seu reino eterno (Daniel 7:9-10, 13-14; Apocalipse 14:14-20).

Essa proclamação do primeiro anjo anuncia, portanto, que a última fase do plano divino de redenção já começou, que o tribunal celeste está em sessão desde o fim do período profético de Daniel 8:14, e que em breve o reino de Cristo se tornará uma realidade histórica irrevogável para os Seus súditos!

A recepção a essa mensagem, seja positiva ou negativa, determinará a maturação da Terra para a ceifa final (Apocalipse 14:14-20). O veredito não será pronunciado do trono de Deus sem que a última geração seja advertida durante o tempo de sua oportunidade.

A proclamação final do evangelho eterno está, pois, intimamente ligada à fase preliminar do juízo de Deus no santuário celestial, a qual será seguida pelo juízo executivo na vinda do Filho do Homem, quando então o Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras (Apocalipse 22:12).

O fato de vivermos no tempo do juízo transmite-nos esperança, pois representa o tempo da vindicação final dos santos juntamente com Cristo e a condenação de todos os poderes opressores que se opõem a eles (Daniel 7:21-22, 25-27; Apocalipse 11:15-19; 14:1)!

Nossa fonte de esperança

Uma vez percebida a clara relação entre o clamor do primeiro anjo, que anuncia "a hora" do juízo de Deus, e a abertura da sessão do tribunal divino na sede de operações no Céu, em Daniel 7, compreende-se com mais propriedade o sentido de urgência que acompanha a obra dos três anjos de Apocalipse 14. Aqui está o fundamento do mandato divino para a igreja do tempo do fim. A partir desse ponto de vista, o solene chamado de Deus na primeira mensagem angélica para temer, glorificar e adorar o Criador adquire um significado incomparavelmente superior.

Com efeito, devemos abrir o coração a esse tríplice chamado de Deus na voz do primeiro anjo, mantendo os olhos fixos em nosso Sumo Sacerdote e em Sua obra no santuário celestial como mediador e juiz de Seu povo!

Nada é mais fundamental para a igreja do que um conhecimento prático do juízo divino apoiado na convicção íntima da justificação e vindicação da parte de Deus, as quais serão ratificadas na obra final de julgamento! É preciso, portanto, ordenar a vida segundo o evangelho eterno, pois se o evangelho não for adequadamente recebido, não haverá nenhuma garantia de justificação para o homem.

Nós desejamos compreender mais profundamente a natureza desses três imperativos de Deus para a geração do fim à luz do juízo pré-advento. Essa compreensão está longe de ser abstrata. Como mencionado acima, precisamos alcançar uma experiência de fé com Cristo e Sua mensagem para o tempo do fim, de modo que, mediante Sua justiça, nossos nomes permaneçam escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 3:5)! A aprovação de Deus no juízo é a certeza de nossa vitória sobre o pecado e sobre as potestades deste mundo tenebroso. Ser aprovado por Deus é a única coisa que realmente importa.

É bem possível que eu esteja escrevendo para alguém que enfrenta lutas renhidas contra o pecado. Todos nós as temos. Muitas deixam marcas difíceis de apagar, outras simplesmente permanecem...

Todavia, assim como no passado o israelita olhava para o tabernáculo em busca de orientação, conforto e esperança, nós também devemos hoje buscar a Cristo em Seu santuário, "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2)!

É nessa certeza que vamos buscar compreender e responder positivamente ao último apelo de Deus ao mundo na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14!

O apelo para temer a Deus

"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo..." (Apocalipse 14:6-7)

A mensagem mundial do primeiro anjo abre o evangelho eterno com o solene apelo para temer a Deus e glorificá-Lo! Esse apelo tem sua importância e urgência aumentadas em virtude do início do juízo no local do trono de Deus (Daniel 7:9-10). Exorta a humanidade a voltar-se para o Senhor no tempo de Sua visitação. O destino de cada alma depende da forma como o último chamado de Deus é recebido.


Tal apelo não poderia ser feito da maneira como é apresentado aqui - na figura de um poderoso anjo celeste, cuja glória e pureza, o ímpeto de seu voo e a intensidade do seu clamor nos permitem divisar o caráter da mensagem e de seus mensageiros humanos - se o juízo divino não houvesse começado. A realidade de um juízo no Céu transmite ao derradeiro convite da graça o seu sentido singular de urgência e propósito.

O objetivo do chamado de Deus

À luz dessa suprema realidade - a de um juízo pré-advento no Céu -, o objetivo inicial da primeira mensagem angélica é convencer cada homem, mulher e criança, independentemente de sua origem ou condição social, sobre o dever de temer a Deus e tributar-Lhe glória, antes que seja proferida a sentença divina que decidirá seu destino em termos de justificação ou condenação (Apocalipse 22:11). Essa mensagem de misericórdia, procedente do trono de Deus, reflete a mesma advertência do sábio Salomão:


De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. (Eclesiastes 12:13-14)


Eis a síntese do evangelho eterno! Nas palavras inspiradas de Salomão, resume-se magistralmente o que Deus espera de todo homem! O propósito supremo da vida não pode ser outro, senão reconhecer a Deus e seus santos mandamentos, e se o fizermos, mediante a Sua graça, certamente encontraremos a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7)!

Essa singela exortação, e tudo o que ela representa, reverbera uma vez mais, e com intensidade ainda maior, na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14, face à obra judicial de nosso Sumo Sacerdote em Seu santuário! A glória da salvação que emana do trono de Deus pertence unicamente a Ele, mas é dever de todo homem temer a Deus e obedecer-Lhe os preceitos, pois "todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (II Coríntios 5:10).

Que mensagem tremenda essa! Ao considerarmos que "Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más", deve ser nosso maior interesse examinar a própria vida diante do Senhor e remover do coração as obras más que nos impedem de alcançar êxito. Ora, nós temos grande Sacerdote na casa de Deus que pode removê-las completamente (Hebreus 10:21; 7:25), e "purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). Mas é necessário haver diligente esforço de nossa parte nesse sentido, em cooperação com o poder de Deus para salvar (Lucas 13:24; Filipenses 2:12-13).

Ontem pela manhã, li em um site de notícias sobre uma menina de sete anos, Chloe Bridgewater, que enviou uma singela carta de próprio punho ao "chefe do Google" pedindo uma vaga na empresa! Surpreendentemente, Chloe recebeu uma resposta assinada pelo presidente-executivo da companhia, Sundar Pichai, a qual dizia, entre outras coisas, o seguinte: "Eu acho que, se você continuar trabalhando duro e perseguindo seus sonhos, pode conseguir tudo o que deseja"!

De fato, podemos obter, com muito esforço, quase tudo o que desejamos. No entanto, na maioria das vezes investimos duro pelas coisas que perecem, quando na verdade deveríamos aplicar-nos decididamente à obra pessoal de vencer o pecado, pela graça de Cristo, e ajuntar "tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam" (Mateus 6:20). Nada pode ser mais importante do que a nossa salvação e a salvação das almas a perecer. É tempo de revermos nossas prioridades, se desejamos viver para sempre com Jesus.

O temor de Deus e a obediência

Uma vez que o ministério sumo sacerdotal de Jesus envolve não apenas a obra de misericórdia, mas também a vindicação do caráter de Deus na confirmação da natureza imutável de Sua lei, a estreita relação entre temer o Senhor e guardar os Seus mandamentos é especialmente significativa. Essa relação é enfatizada nas Escrituras:


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)
Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade à eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. (Salmo 103:17-18)


Temer a Deus constitui a experiência fundamental do crente. Sem o temor do Senhor, é impossível amá-Lo, apreciar os Seus caminhos, guardar os Seus mandamentos, servi-Lo fielmente e receber as bênçãos que Ele prometeu a nós e aos nossos filhos.

O temor do Senhor é o segredo para uma vida cristã bem sucedida. Mediante o temor de Deus, somos levados a ver os próprios erros em sua verdadeira natureza, sensibilizados quanto à necessidade de arrependimento e perdão, e, pelo auxílio da graça divina, purificados na obediência à verdade.

Consideremos a relevância dessa experiência pessoal com Deus tendo em vista a obra conclusiva de Jesus no santuário celestial desde 1844, em cumprimento ao Dia da Expiação típico! Não é de admirar que o chamado para temer a Deus seja o primeiro dos três imperativos presentes na primeira mensagem angélica à geração do tempo do fim!

Ademais, Satanás está empenhado em desviar os homens de sua aliança com Deus e de prestarem obediência à Sua lei. Sob muitas formas e por diversos meios, o inimigo da verdade tem trabalhado decidida e engenhosamente no sentido de seduzir as pessoas a seguir seus próprios sentimentos e impressões, em lugar de prestar obediência à lei de Deus, levando-as assim à indulgência e autossatisfação. Muitas vezes os desvios são de tal ordem, que não são vistos como sendo o fruto da transgressão, mas apenas adaptações aos novos tempos!

Com efeito, seria leviano de nossa parte desprezar o solene chamado de Deus ao Seu povo. O Senhor requer de cada um de nós obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e esse é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo da Sua visitação (Lucas 19:44). (1)

O significado prático de temer a Deus

O conceito bíblico sobre o temor do Senhor é riquíssimo e de grande significação para o crente. Consideremos alguns textos-chaves que nos esclarecem quanto ao significado prático de temer a Deus.

O temor do Senhor é "o princípio da sabedoria" (Salmo 111:10; Provérbios 1:7; 9:10), a "instrução da sabedoria" (Provérbios 15:33), e a própria sabedoria (Jó 28:28)! O livro de Provérbios personifica metaforicamente a sabedoria, relacionando-a ao próprio Deus (1:20-33; capítulo 8 e 9). O apóstolo Paulo se refere a Cristo como o "poder de Deus e sabedoria de Deus" (I Coríntios 1:24, 30). Assim, Jesus Cristo é a sabedoria personificada! Conhecê-Lo é conhecer a sabedoria, que consiste em temer a Deus.

Conhecer a Cristo, portanto, é uma condição indispensável para que sejamos sábios, isto é, para que tenhamos o temor de Deus e obedeçamos aos Seus mandamentos (Salmo 86:11). Ao aprender a desenvolver o temor do Senhor, passamos a aborrecer o mal e a evitá-lo (Provérbios 8:13; 16:6). Em outras palavras, com o auxílio da divina graça, desvencilhamo-nos do pecado, passamos a detestá-lo e finalmente nos afastamos dele, ao passo que nos aproximamos cada vez mais de Cristo e de Sua perfeita justiça.

Não é possível conhecer a Jesus, no sentido de um íntimo e constante relacionamento com Ele, e ainda identificar-se com o pecado. A obra da redenção não consiste apenas em perdoar pecados, mas removê-los da vida do crente pela virtude do sangue de Cristo (Isaías 1:18; I João 1:9; Apocalipse 7:13-14). Isso não é perfeccionismo, mas santificação. Nesse processo, obtém-se plena vitória sobre o pecado, na perspectiva de que a natureza pecaminosa será finalmente subjugada quando "este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o corpo que é mortal se revestir de imortalidade" (I Coríntios 15:54).

Aborrecer o pecado e desviar-se dele é sinal de que somos nascidos de Deus, que possuímos o temor do Senhor (I João 5:18; Provérbios 16:6). A renovação diária dessa experiência requer um decidido esforço de nossa parte em união com o poder divino. Esse é o segredo para vivermos em total submissão a Cristo, em harmonia com a Sua vontade. Cumprir a lei de Deus dentro das condições estabelecidas por Ele não é legalismo, nem uma impossibilidade (Deuteronômio 30:11-14). Os Seus mandamentos não são penosos (I João 5:3).

Nesse sentido, o temor do Senhor é um fruto do Espírito Santo. Não guardamos a lei moral para desenvolver o temor de Deus, mas observamo-la porque somos movidos por esse temor reverente que procede do Céu. Obedecer aos santos requerimentos de Deus é sempre o resultado dessa experiência mais profunda com Ele, e não o inverso.


Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. (Ezequiel 36:25-27)


Uma atitude pró-ativa contra o pecado

Todavia, nós temos um papel a desempenhar nesse processo. Numa época de grande apostasia, Deus enviou por meio de Seu profeta uma mensagem de arrependimento e conversão ao Seu povo. Essa mensagem chega até nós, que vivemos nos derradeiros e culminantes momentos da história, com a mesma força e intensidade de outrora:


Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito de órfão, pleiteai a causa das viúvas. (Isaías 1:16-17)


Repare nos imperativos de Deus e na ordem em que aparecem na instrução divina. Requer-se do pecador penitente uma atitude pró-ativa contra o pecado! O pecado resulta em contaminação moral e decadência espiritual. Lavar do pecado, purificar da contaminação moral, tirar a maldade do coração e cessar de fazer o mal são as primeiras condições para experimentar pureza de caráter e uma vida moralmente elevada, e Deus pode e deseja realizar essa obra na vida do pecador (Isaías 1:18). Porém é preciso haver determinação de nossa parte.

As condições seguintes também exigem de nós uma atitude pró-ativa: aprender a fazer o bem, e, por conseguinte, aborrecer o mal (Amós 5:15) é um princípio ativo pelo qual se cultiva a retidão e evita-se a impiedade. Requer firmeza de propósito em união com o infinito poder de Deus para redimir do pecado. O grande objetivo de Deus é reeducar nossa mente, mudar nosso ser, imprimir em nós o Seu caráter! Como resultado, nós não seremos condescendentes com a opressão e a injustiça de que são vítimas os mais vulneráveis.

Assim, devemos ouvir atentamente o que Deus diz para o nosso benefício e viver de acordo com Suas orientações. O conhecimento de Deus produz mudança de mentalidade, da morte para a vida. A fim de obtermos a salvação, necessitamos seguir estritamente as instruções que Deus nos deixou em Sua Palavra. Devemos viver em função do "Assim diz o Senhor", e não segundo a falácia das conjecturas humanas. Essa deve ser nossa luta diária.


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)


O desejo e propósito de Deus é que tenhamos uma nova atitude mental face às nossas reais necessidades, uma disposição íntima de cooperar com Ele para o desenvolvimento de nossa salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12). Se nos propusermos a isso, se houver de nossa parte "boa vontade" (II Coríntios 8:12), a vida será transformada na medida de nossa determinação (Romanos 12:2).

Nosso maior desejo será, então, viver em harmonia com os preceitos de Deus, e não de acordo com as inclinações da carne. Essa é a única obediência aceitável ao Senhor - uma obediência verdadeira, que nasce de um coração transformado, cheio do temor de Deus, cheio da presença do Seu Espírito.

O segredo para obter o temor do Senhor

Uma vez que o temor de Deus é o princípio da experiência cristã, o segredo para uma vida verdadeiramente abundante e significativa, o Senhor deixou-nos a receita pela qual podemos obtê-lo - o conhecimento de Deus, que é vida eterna!


Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. (Provérbios 2:1-5)


Para sermos salvos, nós precisamos seguir as orientações de Deus. Essa deve ser nossa maior prioridade. Nossa carreira, segurança social, bens materiais, nada disso deve ocupar o lugar da suprema meta de obter o temor de Deus e viver segundo Sua vontade. As conjunções condicionais presentes na promessa divina revelam que não basta o desejo de ser bom, mas é preciso também estar disposto a colaborar com Deus, a realizar o esforço necessário, proporcional ao valor do bem que se busca.

Não se encontra prata ou tesouros escondidos na superfície. Para encontrar a sabedoria, o temor de Deus, é preciso cavar profundamente e com perseverança em busca do conhecimento que pode tornar-nos sábios para a salvação (II Timóteo 3:15). Não há tesouro terrestre que possa rivalizar com o valor inestimável dos tesouros celestiais. Ao passo que a busca por tesouros terrestres frequentemente resulta em frustração e perdas, a busca pelos tesouros do Céu na inesgotável mina de Deus, que é a Sua Palavra, mostrar-se-á uma experiência renovadora e vivificante. Os que verdadeiramente cavam fundo na Palavra de Deus, jamais serão frustrados!

Escrevendo sobre o caminho para se efetuar essa busca profunda e decidida dos tesouros escondidos de Deus - busca pela qual se vence o pecado -, Ellen G. White declara:


Se são acalentados pensamentos sobre Cristo, Sua obra e caráter, sereis levados a cavar fundo na mina da verdade, e sereis habilitados a entrar na posse de preciosas gemas da verdade. Pelo apreço do caráter de Cristo, pela comunhão com Deus, o pecado tornar-se-á detestável para vós. Ao meditardes nas coisas celestiais e andardes com Deus, como fez Enoque, deixareis de lado todo peso e o pecado que tão tenazmente nos assedia, e correreis com perseverança a carreira que vos está proposta. ... Nosso edifício precisa estar fundamentado na Rocha que é Cristo Jesus, pois do contrário não suportará a prova da tempestade. (2)


Os benefícios de aceitar o apelo de Deus

Quais são as vantagens reais de se obter o temor de Deus?


O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados. (Provérbios 10:27)
No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos. O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte. (Provérbios 14:26-27)
O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. (Provérbios 19:23)


O temor de Deus prolonga a vida, é forte amparo e fonte de vida, e conduz à vida! Nosso amado Salvador declarou: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10:10)! Não é sem razão que o salmista escreveu: "Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!" (Salmo 128:1). "Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" (Salmo 33:18).

Essa é a promessa do Senhor! Vale à pena unir-se a Jesus em um empenho pessoal para desenvolver o temor de Deus, que é fonte inexaurível de vida e proteção contra os laços da morte. Eis por que o primeiro anjo de Apocalipse 14 voa no zênite do céu e proclama, em grande voz, o último chamado de Deus à humanidade para que obtenha o temor do Senhor, que renova, vivifica e conserva para a vida eterna!

Se ouvirem a voz de Deus e atenderem ao Seu solene apelo, a degenerescência e atrofiamento de que são vítimas os homens pela ausência do temor do Senhor na Terra serão convertidos em restauração e enobrecimento das faculdades adormecidas da alma, com inestimáveis vantagens para esta vida e a vida por vir.

Ouçamos hoje a sua voz, e respondamos favoravelmente ao apelo da graça durante o tempo de nossa oportunidade. Que assim seja.


Notas e referências

1. Ellen G. White. O Grande Conflito. Décima Nona Edição. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1978, p. 315.

2. ______________. Exaltai-O. Meditações Matinais 1992. Versão em CD-ROM. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 239.
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens

9 de ago. de 2022

Aconteceu- Nova ordem mundial anunciada na Cúpula do Governo Mundial

 


A “nova ordem mundial” foi delineada e apresentada esta semana na Cúpula do Governo Mundial 2022 em Dubai.

A conferência, realizada na terça e quarta-feira, teve mais de 4.000 participantes, incluindo autoridades globais, consultores, especialistas e líderes do setor.

Os participantes incluíram o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Gutteres, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, entre muitos outros.

O evento incluiu um painel de discussão intitulado: “Estamos prontos para uma nova ordem mundial?” Os palestrantes foram o Dr. Anwar bin Mohammed Gargash, Assessor Diplomático do Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan, Frederick Kempe, Diretor Executivo do Atlantic Council, Dr. George Friedman, Fundador e Presidente da Geopolytic Futures, e Dr. Pippa Malmgren, um economista, autor e conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Malmgren foi muito aberto sobre a agenda dos governos globais para tornar todo o sistema financeiro digital, o que permitiria mais rastreamento e controle dos cidadãos.

“O que sustenta uma ordem mundial é sempre o sistema financeiro”, disse Malmgren. Ela disse ter sido privilegiada por seu pai ter aconselhado o ex-presidente dos EUA Richard Nixon, que tirou os EUA do padrão-ouro em 1971, porque isso mostrava “o quão importante é uma estrutura financeira para absolutamente tudo”.

“E o que estamos vendo no mundo hoje, acho que estamos à beira de uma mudança dramática, onde estamos prestes a – e direi isso com ousadia – estamos prestes a abandonar o sistema tradicional de dinheiro e contabilidade, e apresentar um novo”, disse Malmgren, sorrindo.

Ela continuou explicando que o novo sistema financeiro seria digital.

“E a nova, a nova contabilidade, é o que chamamos de 'blockchain'. Significa digital, significa ter um registro quase perfeito de cada transação que acontece na economia, o que nos dará muito mais clareza sobre o que está acontecendo.”

Malmgren reconheceu que precisaria haver um “equilíbrio de poder entre governos e cidadãos”, e é por isso que ela acredita que precisaria haver uma “constituição digital”.

Mas Malmgren continuou dizendo que esse sistema financeiro digital blockchain é propriedade dos governos mais poderosos do mundo.

“Esse novo dinheiro será soberano por natureza”, disse ela. “A maioria das pessoas pensa que o dinheiro digital é criptográfico e privado. Mas o que vejo são superpotências introduzindo a moeda digital. Os chineses foram os primeiros. Os EUA estão à beira, eu acho, de seguir na mesma direção e os europeus também se comprometeram com isso.”

O Frontline News informou no início deste mês como a moeda digital do banco central (CBDC), que é dinheiro dado aos cidadãos diretamente por seus governos para que as transações possam ser monitoradas e controladas, é um componente essencial da agenda do Fórum Econômico Mundial (WEF).

O WEF, que nomeou Malmgren como Líder Global do Amanhã em 2000, já definiu uma nova ordem mundial baseada em “identificações digitais, pagamentos digitais e governança digital”.

Embora Joe Biden tenha realmente pedido uma “nova ordem mundial” no início deste mês, e enquanto bancos centrais como o Federal Reserve estão pressionando pela CBDC, a agenda global nunca foi delineada com tanta clareza e honestidade como agora.


Comentário do Blog

Poderia a Nova Ordem Mundial realmente ser uma velha ordem mundial? Os mesmos princípios estavam presentes na Torre de Babel profeticamente significativa como estão presentes agora.

Link Profético:


“Deus ordenou que os homens se dispersassem por toda a terra, para reabastecê-la e subjugá-la; mas esses construtores de Babel decidiram manter sua comunidade unida em um só corpo, e fundar uma monarquia que deveria eventualmente abranger toda a terra. Assim, sua cidade se tornaria a metrópole de um império universal; sua glória atrairia a admiração e homenagem do mundo e tornaria ilustres os fundadores. A magnífica torre, que alcançava os céus, pretendia erguer-se como um monumento do poder e sabedoria dos seus construtores, perpetuando a sua fama até às últimas gerações.” Patriarcas e Profetas , página 118.5.


 Frontline News , de Yudi Sherman:

Movimento proffétio- O ecumenismo abrirá o caminho para a crise da marca da besta


O ecumenismo não tem lugar no adventismo. Quando os líderes da igreja participam dessas cerimônias inter-religiosas destinadas a unir as igrejas, exaltar o culto dominical, promover o espiritismo, rejeitar a verdade bíblica e nos unir sob uma cabeça, Roma, devemos reconhecer que nossa participação significa que estamos sancionando seus esforços e, assim, demonstrando nosso apoio . Isso é um escândalo para o nosso povo, assim como para todas as outras religiões, e tem sérias consequências. Observe quão claramente a caneta da inspiração nos adverte sobre o papel do movimento ecumênico em trazer a crise final durante a marca da besta:

Refletindo

É impossível participar de cerimônias religiosas que invocam vários deuses e ficar em silêncio sem se contaminar. Sem dúvida, Roma está encantada com o fato de nosso povo estar se unindo ao movimento inter-religioso. Quantos líderes Roma afastou da fé adventista e, como resultado, não falamos mais de apostasia no mundo ou na igreja?


Aqueles que continuarem por esse caminho em direção a Roma acabarão abandonando toda doutrina fundamental que nos tornou o povo peculiar de Deus. A confusão promovida por Ganoune Diop e outros líderes da igreja, bem como o exemplo que eles deram, está se espalhando para o resto da igreja e estabelecendo um mau precedente. Ao fazer isso, muitos de nosso povo adotarão uma mentalidade ecumênica e, como resultado, se tornarão um dos maiores obstáculos para o povo de Deus durante a crise da marca da besta:

Link Profético

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados”. EGW, O Grande Conflito, p. 580.

8 de ago. de 2022

Os tempos mudaram. Apocalipse 13 não/Primeira parte


A fé adventista nasceu no berço da profecia. As profecias apocalípticas moldam sua identidade e missão. No entanto, nos últimos tempos, um raciocínio sofisticado está desconstruindo fundamentos interpretativos básicos. Há “uma recente onda de escatologia antiadventista... Roma não é mais um ator importante; A perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do fim dos tempos vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente. O assunto recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral e tornou-se a preocupação deste artigo.


Historicamente, a relação entre a marca da besta e a futura aplicação das leis dominicais é um elemento chave da escatologia bíblica adventista. A marca da besta tem fortes conexões com a identificação da primeira e segunda bestas, as três mensagens angélicas e o sábado, bem como com vários outros elementos. É um entendimento complexo, e não periférico. Este artigo aprofunda um tema que conecta vários campos do conhecimento com o desafio das restrições de espaço. Começa com insights bíblicos, as raízes da interpretação adventista, o papel de Ellen White no processo e tendências atuais significativas.

Duas Bestas

Em Apocalipse 13, duas bestas surgem para perseguir o povo remanescente de Deus nos momentos finais da história. A primeira é uma personificação da anormalidade que viola as categorias de criação de animais designados “segundo sua espécie” (Gn 1:24). Este monstro híbrido também quebra as amplas divisões entre os animais terrestres e marinhos (Gn 1:21, 24). Os contornos transgressores da primeira besta denotam não apenas uma violação de limites (Lv 19:19), mas anunciam sua essência ímpia. Composto de partes de animais impuros (Lev. 11), representa o ápice da impureza. Quanto maior o número de suas cabeças, dentes e chifres, maior é sua força e voracidade. A segunda besta não é tão monstruosa, mas fala como o dragão (Satanás, veja Ap. 12:9). Impulsionados pela ira do diabo, ambos os animais visam prejudicar o remanescente da mulher,


Considere as características da primeira besta (Ap 13:1-10). Primeiro, é uma mistura das quatro bestas de Daniel 7. Também aprendemos comparando as profecias do Revelador e de Daniel que também perseguiu os santos por 1.260 anos (Ap 12:6; Dan 7:25) durante o era aparentemente interminável da Inquisição. Uma de suas cabeças sofreu um ferimento mortal, que os intérpretes protestantes entenderam historicamente como significando a perda gradual de força do papado, até e incluindo a prisão de Pio VI pelo general francês Louis-Alexandre Berthier em 1798. E, finalmente, a primeira besta se recupera e surpreende o mundo, que prefigura a restauração da Igreja de Roma e o estrelato global do papa. Este milenar, romano-cristão.





13 de set. de 2018

O desafio do evangelho no tempo do fim

Nós estamos vivendo em uma época extraordinária da história da redenção! Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, assumindo a função de um poderoso mensageiro celeste, cuja obra abarca a Terra e o mar, anuncia em Apocalipse 10, por meio de um juramento solene, que não haverá mais um período definido de tempo que nos separe da consumação do mistério de Deus!

As grandes cadeias proféticas da Bíblia já se cumpriram. Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Lugar Santíssimo do santuário celestial, em 1844, "já não haverá demora" (Apocalipse 10:6).


Há somente duas coisas que de fato nos separam do grande Dia do Senhor: nossa preparação individual para recebê-Lo e a proclamação final do evangelho, em cumprimento ao último dos sinais a que Cristo se referiu em Seu sermão profético: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus 24:14). A pregação final do evangelho é a consumação do "mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas" (Apocalipse 10:7).

Esperança em meio à crise

Não há dúvida de que a comissão de nosso Senhor será cumprida. As profecias são também promessas que garantem que a igreja de Deus será capacitada com extraordinário poder divino para cumprir o papel de "reparador de brechas e restaurador de veredas" (Isaías 58:12). Esse é um assunto dos mais vitais, a respeito do qual voltaremos a tratar oportunamente. Por agora, queremos enfatizar o necessário preparo individual em face de nossas responsabilidades diante de Deus, num momento crucial da história da salvação, quando Cristo está exercendo em Seu santuário a dupla função de Sacerdote e Juiz.

Ora, já é fato bem estabelecido o que a derradeira obra de Cristo no local do trono de Deus deve significar para o crente. Nosso Sumo Sacerdote não está ocupado com formalidades. No santuário do Céu, a obra de Cristo é viva, dinâmica, transcendental e relacionada com assuntos eternos. Ali, Ele dirige os rumos da batalha e o destino de Sua igreja em direção a um glorioso desfecho! Não há da parte de Cristo nenhuma indiferença nem tampouco uma atitude passiva frente à dramática luta de Seus filhos contra os poderes das trevas. Ele está ativamente empenhado no conflito, e nos provê amplos recursos a fim de vencermos como Ele venceu!

Não é de admirar que as promessas do Apocalipse sejam destinadas apenas aos vencedores. A vitória de Cristo mediante Sua vida perfeita, Sua morte na cruz e Seu ministério sacerdotal no templo de Deus é a garantia da nossa vitória! Sua intercessão junto ao trono do Pai no poder de Sua oferta sacrifical pode salvar totalmente o pecador penitente que aceita, pela fé, a Sua justiça imaculada. Por intermédio do juízo investigativo, nosso amado Salvador declara finalmente dignos da vida eterna os que "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14)!

Assim, em virtude da realidade da obra de Cristo no santuário celestial, o crente tem essa esperança, a qual é como "âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu" (Hebreus 6:19-20)! Não estamos sozinhos na luta renhida que temos de travar! Conquanto haja muitos desafios e obstáculos que pareçam intransponíveis, "Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus" (Hebreus 9:24). Não é esse um assunto que deve cativar cada fibra de nosso ser e motivar-nos a triunfar como Cristo triunfou?

Advertência em face do tempo

Mas essa é também uma mensagem de advertência. A atitude solene e o senso de urgência do anjo portador do evangelho eterno (Apocalipse 14:6), motivado pelo início do juízo no Céu, indicam a suprema necessidade de desenvolvermos em nosso caráter os elementos de força, valor, fé em Deus e absoluta confiança nEle enquanto a porta da graça ainda nos é franqueada. A natureza do tempo em que vivemos requer de nós tal atitude, a qual é fruto de uma relação íntima com o Cristo vivo, que, do santuário celestial, dirige o destino do mundo e o progresso de Sua igreja.

Desde 1844, quando se cumpriu a grande profecia dos 2.300 dias/anos (Daniel 8:14), nosso Sumo Sacerdote tem estado ativamente empenhado em purificar Seu povo e o Seu santuário dos registros de pecados que contaminam os lugares santos. Quanto tempo Cristo precisará para levar a termo a solene obra que então decidirá eternamente o destino de cada alma? Haverá nosso Senhor já passado para o caso dos vivos?

Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Santo dos Santos do santuário celestial, passaram-se pouco mais de 170 anos. Parece-nos um período de tempo muito longo, se comparado à nossa curta existência neste mundo. Representa, porém, apenas uma pequena fração de tempo em relação ao maior período profético das Escrituras! Precisaria Cristo de mais 170 anos para concluir Sua obra de purificação do santuário no Céu?

O aumento da impiedade no mundo, a degradação do que restou da dignidade humana, a escalada sempre crescente da violência, o complicado jogo de poder entre as nações, os desafios à governabilidade por motivação religiosa, especialmente depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as mudanças climáticas, a revolução cultural, os rumos, enfim, que tem tomado o mundo, tudo isso indica com insofismável clareza que não resta muito tempo. O Espírito Santo não agirá para sempre nos homens. Em breve Cristo concluirá Sua obra de mediação e purificação do santuário celestial para vir buscar o Seu povo, "os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

A obra divina de julgamento é conclusiva e definitiva em suas consequências. Quando o Senhor Jesus finalmente encerrá-la, proferirá a grave e solene sentença: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22:11). Quão tremendo é esse veredito procedente do trono de Deus, o qual decidirá irrevogavelmente o futuro de cada pessoa!

Senso de urgência e necessidade

Compreendemos, então, o ímpeto do primeiro anjo de Apocalipse 14, que, movido pelo início da obra de julgamento no local do trono de Deus, proclama em grande voz o evangelho eterno a cada nação, tribo, língua e povo! Tal verdade - o evangelho original e inalterável de Cristo - deve despertar nossas faculdades espirituais adormecidas e favorecer uma completa reforma de vida, uma mudança radical nas ideias e teorias, hábitos e práticas.

A pregação de reavivamento tem sido a nota tônica do evangelho eterno. A mensagem de João Batista era: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3:2). A mensagem de Cristo para o povo advertia: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13:5). A mesma mensagem foi ordenada aos apóstolos. E Deus deseja que a antiga mensagem evangélica seja pregada hoje: tristeza pelo pecado, arrependimento, confissão e abandono dos maus caminhos. Nesse sentido, o evangelho eterno é o evangelho como sempre tem sido. A diferença é que há agora uma razão adicional para obedecermos ao apelo da graça: o início do juízo pré-advento!

Assim como no Dia da Expiação típico o israelita necessitava realizar uma obra em favor de si mesmo, a qual consistia em um profundo exame de coração, a fim de identificar qualquer coisa que pudesse separá-lo de Deus e privá-lo dos benefícios da expiação, devemos nós hoje, em face do juízo no Céu, examinar a própria vida e colocá-la em dia com os reclamos divinos, de modo que não sejamos achados em falta quando nosso caso for apresentado perante o tribunal celeste. Nada deve ser mais importante do que ordenar a vida com Deus.

Por meio da oferta de Si mesmo, Cristo abriu um novo e vivo caminho pelo qual os cristãos tem acesso ao santuário celestial, ao próprio trono de Deus mediante a fé (Hebreus 10:19-22). Esse pleno acesso ao Céu obtido por Cristo permite a nossa reconciliação com o Senhor, pois Ele nos representa como Sumo Sacerdote perante o Pai, reclamando Seus méritos em favor daqueles que O buscam. Há, porém, certas condições que precisam ser satisfeitas para nos aproximarmos de Deus no santuário celestial, isto é, para termos íntima comunhão com o Senhor.

Quatro condições essenciais

O apóstolo Paulo, escrevendo sobre o privilégio que os crentes têm do pleno acesso ao trono de Deus por meio de Jesus Cristo, destaca quatro condições que o adorador deve cumprir para se beneficiar desse encontro:


Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. (Hebreus 10:22)


Aproximar-se do Senhor com um coração sincero é a primeira condição para termos íntima comunhão com Deus. Essa sinceridade é essencial no exame de consciência na presença do Senhor. Nesse espaço íntimo do ser com Deus não há lugar para indulgência própria ou escusa para o pecado. A alma examina humildemente a si mesma a fim de revelar-se exatamente como ela é à luz do caráter de Cristo. Contudo, não se desespera frente à sua condição, pois confia no Salvador como sua justiça, santificação e redenção.

A segunda condição é ter plena certeza de fé, ou seja, não duvidar de que teremos acesso a Deus, porque Cristo, como precursor, entrou por nós no santuário celestial, assumindo o mais elevado sacerdócio (Hebreus 6:20)! O pecador que se aproxima de Deus deve demonstrar uma fé inabalável no poder de Cristo para purificar a alma de todo pecado e capacitá-lo a viver uma nova vida (I João 1:9; Romanos 6:4). Uma vez que a "fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17), a dúvida e a incredulidade não deveriam ter lugar no coração do crente que busca a Cristo nas Escrituras como a um tesouro escondido e deseja valer-se de Seus divinos méritos.

Aproximar-se do trono de Deus com o coração purificado da má consciência é a terceira condição, cuja linguagem remete ao santuário levítico. O sangue aspergido sobre o povo, que simbolizava o sangue da aliança (Êxodo 24:8), purificava-os ritualmente, mas não podia purificar sua consciência (Hebreus 9:9, 13). Em contraste, a purificação do verdadeiro santuário é também uma purificação da consciência, efetuada pela virtude do sangue do Cristo (Hebreus 9:14). Purificar a consciência das obras mortas significa substituir o velho coração e seus desejos carnais que orientam a vida por um novo coração, regido pela mente e caráter de Cristo (Romanos 6:6; Efésios 4:22; Colossenses 3:9-10).

A quarta e última condição para uma comunhão íntima com Deus no santuário celestial é apresentar-se diante dEle com o corpo lavado com água pura, uma evidência externa de que houve uma transformação interna realizada pelos méritos de nosso grande Sumo Sacerdote. O batismo por imersão é uma parte dessa experiência, mas a purificação que se menciona aqui vai muito além da profissão de fé. Diz respeito também à santificação "por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Efésios 5:26-27).

Quando o caso de cada professo filho de Deus houver passado pelo escrutínio divino diante do tribunal celeste, quando o Senhor pronunciar a sentença final que decidirá o futuro eterno de cada alma, não haverá mais oportunidade de salvação. Tudo então estará para sempre decidido. Na ocasião de Sua gloriosa vinda, Cristo não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Sua Palavra. Como tem sido desde o início do plano da salvação, o evangelho é um chamado para o perdão e a santificação, "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

Pondo a vida em harmonia com o tempo

Nós precisamos pensar: Em que medida eu tenho me beneficiado do ministério sumo sacerdotal de Cristo no local do trono de Deus? Estou cooperando decididamente com o Espírito Santo para desenvolver minha salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12)? Na medida em que me beneficio dos méritos de meu grande Sumo Sacerdote, estou demonstrando verdadeiro apreço pelas almas que estão a perecer? Há em meu coração o mesmo senso de urgência do primeiro anjo (Apocalipse 14:6) face à realidade do juízo investigativo no Céu? Que declaração se fará quando o meu nome for lido perante o tribunal de Deus: "Purificado de todos os pecados diante do Senhor" ou "Pesado foste na balança e achado em falta"?

Hoje, o Senhor ainda é nosso Mediador e Juiz no tribunal celeste. Ainda podemos apresentar o nosso caso diante de Deus e reclamar a perfeita justiça de Cristo em nosso favor. Ainda é possível viver em conformidade com os Seus mandamentos por meio das provisões de Sua preciosa graça. Nosso nome ainda pode ser aprovado no juízo que confirmará quem serão os coerdeiros e coparticipantes da promessa em Cristo (Efésios 3:6). Então precisamos dar prioridade àquilo que é mais essencial: a nossa salvação e a salvação das almas que necessitam conhecer a mensagem para este tempo.

Esse é precisamente o espírito que move o anjo portador do evangelho eterno, em Apocalipse 14. Devemos demorar-nos um pouco mais sobre o teor de sua mensagem à luz do juízo pré-advento, pois nossa condição presente e futura depende de nossa resposta ao seu solene apelo.

Reavivando o evangelho eterno

O glorioso cumprimento do propósito de Deus para toda a história da redenção, anunciado pelo anjo da sétima trombeta - "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 11:15) - não ocorrerá sem que antes a obra mundial do "anjo forte" encontre sua plena realização (Apocalipse 10:11).

Ao proclamar que todos os períodos de tempo proféticos do livro de Daniel se cumpriram (Daniel 8:14; 12:7, 11, 12), esse poderoso Mensageiro celeste garante que não haverá mais atraso na consumação do "mistério de Deus" (Apocalipse 10:7)!


Isso significa que a derradeira fase do ministério sumo sacerdotal de Cristo no Céu - o juízo/purificação do santuário - já começou, e que, portanto, vivemos em um período soleníssimo da história da salvação. Em virtude desse fato, a igreja do tempo do fim, simbolizada na pessoa de João, recebe a ordem divina para tomar o livro que se acha aberto na mão do "anjo forte" e comê-lo (Apocalipse 10:9), uma imagem extraída do Antigo Testamento usada para representar o chamado de Deus ao profeta (Jeremias 15:16; Ezequiel 3:1-3). Trata-se, pois, de uma nova comissão de Cristo à Sua igreja, a qual deve proclamar o evangelho em seu marco do tempo do fim.

  • Esse sagrado mandato do Céu ao remanescente final ecoa na tríplice mensagem de Apocalipse 14, que é uma extensão da obra profética do "anjo forte" no tempo do fim. É significativo, portanto, que os capítulos que tratam da missão da igreja durante esse período (12-14) estejam localizados no centro do Apocalipse, sendo o capítulo 14 o ponto focal do livro. As três mensagens angélicas transmitem o último apelo de Deus ao mundo, o derradeiro convite da graça antes do veredito judicial do Céu, que decidirá o futuro eterno de cada pessoa, para o bem ou para o mal (Apocalipse 22:11).

Com efeito, o ultimato de Deus à geração do tempo do fim não poderia ser mais expressivo:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. (Apocalipse 14:6)


  1. A expressão "outro anjo" é bastante reveladora. Ela relaciona a obra solene desse mensageiro celeste - o primeiro dos três anjos portadores da mensagem final de Deus aos habitantes do mundo - à missão profética do último anjo mencionado por João - o "anjo forte" de Apocalipse 10! Ambos trazem consigo uma mensagem de advertência de alcance mundial. Ambos a proclamam "em grande voz". Ambos cumprem o último e definitivo sinal do fim a que se referiu nosso Salvador em Seu discurso profético:


E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mateus 24:14)


Hans K. LaRondelle observa que, assim como Jesus em Mateus 24, o Apocalipse faz da proclamação mundial do evangelho o sinal preeminente dos tempos. Citando G.C. Berkouwer, ele diz:


Com muita frequência, a reflexão sobre os sinais foi separar-se do reino, que é seu ponto de concentração. Os resultados sempre são desconcertantes. Mas o assunto fundamental é a propagação universal do evangelho de Jesus Cristo (Mar. 13:10)... Geralmente os que catalogaram os sinais dos tempos incluíram isto, mas com frequência se viu simplesmente como outro elemento no "relatório da narração"... Nos últimos dias a pregação do evangelho é o ponto focal de todos os sinais. Nela podem e devem ser entendidos todos os sinais. (1)


Nesse contexto, é de grande significação que o "evangelho do reino" seja chamado no Apocalipse de "evangelho eterno". Essa expressão é única em toda a Bíblia e tem um sentido singular. Esclarece que o evangelho do tempo do fim é o mesmo evangelho de Cristo e dos apóstolos, a boa nova original e inalterável da graça salvadora, que reflete as qualidades de seu Autor (Malaquias 3:6; Hebreus 13:8; Tiago 1:17). Por sua natureza, o evangelho não pode ser alterado nem revogado pela vontade humana, sob a pena de o infrator incorrer na maldição divina (Gálatas 1:8-9).

Referindo-se à natureza e papel do evangelho eterno no tempo do fim, Ellen G. White esclarece:


A mensagem proclamada pelo anjo voando pelo meio do céu é o evangelho eterno, o mesmo evangelho que foi declarado no Éden quando Deus disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente." Gên. 3:15. (2)
As mensagens de Apocalipse 14 são aquelas mediante as quais o mundo há de ser provado; são o evangelho eterno e devem soar por toda parte. (3)


O adjetivo "eterno" empregado por João em Apocalipse 14:6 se torna ainda mais relevante quando consideramos que enfatiza o evangelho do reino como a contraparte positiva do "evangelho" não original do anticristo, em Apocalipse 13, cuja pretensão de reivindicar para si a prerrogativa divina da adoração demanda a lealdade de todos os habitantes da Terra a esse "evangelho" espúrio, baseado nas tradições e mandamentos dos homens e especialmente focado nos sentidos (conforme Apocalipse 13:14; 14:8; 17:2; 18:23; 19:20).

Em conexão com a sagrada obra do "anjo forte" de Apocalipse 10, cuja proclamação anuncia ao mundo o cumprimento das profecias de Daniel concernentes ao início do juízo/purificação do santuário celestial, as três mensagens angélicas desafiam cada nação, tribo, língua e povo a rejeitar as falsas reivindicações do anticristo e voltar-se para Deus, aceitando Seu evangelho.

Daí o sentido da urgência do anjo portador da mensagem divina para o tempo do fim; ele voa no zênite do céu e proclama em grande voz o último convite da graça, impelido pela realidade de um juízo que transcende em muito qualquer decisão que possa ser proferida por um tribunal humano. Assim, é natural que o anjo encarregado do evangelho eterno seja também responsável em anunciar ao mundo o justo julgamento de Deus (Apocalipse 14:7). Salvação e juízo são duas verdades inseparáveis. Como o Criador, Deus exerce ambas as funções em benefício de Seu povo!

O apelo de Deus à geração do fim

Aceitar o evangelho requer um decidido esforço de nossa parte para vencer o pecado. Exige abnegação pessoal, humilhação, sacrifício de si mesmo, morte para o eu, e renascimento para uma nova vida em Cristo.

Esse diligente esforço para silenciar o velho homem (Romanos 7:22-25; I Coríntios 9:27) e viver em harmonia com a vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3, 7) deve atuar em conjunto com o poder divino para salvar (Romanos 1:16; Filipenses 2:12-13), de modo que, uma vez renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos sensata, justa e piedosamente na perspectiva da volta de nosso Senhor Jesus (Tito 2:11-13).


Nada deve ser mais importante do que a realização dessa suprema obra em nossa vida. O Senhor não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Seu Espírito. Não virá buscar aqueles cuja vida foi pesada na balança e achada em falta, mas apenas os que foram completamente cobertos pela justiça de Cristo e declarados puros diante da corte celeste (Apocalipse 3:5).

E a minuciosa, exaustiva e perseverante obra em favor de nós mesmos é ainda mais imprescindível face ao solene apelo do primeiro anjo para temer, glorificar e adorar o Criador no contexto do tempo do fim (Apocalipse 14:7).

A comissão final de Cristo à Sua igreja

A abertura do evangelho eterno dentro de sua estrutura assinalada do tempo do fim não poderia ser mais impressionante e significativa:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:6-7)


A dimensão mundial da obra do primeiro anjo, que se segue imediatamente à obra profética do "anjo forte" de Apocalipse 10, é enfatizada pelo fato de o mensageiro celestial voar no zênite do céu e pregar, em grande voz, a todos os habitantes da Terra, a cada nação, tribo, língua e povo. Esse anjo e os dois seguintes que se juntam a ele (Apocalipse 14:8 e 9) representam a igreja remanescente de Deus, a qual recebe do próprio Salvador a comissão de pregar o evangelho em seu marco do tempo do fim (Apocalipse 10:1-11).

A igreja, contudo, não pode cumprir tão elevado encargo sem que primeiro, à semelhança da experiência visionária de João, tome o livro aberto da mão do "anjo forte" e faça de seu conteúdo sua própria experiência e missão.

Apoderar-se da verdade presente significa permitir também que essa verdade se apodere de cada fibra de nosso ser e exerça na alma sua influência santificadora. O senso de urgência que deve impelir e orientar o povo de Deus na obra de anunciar o evangelho ao mundo, bem como o extraordinário poder que deve acompanhá-la resultam dessa experiência pessoal com a mensagem de Deus para os últimos dias.

Assim, o derradeiro convite da graça deve primeiramente ser recebido por aqueles aos quais foi confiada a mensagem da salvação para o tempo do fim, pois, do contrário, como "invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram?" (Romanos 10:14).

Essa experiência com a mensagem resultará em "um remanescente segundo a eleição da graça" (Romanos 11:5), uma igreja santificada pelo poder do evangelho, de maneira que possa partilhar com outros os benefícios que ela mesma recebeu.

O apelo de Deus na perspectiva do juízo

Há três imperativos de Deus em Seu derradeiro convite à humanidade que merecem nossa especial consideração: "temei", "glorificai" e "adorai" o Criador! Esses três imperativos, que por si só devem despertar-nos de nosso torpor espiritual, têm sua importância aumentada em virtude da obra judicial de Cristo em Seu santuário, cuja solene sentença a ser proferida (Apocalipse 22:11) estabelecerá a distinção definitiva entre "o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve" (Malaquias 3:18).

A tríplice exortação de nosso Senhor na primeira mensagem angélica é, com efeito, apresentada em seu evidente vínculo com a obra divina de julgamento, a qual decidirá o futuro eterno de cada pessoa em termos de justificação ou condenação.

O clamor do primeiro anjo, "é chegada a hora do seu juízo", é paralelo à grandiosa cena do julgamento celestial testemunhada por Daniel em visão, quando "assentou-se o tribunal, e se abriram os livros" (Daniel 7:10). Ambas as visões antecedem a vinda do Filho do Homem e culminam com a inauguração de Seu reino eterno (Daniel 7:9-10, 13-14; Apocalipse 14:14-20).

Essa proclamação do primeiro anjo anuncia, portanto, que a última fase do plano divino de redenção já começou, que o tribunal celeste está em sessão desde o fim do período profético de Daniel 8:14, e que em breve o reino de Cristo se tornará uma realidade histórica irrevogável para os Seus súditos!

A recepção a essa mensagem, seja positiva ou negativa, determinará a maturação da Terra para a ceifa final (Apocalipse 14:14-20). O veredito não será pronunciado do trono de Deus sem que a última geração seja advertida durante o tempo de sua oportunidade.

A proclamação final do evangelho eterno está, pois, intimamente ligada à fase preliminar do juízo de Deus no santuário celestial, a qual será seguida pelo juízo executivo na vinda do Filho do Homem, quando então o Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras (Apocalipse 22:12).

O fato de vivermos no tempo do juízo transmite-nos esperança, pois representa o tempo da vindicação final dos santos juntamente com Cristo e a condenação de todos os poderes opressores que se opõem a eles (Daniel 7:21-22, 25-27; Apocalipse 11:15-19; 14:1)!

Nossa fonte de esperança

Uma vez percebida a clara relação entre o clamor do primeiro anjo, que anuncia "a hora" do juízo de Deus, e a abertura da sessão do tribunal divino na sede de operações no Céu, em Daniel 7, compreende-se com mais propriedade o sentido de urgência que acompanha a obra dos três anjos de Apocalipse 14. Aqui está o fundamento do mandato divino para a igreja do tempo do fim. A partir desse ponto de vista, o solene chamado de Deus na primeira mensagem angélica para temer, glorificar e adorar o Criador adquire um significado incomparavelmente superior.

Com efeito, devemos abrir o coração a esse tríplice chamado de Deus na voz do primeiro anjo, mantendo os olhos fixos em nosso Sumo Sacerdote e em Sua obra no santuário celestial como mediador e juiz de Seu povo!

Nada é mais fundamental para a igreja do que um conhecimento prático do juízo divino apoiado na convicção íntima da justificação e vindicação da parte de Deus, as quais serão ratificadas na obra final de julgamento! É preciso, portanto, ordenar a vida segundo o evangelho eterno, pois se o evangelho não for adequadamente recebido, não haverá nenhuma garantia de justificação para o homem.

Nós desejamos compreender mais profundamente a natureza desses três imperativos de Deus para a geração do fim à luz do juízo pré-advento. Essa compreensão está longe de ser abstrata. Como mencionado acima, precisamos alcançar uma experiência de fé com Cristo e Sua mensagem para o tempo do fim, de modo que, mediante Sua justiça, nossos nomes permaneçam escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 3:5)! A aprovação de Deus no juízo é a certeza de nossa vitória sobre o pecado e sobre as potestades deste mundo tenebroso. Ser aprovado por Deus é a única coisa que realmente importa.

É bem possível que eu esteja escrevendo para alguém que enfrenta lutas renhidas contra o pecado. Todos nós as temos. Muitas deixam marcas difíceis de apagar, outras simplesmente permanecem...

Todavia, assim como no passado o israelita olhava para o tabernáculo em busca de orientação, conforto e esperança, nós também devemos hoje buscar a Cristo em Seu santuário, "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2)!

É nessa certeza que vamos buscar compreender e responder positivamente ao último apelo de Deus ao mundo na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14!

O apelo para temer a Deus

"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo..." (Apocalipse 14:6-7)

A mensagem mundial do primeiro anjo abre o evangelho eterno com o solene apelo para temer a Deus e glorificá-Lo! Esse apelo tem sua importância e urgência aumentadas em virtude do início do juízo no local do trono de Deus (Daniel 7:9-10). Exorta a humanidade a voltar-se para o Senhor no tempo de Sua visitação. O destino de cada alma depende da forma como o último chamado de Deus é recebido.


Tal apelo não poderia ser feito da maneira como é apresentado aqui - na figura de um poderoso anjo celeste, cuja glória e pureza, o ímpeto de seu voo e a intensidade do seu clamor nos permitem divisar o caráter da mensagem e de seus mensageiros humanos - se o juízo divino não houvesse começado. A realidade de um juízo no Céu transmite ao derradeiro convite da graça o seu sentido singular de urgência e propósito.

O objetivo do chamado de Deus

À luz dessa suprema realidade - a de um juízo pré-advento no Céu -, o objetivo inicial da primeira mensagem angélica é convencer cada homem, mulher e criança, independentemente de sua origem ou condição social, sobre o dever de temer a Deus e tributar-Lhe glória, antes que seja proferida a sentença divina que decidirá seu destino em termos de justificação ou condenação (Apocalipse 22:11). Essa mensagem de misericórdia, procedente do trono de Deus, reflete a mesma advertência do sábio Salomão:


De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. (Eclesiastes 12:13-14)


Eis a síntese do evangelho eterno! Nas palavras inspiradas de Salomão, resume-se magistralmente o que Deus espera de todo homem! O propósito supremo da vida não pode ser outro, senão reconhecer a Deus e seus santos mandamentos, e se o fizermos, mediante a Sua graça, certamente encontraremos a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7)!

Essa singela exortação, e tudo o que ela representa, reverbera uma vez mais, e com intensidade ainda maior, na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14, face à obra judicial de nosso Sumo Sacerdote em Seu santuário! A glória da salvação que emana do trono de Deus pertence unicamente a Ele, mas é dever de todo homem temer a Deus e obedecer-Lhe os preceitos, pois "todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (II Coríntios 5:10).

Que mensagem tremenda essa! Ao considerarmos que "Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más", deve ser nosso maior interesse examinar a própria vida diante do Senhor e remover do coração as obras más que nos impedem de alcançar êxito. Ora, nós temos grande Sacerdote na casa de Deus que pode removê-las completamente (Hebreus 10:21; 7:25), e "purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). Mas é necessário haver diligente esforço de nossa parte nesse sentido, em cooperação com o poder de Deus para salvar (Lucas 13:24; Filipenses 2:12-13).

Ontem pela manhã, li em um site de notícias sobre uma menina de sete anos, Chloe Bridgewater, que enviou uma singela carta de próprio punho ao "chefe do Google" pedindo uma vaga na empresa! Surpreendentemente, Chloe recebeu uma resposta assinada pelo presidente-executivo da companhia, Sundar Pichai, a qual dizia, entre outras coisas, o seguinte: "Eu acho que, se você continuar trabalhando duro e perseguindo seus sonhos, pode conseguir tudo o que deseja"!

De fato, podemos obter, com muito esforço, quase tudo o que desejamos. No entanto, na maioria das vezes investimos duro pelas coisas que perecem, quando na verdade deveríamos aplicar-nos decididamente à obra pessoal de vencer o pecado, pela graça de Cristo, e ajuntar "tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam" (Mateus 6:20). Nada pode ser mais importante do que a nossa salvação e a salvação das almas a perecer. É tempo de revermos nossas prioridades, se desejamos viver para sempre com Jesus.

O temor de Deus e a obediência

Uma vez que o ministério sumo sacerdotal de Jesus envolve não apenas a obra de misericórdia, mas também a vindicação do caráter de Deus na confirmação da natureza imutável de Sua lei, a estreita relação entre temer o Senhor e guardar os Seus mandamentos é especialmente significativa. Essa relação é enfatizada nas Escrituras:


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)
Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade à eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. (Salmo 103:17-18)


Temer a Deus constitui a experiência fundamental do crente. Sem o temor do Senhor, é impossível amá-Lo, apreciar os Seus caminhos, guardar os Seus mandamentos, servi-Lo fielmente e receber as bênçãos que Ele prometeu a nós e aos nossos filhos.

O temor do Senhor é o segredo para uma vida cristã bem sucedida. Mediante o temor de Deus, somos levados a ver os próprios erros em sua verdadeira natureza, sensibilizados quanto à necessidade de arrependimento e perdão, e, pelo auxílio da graça divina, purificados na obediência à verdade.

Consideremos a relevância dessa experiência pessoal com Deus tendo em vista a obra conclusiva de Jesus no santuário celestial desde 1844, em cumprimento ao Dia da Expiação típico! Não é de admirar que o chamado para temer a Deus seja o primeiro dos três imperativos presentes na primeira mensagem angélica à geração do tempo do fim!

Ademais, Satanás está empenhado em desviar os homens de sua aliança com Deus e de prestarem obediência à Sua lei. Sob muitas formas e por diversos meios, o inimigo da verdade tem trabalhado decidida e engenhosamente no sentido de seduzir as pessoas a seguir seus próprios sentimentos e impressões, em lugar de prestar obediência à lei de Deus, levando-as assim à indulgência e autossatisfação. Muitas vezes os desvios são de tal ordem, que não são vistos como sendo o fruto da transgressão, mas apenas adaptações aos novos tempos!

Com efeito, seria leviano de nossa parte desprezar o solene chamado de Deus ao Seu povo. O Senhor requer de cada um de nós obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e esse é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo da Sua visitação (Lucas 19:44). (1)

O significado prático de temer a Deus

O conceito bíblico sobre o temor do Senhor é riquíssimo e de grande significação para o crente. Consideremos alguns textos-chaves que nos esclarecem quanto ao significado prático de temer a Deus.

O temor do Senhor é "o princípio da sabedoria" (Salmo 111:10; Provérbios 1:7; 9:10), a "instrução da sabedoria" (Provérbios 15:33), e a própria sabedoria (Jó 28:28)! O livro de Provérbios personifica metaforicamente a sabedoria, relacionando-a ao próprio Deus (1:20-33; capítulo 8 e 9). O apóstolo Paulo se refere a Cristo como o "poder de Deus e sabedoria de Deus" (I Coríntios 1:24, 30). Assim, Jesus Cristo é a sabedoria personificada! Conhecê-Lo é conhecer a sabedoria, que consiste em temer a Deus.

Conhecer a Cristo, portanto, é uma condição indispensável para que sejamos sábios, isto é, para que tenhamos o temor de Deus e obedeçamos aos Seus mandamentos (Salmo 86:11). Ao aprender a desenvolver o temor do Senhor, passamos a aborrecer o mal e a evitá-lo (Provérbios 8:13; 16:6). Em outras palavras, com o auxílio da divina graça, desvencilhamo-nos do pecado, passamos a detestá-lo e finalmente nos afastamos dele, ao passo que nos aproximamos cada vez mais de Cristo e de Sua perfeita justiça.

Não é possível conhecer a Jesus, no sentido de um íntimo e constante relacionamento com Ele, e ainda identificar-se com o pecado. A obra da redenção não consiste apenas em perdoar pecados, mas removê-los da vida do crente pela virtude do sangue de Cristo (Isaías 1:18; I João 1:9; Apocalipse 7:13-14). Isso não é perfeccionismo, mas santificação. Nesse processo, obtém-se plena vitória sobre o pecado, na perspectiva de que a natureza pecaminosa será finalmente subjugada quando "este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o corpo que é mortal se revestir de imortalidade" (I Coríntios 15:54).

Aborrecer o pecado e desviar-se dele é sinal de que somos nascidos de Deus, que possuímos o temor do Senhor (I João 5:18; Provérbios 16:6). A renovação diária dessa experiência requer um decidido esforço de nossa parte em união com o poder divino. Esse é o segredo para vivermos em total submissão a Cristo, em harmonia com a Sua vontade. Cumprir a lei de Deus dentro das condições estabelecidas por Ele não é legalismo, nem uma impossibilidade (Deuteronômio 30:11-14). Os Seus mandamentos não são penosos (I João 5:3).

Nesse sentido, o temor do Senhor é um fruto do Espírito Santo. Não guardamos a lei moral para desenvolver o temor de Deus, mas observamo-la porque somos movidos por esse temor reverente que procede do Céu. Obedecer aos santos requerimentos de Deus é sempre o resultado dessa experiência mais profunda com Ele, e não o inverso.


Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. (Ezequiel 36:25-27)


Uma atitude pró-ativa contra o pecado

Todavia, nós temos um papel a desempenhar nesse processo. Numa época de grande apostasia, Deus enviou por meio de Seu profeta uma mensagem de arrependimento e conversão ao Seu povo. Essa mensagem chega até nós, que vivemos nos derradeiros e culminantes momentos da história, com a mesma força e intensidade de outrora:


Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito de órfão, pleiteai a causa das viúvas. (Isaías 1:16-17)


Repare nos imperativos de Deus e na ordem em que aparecem na instrução divina. Requer-se do pecador penitente uma atitude pró-ativa contra o pecado! O pecado resulta em contaminação moral e decadência espiritual. Lavar do pecado, purificar da contaminação moral, tirar a maldade do coração e cessar de fazer o mal são as primeiras condições para experimentar pureza de caráter e uma vida moralmente elevada, e Deus pode e deseja realizar essa obra na vida do pecador (Isaías 1:18). Porém é preciso haver determinação de nossa parte.

As condições seguintes também exigem de nós uma atitude pró-ativa: aprender a fazer o bem, e, por conseguinte, aborrecer o mal (Amós 5:15) é um princípio ativo pelo qual se cultiva a retidão e evita-se a impiedade. Requer firmeza de propósito em união com o infinito poder de Deus para redimir do pecado. O grande objetivo de Deus é reeducar nossa mente, mudar nosso ser, imprimir em nós o Seu caráter! Como resultado, nós não seremos condescendentes com a opressão e a injustiça de que são vítimas os mais vulneráveis.

Assim, devemos ouvir atentamente o que Deus diz para o nosso benefício e viver de acordo com Suas orientações. O conhecimento de Deus produz mudança de mentalidade, da morte para a vida. A fim de obtermos a salvação, necessitamos seguir estritamente as instruções que Deus nos deixou em Sua Palavra. Devemos viver em função do "Assim diz o Senhor", e não segundo a falácia das conjecturas humanas. Essa deve ser nossa luta diária.


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)


O desejo e propósito de Deus é que tenhamos uma nova atitude mental face às nossas reais necessidades, uma disposição íntima de cooperar com Ele para o desenvolvimento de nossa salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12). Se nos propusermos a isso, se houver de nossa parte "boa vontade" (II Coríntios 8:12), a vida será transformada na medida de nossa determinação (Romanos 12:2).

Nosso maior desejo será, então, viver em harmonia com os preceitos de Deus, e não de acordo com as inclinações da carne. Essa é a única obediência aceitável ao Senhor - uma obediência verdadeira, que nasce de um coração transformado, cheio do temor de Deus, cheio da presença do Seu Espírito.

O segredo para obter o temor do Senhor

Uma vez que o temor de Deus é o princípio da experiência cristã, o segredo para uma vida verdadeiramente abundante e significativa, o Senhor deixou-nos a receita pela qual podemos obtê-lo - o conhecimento de Deus, que é vida eterna!


Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. (Provérbios 2:1-5)


Para sermos salvos, nós precisamos seguir as orientações de Deus. Essa deve ser nossa maior prioridade. Nossa carreira, segurança social, bens materiais, nada disso deve ocupar o lugar da suprema meta de obter o temor de Deus e viver segundo Sua vontade. As conjunções condicionais presentes na promessa divina revelam que não basta o desejo de ser bom, mas é preciso também estar disposto a colaborar com Deus, a realizar o esforço necessário, proporcional ao valor do bem que se busca.

Não se encontra prata ou tesouros escondidos na superfície. Para encontrar a sabedoria, o temor de Deus, é preciso cavar profundamente e com perseverança em busca do conhecimento que pode tornar-nos sábios para a salvação (II Timóteo 3:15). Não há tesouro terrestre que possa rivalizar com o valor inestimável dos tesouros celestiais. Ao passo que a busca por tesouros terrestres frequentemente resulta em frustração e perdas, a busca pelos tesouros do Céu na inesgotável mina de Deus, que é a Sua Palavra, mostrar-se-á uma experiência renovadora e vivificante. Os que verdadeiramente cavam fundo na Palavra de Deus, jamais serão frustrados!

Escrevendo sobre o caminho para se efetuar essa busca profunda e decidida dos tesouros escondidos de Deus - busca pela qual se vence o pecado -, Ellen G. White declara:


Se são acalentados pensamentos sobre Cristo, Sua obra e caráter, sereis levados a cavar fundo na mina da verdade, e sereis habilitados a entrar na posse de preciosas gemas da verdade. Pelo apreço do caráter de Cristo, pela comunhão com Deus, o pecado tornar-se-á detestável para vós. Ao meditardes nas coisas celestiais e andardes com Deus, como fez Enoque, deixareis de lado todo peso e o pecado que tão tenazmente nos assedia, e correreis com perseverança a carreira que vos está proposta. ... Nosso edifício precisa estar fundamentado na Rocha que é Cristo Jesus, pois do contrário não suportará a prova da tempestade. (2)


Os benefícios de aceitar o apelo de Deus

Quais são as vantagens reais de se obter o temor de Deus?


O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados. (Provérbios 10:27)
No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos. O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte. (Provérbios 14:26-27)
O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. (Provérbios 19:23)


O temor de Deus prolonga a vida, é forte amparo e fonte de vida, e conduz à vida! Nosso amado Salvador declarou: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10:10)! Não é sem razão que o salmista escreveu: "Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!" (Salmo 128:1). "Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" (Salmo 33:18).

Essa é a promessa do Senhor! Vale à pena unir-se a Jesus em um empenho pessoal para desenvolver o temor de Deus, que é fonte inexaurível de vida e proteção contra os laços da morte. Eis por que o primeiro anjo de Apocalipse 14 voa no zênite do céu e proclama, em grande voz, o último chamado de Deus à humanidade para que obtenha o temor do Senhor, que renova, vivifica e conserva para a vida eterna!

Se ouvirem a voz de Deus e atenderem ao Seu solene apelo, a degenerescência e atrofiamento de que são vítimas os homens pela ausência do temor do Senhor na Terra serão convertidos em restauração e enobrecimento das faculdades adormecidas da alma, com inestimáveis vantagens para esta vida e a vida por vir.

Ouçamos hoje a sua voz, e respondamos favoravelmente ao apelo da graça durante o tempo de nossa oportunidade. Que assim seja.


Notas e referências

1. Ellen G. White. O Grande Conflito. Décima Nona Edição. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1978, p. 315.

2. ______________. Exaltai-O. Meditações Matinais 1992. Versão em CD-ROM. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 239.
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens

9 de ago. de 2022

Aconteceu- Nova ordem mundial anunciada na Cúpula do Governo Mundial

 


A “nova ordem mundial” foi delineada e apresentada esta semana na Cúpula do Governo Mundial 2022 em Dubai.

A conferência, realizada na terça e quarta-feira, teve mais de 4.000 participantes, incluindo autoridades globais, consultores, especialistas e líderes do setor.

Os participantes incluíram o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Gutteres, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, entre muitos outros.

O evento incluiu um painel de discussão intitulado: “Estamos prontos para uma nova ordem mundial?” Os palestrantes foram o Dr. Anwar bin Mohammed Gargash, Assessor Diplomático do Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan, Frederick Kempe, Diretor Executivo do Atlantic Council, Dr. George Friedman, Fundador e Presidente da Geopolytic Futures, e Dr. Pippa Malmgren, um economista, autor e conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Malmgren foi muito aberto sobre a agenda dos governos globais para tornar todo o sistema financeiro digital, o que permitiria mais rastreamento e controle dos cidadãos.

“O que sustenta uma ordem mundial é sempre o sistema financeiro”, disse Malmgren. Ela disse ter sido privilegiada por seu pai ter aconselhado o ex-presidente dos EUA Richard Nixon, que tirou os EUA do padrão-ouro em 1971, porque isso mostrava “o quão importante é uma estrutura financeira para absolutamente tudo”.

“E o que estamos vendo no mundo hoje, acho que estamos à beira de uma mudança dramática, onde estamos prestes a – e direi isso com ousadia – estamos prestes a abandonar o sistema tradicional de dinheiro e contabilidade, e apresentar um novo”, disse Malmgren, sorrindo.

Ela continuou explicando que o novo sistema financeiro seria digital.

“E a nova, a nova contabilidade, é o que chamamos de 'blockchain'. Significa digital, significa ter um registro quase perfeito de cada transação que acontece na economia, o que nos dará muito mais clareza sobre o que está acontecendo.”

Malmgren reconheceu que precisaria haver um “equilíbrio de poder entre governos e cidadãos”, e é por isso que ela acredita que precisaria haver uma “constituição digital”.

Mas Malmgren continuou dizendo que esse sistema financeiro digital blockchain é propriedade dos governos mais poderosos do mundo.

“Esse novo dinheiro será soberano por natureza”, disse ela. “A maioria das pessoas pensa que o dinheiro digital é criptográfico e privado. Mas o que vejo são superpotências introduzindo a moeda digital. Os chineses foram os primeiros. Os EUA estão à beira, eu acho, de seguir na mesma direção e os europeus também se comprometeram com isso.”

O Frontline News informou no início deste mês como a moeda digital do banco central (CBDC), que é dinheiro dado aos cidadãos diretamente por seus governos para que as transações possam ser monitoradas e controladas, é um componente essencial da agenda do Fórum Econômico Mundial (WEF).

O WEF, que nomeou Malmgren como Líder Global do Amanhã em 2000, já definiu uma nova ordem mundial baseada em “identificações digitais, pagamentos digitais e governança digital”.

Embora Joe Biden tenha realmente pedido uma “nova ordem mundial” no início deste mês, e enquanto bancos centrais como o Federal Reserve estão pressionando pela CBDC, a agenda global nunca foi delineada com tanta clareza e honestidade como agora.


Comentário do Blog

Poderia a Nova Ordem Mundial realmente ser uma velha ordem mundial? Os mesmos princípios estavam presentes na Torre de Babel profeticamente significativa como estão presentes agora.

Link Profético:


“Deus ordenou que os homens se dispersassem por toda a terra, para reabastecê-la e subjugá-la; mas esses construtores de Babel decidiram manter sua comunidade unida em um só corpo, e fundar uma monarquia que deveria eventualmente abranger toda a terra. Assim, sua cidade se tornaria a metrópole de um império universal; sua glória atrairia a admiração e homenagem do mundo e tornaria ilustres os fundadores. A magnífica torre, que alcançava os céus, pretendia erguer-se como um monumento do poder e sabedoria dos seus construtores, perpetuando a sua fama até às últimas gerações.” Patriarcas e Profetas , página 118.5.


 Frontline News , de Yudi Sherman:

Movimento proffétio- O ecumenismo abrirá o caminho para a crise da marca da besta


O ecumenismo não tem lugar no adventismo. Quando os líderes da igreja participam dessas cerimônias inter-religiosas destinadas a unir as igrejas, exaltar o culto dominical, promover o espiritismo, rejeitar a verdade bíblica e nos unir sob uma cabeça, Roma, devemos reconhecer que nossa participação significa que estamos sancionando seus esforços e, assim, demonstrando nosso apoio . Isso é um escândalo para o nosso povo, assim como para todas as outras religiões, e tem sérias consequências. Observe quão claramente a caneta da inspiração nos adverte sobre o papel do movimento ecumênico em trazer a crise final durante a marca da besta:

Refletindo

É impossível participar de cerimônias religiosas que invocam vários deuses e ficar em silêncio sem se contaminar. Sem dúvida, Roma está encantada com o fato de nosso povo estar se unindo ao movimento inter-religioso. Quantos líderes Roma afastou da fé adventista e, como resultado, não falamos mais de apostasia no mundo ou na igreja?


Aqueles que continuarem por esse caminho em direção a Roma acabarão abandonando toda doutrina fundamental que nos tornou o povo peculiar de Deus. A confusão promovida por Ganoune Diop e outros líderes da igreja, bem como o exemplo que eles deram, está se espalhando para o resto da igreja e estabelecendo um mau precedente. Ao fazer isso, muitos de nosso povo adotarão uma mentalidade ecumênica e, como resultado, se tornarão um dos maiores obstáculos para o povo de Deus durante a crise da marca da besta:

Link Profético

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados”. EGW, O Grande Conflito, p. 580.

8 de ago. de 2022

Os tempos mudaram. Apocalipse 13 não/Primeira parte


A fé adventista nasceu no berço da profecia. As profecias apocalípticas moldam sua identidade e missão. No entanto, nos últimos tempos, um raciocínio sofisticado está desconstruindo fundamentos interpretativos básicos. Há “uma recente onda de escatologia antiadventista... Roma não é mais um ator importante; A perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do fim dos tempos vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente. O assunto recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral e tornou-se a preocupação deste artigo.


Historicamente, a relação entre a marca da besta e a futura aplicação das leis dominicais é um elemento chave da escatologia bíblica adventista. A marca da besta tem fortes conexões com a identificação da primeira e segunda bestas, as três mensagens angélicas e o sábado, bem como com vários outros elementos. É um entendimento complexo, e não periférico. Este artigo aprofunda um tema que conecta vários campos do conhecimento com o desafio das restrições de espaço. Começa com insights bíblicos, as raízes da interpretação adventista, o papel de Ellen White no processo e tendências atuais significativas.

Duas Bestas

Em Apocalipse 13, duas bestas surgem para perseguir o povo remanescente de Deus nos momentos finais da história. A primeira é uma personificação da anormalidade que viola as categorias de criação de animais designados “segundo sua espécie” (Gn 1:24). Este monstro híbrido também quebra as amplas divisões entre os animais terrestres e marinhos (Gn 1:21, 24). Os contornos transgressores da primeira besta denotam não apenas uma violação de limites (Lv 19:19), mas anunciam sua essência ímpia. Composto de partes de animais impuros (Lev. 11), representa o ápice da impureza. Quanto maior o número de suas cabeças, dentes e chifres, maior é sua força e voracidade. A segunda besta não é tão monstruosa, mas fala como o dragão (Satanás, veja Ap. 12:9). Impulsionados pela ira do diabo, ambos os animais visam prejudicar o remanescente da mulher,


Considere as características da primeira besta (Ap 13:1-10). Primeiro, é uma mistura das quatro bestas de Daniel 7. Também aprendemos comparando as profecias do Revelador e de Daniel que também perseguiu os santos por 1.260 anos (Ap 12:6; Dan 7:25) durante o era aparentemente interminável da Inquisição. Uma de suas cabeças sofreu um ferimento mortal, que os intérpretes protestantes entenderam historicamente como significando a perda gradual de força do papado, até e incluindo a prisão de Pio VI pelo general francês Louis-Alexandre Berthier em 1798. E, finalmente, a primeira besta se recupera e surpreende o mundo, que prefigura a restauração da Igreja de Roma e o estrelato global do papa. Este milenar, romano-cristão.





13 de set. de 2018

O desafio do evangelho no tempo do fim

Nós estamos vivendo em uma época extraordinária da história da redenção! Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, assumindo a função de um poderoso mensageiro celeste, cuja obra abarca a Terra e o mar, anuncia em Apocalipse 10, por meio de um juramento solene, que não haverá mais um período definido de tempo que nos separe da consumação do mistério de Deus!

As grandes cadeias proféticas da Bíblia já se cumpriram. Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Lugar Santíssimo do santuário celestial, em 1844, "já não haverá demora" (Apocalipse 10:6).


Há somente duas coisas que de fato nos separam do grande Dia do Senhor: nossa preparação individual para recebê-Lo e a proclamação final do evangelho, em cumprimento ao último dos sinais a que Cristo se referiu em Seu sermão profético: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus 24:14). A pregação final do evangelho é a consumação do "mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas" (Apocalipse 10:7).

Esperança em meio à crise

Não há dúvida de que a comissão de nosso Senhor será cumprida. As profecias são também promessas que garantem que a igreja de Deus será capacitada com extraordinário poder divino para cumprir o papel de "reparador de brechas e restaurador de veredas" (Isaías 58:12). Esse é um assunto dos mais vitais, a respeito do qual voltaremos a tratar oportunamente. Por agora, queremos enfatizar o necessário preparo individual em face de nossas responsabilidades diante de Deus, num momento crucial da história da salvação, quando Cristo está exercendo em Seu santuário a dupla função de Sacerdote e Juiz.

Ora, já é fato bem estabelecido o que a derradeira obra de Cristo no local do trono de Deus deve significar para o crente. Nosso Sumo Sacerdote não está ocupado com formalidades. No santuário do Céu, a obra de Cristo é viva, dinâmica, transcendental e relacionada com assuntos eternos. Ali, Ele dirige os rumos da batalha e o destino de Sua igreja em direção a um glorioso desfecho! Não há da parte de Cristo nenhuma indiferença nem tampouco uma atitude passiva frente à dramática luta de Seus filhos contra os poderes das trevas. Ele está ativamente empenhado no conflito, e nos provê amplos recursos a fim de vencermos como Ele venceu!

Não é de admirar que as promessas do Apocalipse sejam destinadas apenas aos vencedores. A vitória de Cristo mediante Sua vida perfeita, Sua morte na cruz e Seu ministério sacerdotal no templo de Deus é a garantia da nossa vitória! Sua intercessão junto ao trono do Pai no poder de Sua oferta sacrifical pode salvar totalmente o pecador penitente que aceita, pela fé, a Sua justiça imaculada. Por intermédio do juízo investigativo, nosso amado Salvador declara finalmente dignos da vida eterna os que "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14)!

Assim, em virtude da realidade da obra de Cristo no santuário celestial, o crente tem essa esperança, a qual é como "âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu" (Hebreus 6:19-20)! Não estamos sozinhos na luta renhida que temos de travar! Conquanto haja muitos desafios e obstáculos que pareçam intransponíveis, "Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus" (Hebreus 9:24). Não é esse um assunto que deve cativar cada fibra de nosso ser e motivar-nos a triunfar como Cristo triunfou?

Advertência em face do tempo

Mas essa é também uma mensagem de advertência. A atitude solene e o senso de urgência do anjo portador do evangelho eterno (Apocalipse 14:6), motivado pelo início do juízo no Céu, indicam a suprema necessidade de desenvolvermos em nosso caráter os elementos de força, valor, fé em Deus e absoluta confiança nEle enquanto a porta da graça ainda nos é franqueada. A natureza do tempo em que vivemos requer de nós tal atitude, a qual é fruto de uma relação íntima com o Cristo vivo, que, do santuário celestial, dirige o destino do mundo e o progresso de Sua igreja.

Desde 1844, quando se cumpriu a grande profecia dos 2.300 dias/anos (Daniel 8:14), nosso Sumo Sacerdote tem estado ativamente empenhado em purificar Seu povo e o Seu santuário dos registros de pecados que contaminam os lugares santos. Quanto tempo Cristo precisará para levar a termo a solene obra que então decidirá eternamente o destino de cada alma? Haverá nosso Senhor já passado para o caso dos vivos?

Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Santo dos Santos do santuário celestial, passaram-se pouco mais de 170 anos. Parece-nos um período de tempo muito longo, se comparado à nossa curta existência neste mundo. Representa, porém, apenas uma pequena fração de tempo em relação ao maior período profético das Escrituras! Precisaria Cristo de mais 170 anos para concluir Sua obra de purificação do santuário no Céu?

O aumento da impiedade no mundo, a degradação do que restou da dignidade humana, a escalada sempre crescente da violência, o complicado jogo de poder entre as nações, os desafios à governabilidade por motivação religiosa, especialmente depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as mudanças climáticas, a revolução cultural, os rumos, enfim, que tem tomado o mundo, tudo isso indica com insofismável clareza que não resta muito tempo. O Espírito Santo não agirá para sempre nos homens. Em breve Cristo concluirá Sua obra de mediação e purificação do santuário celestial para vir buscar o Seu povo, "os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

A obra divina de julgamento é conclusiva e definitiva em suas consequências. Quando o Senhor Jesus finalmente encerrá-la, proferirá a grave e solene sentença: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22:11). Quão tremendo é esse veredito procedente do trono de Deus, o qual decidirá irrevogavelmente o futuro de cada pessoa!

Senso de urgência e necessidade

Compreendemos, então, o ímpeto do primeiro anjo de Apocalipse 14, que, movido pelo início da obra de julgamento no local do trono de Deus, proclama em grande voz o evangelho eterno a cada nação, tribo, língua e povo! Tal verdade - o evangelho original e inalterável de Cristo - deve despertar nossas faculdades espirituais adormecidas e favorecer uma completa reforma de vida, uma mudança radical nas ideias e teorias, hábitos e práticas.

A pregação de reavivamento tem sido a nota tônica do evangelho eterno. A mensagem de João Batista era: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3:2). A mensagem de Cristo para o povo advertia: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13:5). A mesma mensagem foi ordenada aos apóstolos. E Deus deseja que a antiga mensagem evangélica seja pregada hoje: tristeza pelo pecado, arrependimento, confissão e abandono dos maus caminhos. Nesse sentido, o evangelho eterno é o evangelho como sempre tem sido. A diferença é que há agora uma razão adicional para obedecermos ao apelo da graça: o início do juízo pré-advento!

Assim como no Dia da Expiação típico o israelita necessitava realizar uma obra em favor de si mesmo, a qual consistia em um profundo exame de coração, a fim de identificar qualquer coisa que pudesse separá-lo de Deus e privá-lo dos benefícios da expiação, devemos nós hoje, em face do juízo no Céu, examinar a própria vida e colocá-la em dia com os reclamos divinos, de modo que não sejamos achados em falta quando nosso caso for apresentado perante o tribunal celeste. Nada deve ser mais importante do que ordenar a vida com Deus.

Por meio da oferta de Si mesmo, Cristo abriu um novo e vivo caminho pelo qual os cristãos tem acesso ao santuário celestial, ao próprio trono de Deus mediante a fé (Hebreus 10:19-22). Esse pleno acesso ao Céu obtido por Cristo permite a nossa reconciliação com o Senhor, pois Ele nos representa como Sumo Sacerdote perante o Pai, reclamando Seus méritos em favor daqueles que O buscam. Há, porém, certas condições que precisam ser satisfeitas para nos aproximarmos de Deus no santuário celestial, isto é, para termos íntima comunhão com o Senhor.

Quatro condições essenciais

O apóstolo Paulo, escrevendo sobre o privilégio que os crentes têm do pleno acesso ao trono de Deus por meio de Jesus Cristo, destaca quatro condições que o adorador deve cumprir para se beneficiar desse encontro:


Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. (Hebreus 10:22)


Aproximar-se do Senhor com um coração sincero é a primeira condição para termos íntima comunhão com Deus. Essa sinceridade é essencial no exame de consciência na presença do Senhor. Nesse espaço íntimo do ser com Deus não há lugar para indulgência própria ou escusa para o pecado. A alma examina humildemente a si mesma a fim de revelar-se exatamente como ela é à luz do caráter de Cristo. Contudo, não se desespera frente à sua condição, pois confia no Salvador como sua justiça, santificação e redenção.

A segunda condição é ter plena certeza de fé, ou seja, não duvidar de que teremos acesso a Deus, porque Cristo, como precursor, entrou por nós no santuário celestial, assumindo o mais elevado sacerdócio (Hebreus 6:20)! O pecador que se aproxima de Deus deve demonstrar uma fé inabalável no poder de Cristo para purificar a alma de todo pecado e capacitá-lo a viver uma nova vida (I João 1:9; Romanos 6:4). Uma vez que a "fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17), a dúvida e a incredulidade não deveriam ter lugar no coração do crente que busca a Cristo nas Escrituras como a um tesouro escondido e deseja valer-se de Seus divinos méritos.

Aproximar-se do trono de Deus com o coração purificado da má consciência é a terceira condição, cuja linguagem remete ao santuário levítico. O sangue aspergido sobre o povo, que simbolizava o sangue da aliança (Êxodo 24:8), purificava-os ritualmente, mas não podia purificar sua consciência (Hebreus 9:9, 13). Em contraste, a purificação do verdadeiro santuário é também uma purificação da consciência, efetuada pela virtude do sangue do Cristo (Hebreus 9:14). Purificar a consciência das obras mortas significa substituir o velho coração e seus desejos carnais que orientam a vida por um novo coração, regido pela mente e caráter de Cristo (Romanos 6:6; Efésios 4:22; Colossenses 3:9-10).

A quarta e última condição para uma comunhão íntima com Deus no santuário celestial é apresentar-se diante dEle com o corpo lavado com água pura, uma evidência externa de que houve uma transformação interna realizada pelos méritos de nosso grande Sumo Sacerdote. O batismo por imersão é uma parte dessa experiência, mas a purificação que se menciona aqui vai muito além da profissão de fé. Diz respeito também à santificação "por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Efésios 5:26-27).

Quando o caso de cada professo filho de Deus houver passado pelo escrutínio divino diante do tribunal celeste, quando o Senhor pronunciar a sentença final que decidirá o futuro eterno de cada alma, não haverá mais oportunidade de salvação. Tudo então estará para sempre decidido. Na ocasião de Sua gloriosa vinda, Cristo não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Sua Palavra. Como tem sido desde o início do plano da salvação, o evangelho é um chamado para o perdão e a santificação, "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

Pondo a vida em harmonia com o tempo

Nós precisamos pensar: Em que medida eu tenho me beneficiado do ministério sumo sacerdotal de Cristo no local do trono de Deus? Estou cooperando decididamente com o Espírito Santo para desenvolver minha salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12)? Na medida em que me beneficio dos méritos de meu grande Sumo Sacerdote, estou demonstrando verdadeiro apreço pelas almas que estão a perecer? Há em meu coração o mesmo senso de urgência do primeiro anjo (Apocalipse 14:6) face à realidade do juízo investigativo no Céu? Que declaração se fará quando o meu nome for lido perante o tribunal de Deus: "Purificado de todos os pecados diante do Senhor" ou "Pesado foste na balança e achado em falta"?

Hoje, o Senhor ainda é nosso Mediador e Juiz no tribunal celeste. Ainda podemos apresentar o nosso caso diante de Deus e reclamar a perfeita justiça de Cristo em nosso favor. Ainda é possível viver em conformidade com os Seus mandamentos por meio das provisões de Sua preciosa graça. Nosso nome ainda pode ser aprovado no juízo que confirmará quem serão os coerdeiros e coparticipantes da promessa em Cristo (Efésios 3:6). Então precisamos dar prioridade àquilo que é mais essencial: a nossa salvação e a salvação das almas que necessitam conhecer a mensagem para este tempo.

Esse é precisamente o espírito que move o anjo portador do evangelho eterno, em Apocalipse 14. Devemos demorar-nos um pouco mais sobre o teor de sua mensagem à luz do juízo pré-advento, pois nossa condição presente e futura depende de nossa resposta ao seu solene apelo.

Reavivando o evangelho eterno

O glorioso cumprimento do propósito de Deus para toda a história da redenção, anunciado pelo anjo da sétima trombeta - "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 11:15) - não ocorrerá sem que antes a obra mundial do "anjo forte" encontre sua plena realização (Apocalipse 10:11).

Ao proclamar que todos os períodos de tempo proféticos do livro de Daniel se cumpriram (Daniel 8:14; 12:7, 11, 12), esse poderoso Mensageiro celeste garante que não haverá mais atraso na consumação do "mistério de Deus" (Apocalipse 10:7)!


Isso significa que a derradeira fase do ministério sumo sacerdotal de Cristo no Céu - o juízo/purificação do santuário - já começou, e que, portanto, vivemos em um período soleníssimo da história da salvação. Em virtude desse fato, a igreja do tempo do fim, simbolizada na pessoa de João, recebe a ordem divina para tomar o livro que se acha aberto na mão do "anjo forte" e comê-lo (Apocalipse 10:9), uma imagem extraída do Antigo Testamento usada para representar o chamado de Deus ao profeta (Jeremias 15:16; Ezequiel 3:1-3). Trata-se, pois, de uma nova comissão de Cristo à Sua igreja, a qual deve proclamar o evangelho em seu marco do tempo do fim.

  • Esse sagrado mandato do Céu ao remanescente final ecoa na tríplice mensagem de Apocalipse 14, que é uma extensão da obra profética do "anjo forte" no tempo do fim. É significativo, portanto, que os capítulos que tratam da missão da igreja durante esse período (12-14) estejam localizados no centro do Apocalipse, sendo o capítulo 14 o ponto focal do livro. As três mensagens angélicas transmitem o último apelo de Deus ao mundo, o derradeiro convite da graça antes do veredito judicial do Céu, que decidirá o futuro eterno de cada pessoa, para o bem ou para o mal (Apocalipse 22:11).

Com efeito, o ultimato de Deus à geração do tempo do fim não poderia ser mais expressivo:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. (Apocalipse 14:6)


  1. A expressão "outro anjo" é bastante reveladora. Ela relaciona a obra solene desse mensageiro celeste - o primeiro dos três anjos portadores da mensagem final de Deus aos habitantes do mundo - à missão profética do último anjo mencionado por João - o "anjo forte" de Apocalipse 10! Ambos trazem consigo uma mensagem de advertência de alcance mundial. Ambos a proclamam "em grande voz". Ambos cumprem o último e definitivo sinal do fim a que se referiu nosso Salvador em Seu discurso profético:


E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mateus 24:14)


Hans K. LaRondelle observa que, assim como Jesus em Mateus 24, o Apocalipse faz da proclamação mundial do evangelho o sinal preeminente dos tempos. Citando G.C. Berkouwer, ele diz:


Com muita frequência, a reflexão sobre os sinais foi separar-se do reino, que é seu ponto de concentração. Os resultados sempre são desconcertantes. Mas o assunto fundamental é a propagação universal do evangelho de Jesus Cristo (Mar. 13:10)... Geralmente os que catalogaram os sinais dos tempos incluíram isto, mas com frequência se viu simplesmente como outro elemento no "relatório da narração"... Nos últimos dias a pregação do evangelho é o ponto focal de todos os sinais. Nela podem e devem ser entendidos todos os sinais. (1)


Nesse contexto, é de grande significação que o "evangelho do reino" seja chamado no Apocalipse de "evangelho eterno". Essa expressão é única em toda a Bíblia e tem um sentido singular. Esclarece que o evangelho do tempo do fim é o mesmo evangelho de Cristo e dos apóstolos, a boa nova original e inalterável da graça salvadora, que reflete as qualidades de seu Autor (Malaquias 3:6; Hebreus 13:8; Tiago 1:17). Por sua natureza, o evangelho não pode ser alterado nem revogado pela vontade humana, sob a pena de o infrator incorrer na maldição divina (Gálatas 1:8-9).

Referindo-se à natureza e papel do evangelho eterno no tempo do fim, Ellen G. White esclarece:


A mensagem proclamada pelo anjo voando pelo meio do céu é o evangelho eterno, o mesmo evangelho que foi declarado no Éden quando Deus disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente." Gên. 3:15. (2)
As mensagens de Apocalipse 14 são aquelas mediante as quais o mundo há de ser provado; são o evangelho eterno e devem soar por toda parte. (3)


O adjetivo "eterno" empregado por João em Apocalipse 14:6 se torna ainda mais relevante quando consideramos que enfatiza o evangelho do reino como a contraparte positiva do "evangelho" não original do anticristo, em Apocalipse 13, cuja pretensão de reivindicar para si a prerrogativa divina da adoração demanda a lealdade de todos os habitantes da Terra a esse "evangelho" espúrio, baseado nas tradições e mandamentos dos homens e especialmente focado nos sentidos (conforme Apocalipse 13:14; 14:8; 17:2; 18:23; 19:20).

Em conexão com a sagrada obra do "anjo forte" de Apocalipse 10, cuja proclamação anuncia ao mundo o cumprimento das profecias de Daniel concernentes ao início do juízo/purificação do santuário celestial, as três mensagens angélicas desafiam cada nação, tribo, língua e povo a rejeitar as falsas reivindicações do anticristo e voltar-se para Deus, aceitando Seu evangelho.

Daí o sentido da urgência do anjo portador da mensagem divina para o tempo do fim; ele voa no zênite do céu e proclama em grande voz o último convite da graça, impelido pela realidade de um juízo que transcende em muito qualquer decisão que possa ser proferida por um tribunal humano. Assim, é natural que o anjo encarregado do evangelho eterno seja também responsável em anunciar ao mundo o justo julgamento de Deus (Apocalipse 14:7). Salvação e juízo são duas verdades inseparáveis. Como o Criador, Deus exerce ambas as funções em benefício de Seu povo!

O apelo de Deus à geração do fim

Aceitar o evangelho requer um decidido esforço de nossa parte para vencer o pecado. Exige abnegação pessoal, humilhação, sacrifício de si mesmo, morte para o eu, e renascimento para uma nova vida em Cristo.

Esse diligente esforço para silenciar o velho homem (Romanos 7:22-25; I Coríntios 9:27) e viver em harmonia com a vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3, 7) deve atuar em conjunto com o poder divino para salvar (Romanos 1:16; Filipenses 2:12-13), de modo que, uma vez renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos sensata, justa e piedosamente na perspectiva da volta de nosso Senhor Jesus (Tito 2:11-13).


Nada deve ser mais importante do que a realização dessa suprema obra em nossa vida. O Senhor não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Seu Espírito. Não virá buscar aqueles cuja vida foi pesada na balança e achada em falta, mas apenas os que foram completamente cobertos pela justiça de Cristo e declarados puros diante da corte celeste (Apocalipse 3:5).

E a minuciosa, exaustiva e perseverante obra em favor de nós mesmos é ainda mais imprescindível face ao solene apelo do primeiro anjo para temer, glorificar e adorar o Criador no contexto do tempo do fim (Apocalipse 14:7).

A comissão final de Cristo à Sua igreja

A abertura do evangelho eterno dentro de sua estrutura assinalada do tempo do fim não poderia ser mais impressionante e significativa:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:6-7)


A dimensão mundial da obra do primeiro anjo, que se segue imediatamente à obra profética do "anjo forte" de Apocalipse 10, é enfatizada pelo fato de o mensageiro celestial voar no zênite do céu e pregar, em grande voz, a todos os habitantes da Terra, a cada nação, tribo, língua e povo. Esse anjo e os dois seguintes que se juntam a ele (Apocalipse 14:8 e 9) representam a igreja remanescente de Deus, a qual recebe do próprio Salvador a comissão de pregar o evangelho em seu marco do tempo do fim (Apocalipse 10:1-11).

A igreja, contudo, não pode cumprir tão elevado encargo sem que primeiro, à semelhança da experiência visionária de João, tome o livro aberto da mão do "anjo forte" e faça de seu conteúdo sua própria experiência e missão.

Apoderar-se da verdade presente significa permitir também que essa verdade se apodere de cada fibra de nosso ser e exerça na alma sua influência santificadora. O senso de urgência que deve impelir e orientar o povo de Deus na obra de anunciar o evangelho ao mundo, bem como o extraordinário poder que deve acompanhá-la resultam dessa experiência pessoal com a mensagem de Deus para os últimos dias.

Assim, o derradeiro convite da graça deve primeiramente ser recebido por aqueles aos quais foi confiada a mensagem da salvação para o tempo do fim, pois, do contrário, como "invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram?" (Romanos 10:14).

Essa experiência com a mensagem resultará em "um remanescente segundo a eleição da graça" (Romanos 11:5), uma igreja santificada pelo poder do evangelho, de maneira que possa partilhar com outros os benefícios que ela mesma recebeu.

O apelo de Deus na perspectiva do juízo

Há três imperativos de Deus em Seu derradeiro convite à humanidade que merecem nossa especial consideração: "temei", "glorificai" e "adorai" o Criador! Esses três imperativos, que por si só devem despertar-nos de nosso torpor espiritual, têm sua importância aumentada em virtude da obra judicial de Cristo em Seu santuário, cuja solene sentença a ser proferida (Apocalipse 22:11) estabelecerá a distinção definitiva entre "o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve" (Malaquias 3:18).

A tríplice exortação de nosso Senhor na primeira mensagem angélica é, com efeito, apresentada em seu evidente vínculo com a obra divina de julgamento, a qual decidirá o futuro eterno de cada pessoa em termos de justificação ou condenação.

O clamor do primeiro anjo, "é chegada a hora do seu juízo", é paralelo à grandiosa cena do julgamento celestial testemunhada por Daniel em visão, quando "assentou-se o tribunal, e se abriram os livros" (Daniel 7:10). Ambas as visões antecedem a vinda do Filho do Homem e culminam com a inauguração de Seu reino eterno (Daniel 7:9-10, 13-14; Apocalipse 14:14-20).

Essa proclamação do primeiro anjo anuncia, portanto, que a última fase do plano divino de redenção já começou, que o tribunal celeste está em sessão desde o fim do período profético de Daniel 8:14, e que em breve o reino de Cristo se tornará uma realidade histórica irrevogável para os Seus súditos!

A recepção a essa mensagem, seja positiva ou negativa, determinará a maturação da Terra para a ceifa final (Apocalipse 14:14-20). O veredito não será pronunciado do trono de Deus sem que a última geração seja advertida durante o tempo de sua oportunidade.

A proclamação final do evangelho eterno está, pois, intimamente ligada à fase preliminar do juízo de Deus no santuário celestial, a qual será seguida pelo juízo executivo na vinda do Filho do Homem, quando então o Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras (Apocalipse 22:12).

O fato de vivermos no tempo do juízo transmite-nos esperança, pois representa o tempo da vindicação final dos santos juntamente com Cristo e a condenação de todos os poderes opressores que se opõem a eles (Daniel 7:21-22, 25-27; Apocalipse 11:15-19; 14:1)!

Nossa fonte de esperança

Uma vez percebida a clara relação entre o clamor do primeiro anjo, que anuncia "a hora" do juízo de Deus, e a abertura da sessão do tribunal divino na sede de operações no Céu, em Daniel 7, compreende-se com mais propriedade o sentido de urgência que acompanha a obra dos três anjos de Apocalipse 14. Aqui está o fundamento do mandato divino para a igreja do tempo do fim. A partir desse ponto de vista, o solene chamado de Deus na primeira mensagem angélica para temer, glorificar e adorar o Criador adquire um significado incomparavelmente superior.

Com efeito, devemos abrir o coração a esse tríplice chamado de Deus na voz do primeiro anjo, mantendo os olhos fixos em nosso Sumo Sacerdote e em Sua obra no santuário celestial como mediador e juiz de Seu povo!

Nada é mais fundamental para a igreja do que um conhecimento prático do juízo divino apoiado na convicção íntima da justificação e vindicação da parte de Deus, as quais serão ratificadas na obra final de julgamento! É preciso, portanto, ordenar a vida segundo o evangelho eterno, pois se o evangelho não for adequadamente recebido, não haverá nenhuma garantia de justificação para o homem.

Nós desejamos compreender mais profundamente a natureza desses três imperativos de Deus para a geração do fim à luz do juízo pré-advento. Essa compreensão está longe de ser abstrata. Como mencionado acima, precisamos alcançar uma experiência de fé com Cristo e Sua mensagem para o tempo do fim, de modo que, mediante Sua justiça, nossos nomes permaneçam escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 3:5)! A aprovação de Deus no juízo é a certeza de nossa vitória sobre o pecado e sobre as potestades deste mundo tenebroso. Ser aprovado por Deus é a única coisa que realmente importa.

É bem possível que eu esteja escrevendo para alguém que enfrenta lutas renhidas contra o pecado. Todos nós as temos. Muitas deixam marcas difíceis de apagar, outras simplesmente permanecem...

Todavia, assim como no passado o israelita olhava para o tabernáculo em busca de orientação, conforto e esperança, nós também devemos hoje buscar a Cristo em Seu santuário, "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2)!

É nessa certeza que vamos buscar compreender e responder positivamente ao último apelo de Deus ao mundo na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14!

O apelo para temer a Deus

"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo..." (Apocalipse 14:6-7)

A mensagem mundial do primeiro anjo abre o evangelho eterno com o solene apelo para temer a Deus e glorificá-Lo! Esse apelo tem sua importância e urgência aumentadas em virtude do início do juízo no local do trono de Deus (Daniel 7:9-10). Exorta a humanidade a voltar-se para o Senhor no tempo de Sua visitação. O destino de cada alma depende da forma como o último chamado de Deus é recebido.


Tal apelo não poderia ser feito da maneira como é apresentado aqui - na figura de um poderoso anjo celeste, cuja glória e pureza, o ímpeto de seu voo e a intensidade do seu clamor nos permitem divisar o caráter da mensagem e de seus mensageiros humanos - se o juízo divino não houvesse começado. A realidade de um juízo no Céu transmite ao derradeiro convite da graça o seu sentido singular de urgência e propósito.

O objetivo do chamado de Deus

À luz dessa suprema realidade - a de um juízo pré-advento no Céu -, o objetivo inicial da primeira mensagem angélica é convencer cada homem, mulher e criança, independentemente de sua origem ou condição social, sobre o dever de temer a Deus e tributar-Lhe glória, antes que seja proferida a sentença divina que decidirá seu destino em termos de justificação ou condenação (Apocalipse 22:11). Essa mensagem de misericórdia, procedente do trono de Deus, reflete a mesma advertência do sábio Salomão:


De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. (Eclesiastes 12:13-14)


Eis a síntese do evangelho eterno! Nas palavras inspiradas de Salomão, resume-se magistralmente o que Deus espera de todo homem! O propósito supremo da vida não pode ser outro, senão reconhecer a Deus e seus santos mandamentos, e se o fizermos, mediante a Sua graça, certamente encontraremos a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7)!

Essa singela exortação, e tudo o que ela representa, reverbera uma vez mais, e com intensidade ainda maior, na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14, face à obra judicial de nosso Sumo Sacerdote em Seu santuário! A glória da salvação que emana do trono de Deus pertence unicamente a Ele, mas é dever de todo homem temer a Deus e obedecer-Lhe os preceitos, pois "todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (II Coríntios 5:10).

Que mensagem tremenda essa! Ao considerarmos que "Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más", deve ser nosso maior interesse examinar a própria vida diante do Senhor e remover do coração as obras más que nos impedem de alcançar êxito. Ora, nós temos grande Sacerdote na casa de Deus que pode removê-las completamente (Hebreus 10:21; 7:25), e "purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). Mas é necessário haver diligente esforço de nossa parte nesse sentido, em cooperação com o poder de Deus para salvar (Lucas 13:24; Filipenses 2:12-13).

Ontem pela manhã, li em um site de notícias sobre uma menina de sete anos, Chloe Bridgewater, que enviou uma singela carta de próprio punho ao "chefe do Google" pedindo uma vaga na empresa! Surpreendentemente, Chloe recebeu uma resposta assinada pelo presidente-executivo da companhia, Sundar Pichai, a qual dizia, entre outras coisas, o seguinte: "Eu acho que, se você continuar trabalhando duro e perseguindo seus sonhos, pode conseguir tudo o que deseja"!

De fato, podemos obter, com muito esforço, quase tudo o que desejamos. No entanto, na maioria das vezes investimos duro pelas coisas que perecem, quando na verdade deveríamos aplicar-nos decididamente à obra pessoal de vencer o pecado, pela graça de Cristo, e ajuntar "tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam" (Mateus 6:20). Nada pode ser mais importante do que a nossa salvação e a salvação das almas a perecer. É tempo de revermos nossas prioridades, se desejamos viver para sempre com Jesus.

O temor de Deus e a obediência

Uma vez que o ministério sumo sacerdotal de Jesus envolve não apenas a obra de misericórdia, mas também a vindicação do caráter de Deus na confirmação da natureza imutável de Sua lei, a estreita relação entre temer o Senhor e guardar os Seus mandamentos é especialmente significativa. Essa relação é enfatizada nas Escrituras:


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)
Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade à eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. (Salmo 103:17-18)


Temer a Deus constitui a experiência fundamental do crente. Sem o temor do Senhor, é impossível amá-Lo, apreciar os Seus caminhos, guardar os Seus mandamentos, servi-Lo fielmente e receber as bênçãos que Ele prometeu a nós e aos nossos filhos.

O temor do Senhor é o segredo para uma vida cristã bem sucedida. Mediante o temor de Deus, somos levados a ver os próprios erros em sua verdadeira natureza, sensibilizados quanto à necessidade de arrependimento e perdão, e, pelo auxílio da graça divina, purificados na obediência à verdade.

Consideremos a relevância dessa experiência pessoal com Deus tendo em vista a obra conclusiva de Jesus no santuário celestial desde 1844, em cumprimento ao Dia da Expiação típico! Não é de admirar que o chamado para temer a Deus seja o primeiro dos três imperativos presentes na primeira mensagem angélica à geração do tempo do fim!

Ademais, Satanás está empenhado em desviar os homens de sua aliança com Deus e de prestarem obediência à Sua lei. Sob muitas formas e por diversos meios, o inimigo da verdade tem trabalhado decidida e engenhosamente no sentido de seduzir as pessoas a seguir seus próprios sentimentos e impressões, em lugar de prestar obediência à lei de Deus, levando-as assim à indulgência e autossatisfação. Muitas vezes os desvios são de tal ordem, que não são vistos como sendo o fruto da transgressão, mas apenas adaptações aos novos tempos!

Com efeito, seria leviano de nossa parte desprezar o solene chamado de Deus ao Seu povo. O Senhor requer de cada um de nós obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e esse é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo da Sua visitação (Lucas 19:44). (1)

O significado prático de temer a Deus

O conceito bíblico sobre o temor do Senhor é riquíssimo e de grande significação para o crente. Consideremos alguns textos-chaves que nos esclarecem quanto ao significado prático de temer a Deus.

O temor do Senhor é "o princípio da sabedoria" (Salmo 111:10; Provérbios 1:7; 9:10), a "instrução da sabedoria" (Provérbios 15:33), e a própria sabedoria (Jó 28:28)! O livro de Provérbios personifica metaforicamente a sabedoria, relacionando-a ao próprio Deus (1:20-33; capítulo 8 e 9). O apóstolo Paulo se refere a Cristo como o "poder de Deus e sabedoria de Deus" (I Coríntios 1:24, 30). Assim, Jesus Cristo é a sabedoria personificada! Conhecê-Lo é conhecer a sabedoria, que consiste em temer a Deus.

Conhecer a Cristo, portanto, é uma condição indispensável para que sejamos sábios, isto é, para que tenhamos o temor de Deus e obedeçamos aos Seus mandamentos (Salmo 86:11). Ao aprender a desenvolver o temor do Senhor, passamos a aborrecer o mal e a evitá-lo (Provérbios 8:13; 16:6). Em outras palavras, com o auxílio da divina graça, desvencilhamo-nos do pecado, passamos a detestá-lo e finalmente nos afastamos dele, ao passo que nos aproximamos cada vez mais de Cristo e de Sua perfeita justiça.

Não é possível conhecer a Jesus, no sentido de um íntimo e constante relacionamento com Ele, e ainda identificar-se com o pecado. A obra da redenção não consiste apenas em perdoar pecados, mas removê-los da vida do crente pela virtude do sangue de Cristo (Isaías 1:18; I João 1:9; Apocalipse 7:13-14). Isso não é perfeccionismo, mas santificação. Nesse processo, obtém-se plena vitória sobre o pecado, na perspectiva de que a natureza pecaminosa será finalmente subjugada quando "este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o corpo que é mortal se revestir de imortalidade" (I Coríntios 15:54).

Aborrecer o pecado e desviar-se dele é sinal de que somos nascidos de Deus, que possuímos o temor do Senhor (I João 5:18; Provérbios 16:6). A renovação diária dessa experiência requer um decidido esforço de nossa parte em união com o poder divino. Esse é o segredo para vivermos em total submissão a Cristo, em harmonia com a Sua vontade. Cumprir a lei de Deus dentro das condições estabelecidas por Ele não é legalismo, nem uma impossibilidade (Deuteronômio 30:11-14). Os Seus mandamentos não são penosos (I João 5:3).

Nesse sentido, o temor do Senhor é um fruto do Espírito Santo. Não guardamos a lei moral para desenvolver o temor de Deus, mas observamo-la porque somos movidos por esse temor reverente que procede do Céu. Obedecer aos santos requerimentos de Deus é sempre o resultado dessa experiência mais profunda com Ele, e não o inverso.


Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. (Ezequiel 36:25-27)


Uma atitude pró-ativa contra o pecado

Todavia, nós temos um papel a desempenhar nesse processo. Numa época de grande apostasia, Deus enviou por meio de Seu profeta uma mensagem de arrependimento e conversão ao Seu povo. Essa mensagem chega até nós, que vivemos nos derradeiros e culminantes momentos da história, com a mesma força e intensidade de outrora:


Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito de órfão, pleiteai a causa das viúvas. (Isaías 1:16-17)


Repare nos imperativos de Deus e na ordem em que aparecem na instrução divina. Requer-se do pecador penitente uma atitude pró-ativa contra o pecado! O pecado resulta em contaminação moral e decadência espiritual. Lavar do pecado, purificar da contaminação moral, tirar a maldade do coração e cessar de fazer o mal são as primeiras condições para experimentar pureza de caráter e uma vida moralmente elevada, e Deus pode e deseja realizar essa obra na vida do pecador (Isaías 1:18). Porém é preciso haver determinação de nossa parte.

As condições seguintes também exigem de nós uma atitude pró-ativa: aprender a fazer o bem, e, por conseguinte, aborrecer o mal (Amós 5:15) é um princípio ativo pelo qual se cultiva a retidão e evita-se a impiedade. Requer firmeza de propósito em união com o infinito poder de Deus para redimir do pecado. O grande objetivo de Deus é reeducar nossa mente, mudar nosso ser, imprimir em nós o Seu caráter! Como resultado, nós não seremos condescendentes com a opressão e a injustiça de que são vítimas os mais vulneráveis.

Assim, devemos ouvir atentamente o que Deus diz para o nosso benefício e viver de acordo com Suas orientações. O conhecimento de Deus produz mudança de mentalidade, da morte para a vida. A fim de obtermos a salvação, necessitamos seguir estritamente as instruções que Deus nos deixou em Sua Palavra. Devemos viver em função do "Assim diz o Senhor", e não segundo a falácia das conjecturas humanas. Essa deve ser nossa luta diária.


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)


O desejo e propósito de Deus é que tenhamos uma nova atitude mental face às nossas reais necessidades, uma disposição íntima de cooperar com Ele para o desenvolvimento de nossa salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12). Se nos propusermos a isso, se houver de nossa parte "boa vontade" (II Coríntios 8:12), a vida será transformada na medida de nossa determinação (Romanos 12:2).

Nosso maior desejo será, então, viver em harmonia com os preceitos de Deus, e não de acordo com as inclinações da carne. Essa é a única obediência aceitável ao Senhor - uma obediência verdadeira, que nasce de um coração transformado, cheio do temor de Deus, cheio da presença do Seu Espírito.

O segredo para obter o temor do Senhor

Uma vez que o temor de Deus é o princípio da experiência cristã, o segredo para uma vida verdadeiramente abundante e significativa, o Senhor deixou-nos a receita pela qual podemos obtê-lo - o conhecimento de Deus, que é vida eterna!


Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. (Provérbios 2:1-5)


Para sermos salvos, nós precisamos seguir as orientações de Deus. Essa deve ser nossa maior prioridade. Nossa carreira, segurança social, bens materiais, nada disso deve ocupar o lugar da suprema meta de obter o temor de Deus e viver segundo Sua vontade. As conjunções condicionais presentes na promessa divina revelam que não basta o desejo de ser bom, mas é preciso também estar disposto a colaborar com Deus, a realizar o esforço necessário, proporcional ao valor do bem que se busca.

Não se encontra prata ou tesouros escondidos na superfície. Para encontrar a sabedoria, o temor de Deus, é preciso cavar profundamente e com perseverança em busca do conhecimento que pode tornar-nos sábios para a salvação (II Timóteo 3:15). Não há tesouro terrestre que possa rivalizar com o valor inestimável dos tesouros celestiais. Ao passo que a busca por tesouros terrestres frequentemente resulta em frustração e perdas, a busca pelos tesouros do Céu na inesgotável mina de Deus, que é a Sua Palavra, mostrar-se-á uma experiência renovadora e vivificante. Os que verdadeiramente cavam fundo na Palavra de Deus, jamais serão frustrados!

Escrevendo sobre o caminho para se efetuar essa busca profunda e decidida dos tesouros escondidos de Deus - busca pela qual se vence o pecado -, Ellen G. White declara:


Se são acalentados pensamentos sobre Cristo, Sua obra e caráter, sereis levados a cavar fundo na mina da verdade, e sereis habilitados a entrar na posse de preciosas gemas da verdade. Pelo apreço do caráter de Cristo, pela comunhão com Deus, o pecado tornar-se-á detestável para vós. Ao meditardes nas coisas celestiais e andardes com Deus, como fez Enoque, deixareis de lado todo peso e o pecado que tão tenazmente nos assedia, e correreis com perseverança a carreira que vos está proposta. ... Nosso edifício precisa estar fundamentado na Rocha que é Cristo Jesus, pois do contrário não suportará a prova da tempestade. (2)


Os benefícios de aceitar o apelo de Deus

Quais são as vantagens reais de se obter o temor de Deus?


O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados. (Provérbios 10:27)
No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos. O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte. (Provérbios 14:26-27)
O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. (Provérbios 19:23)


O temor de Deus prolonga a vida, é forte amparo e fonte de vida, e conduz à vida! Nosso amado Salvador declarou: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10:10)! Não é sem razão que o salmista escreveu: "Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!" (Salmo 128:1). "Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" (Salmo 33:18).

Essa é a promessa do Senhor! Vale à pena unir-se a Jesus em um empenho pessoal para desenvolver o temor de Deus, que é fonte inexaurível de vida e proteção contra os laços da morte. Eis por que o primeiro anjo de Apocalipse 14 voa no zênite do céu e proclama, em grande voz, o último chamado de Deus à humanidade para que obtenha o temor do Senhor, que renova, vivifica e conserva para a vida eterna!

Se ouvirem a voz de Deus e atenderem ao Seu solene apelo, a degenerescência e atrofiamento de que são vítimas os homens pela ausência do temor do Senhor na Terra serão convertidos em restauração e enobrecimento das faculdades adormecidas da alma, com inestimáveis vantagens para esta vida e a vida por vir.

Ouçamos hoje a sua voz, e respondamos favoravelmente ao apelo da graça durante o tempo de nossa oportunidade. Que assim seja.


Notas e referências

1. Ellen G. White. O Grande Conflito. Décima Nona Edição. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1978, p. 315.

2. ______________. Exaltai-O. Meditações Matinais 1992. Versão em CD-ROM. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 239.
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens

9 de ago. de 2022

Aconteceu- Nova ordem mundial anunciada na Cúpula do Governo Mundial

 


A “nova ordem mundial” foi delineada e apresentada esta semana na Cúpula do Governo Mundial 2022 em Dubai.

A conferência, realizada na terça e quarta-feira, teve mais de 4.000 participantes, incluindo autoridades globais, consultores, especialistas e líderes do setor.

Os participantes incluíram o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Gutteres, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, entre muitos outros.

O evento incluiu um painel de discussão intitulado: “Estamos prontos para uma nova ordem mundial?” Os palestrantes foram o Dr. Anwar bin Mohammed Gargash, Assessor Diplomático do Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan, Frederick Kempe, Diretor Executivo do Atlantic Council, Dr. George Friedman, Fundador e Presidente da Geopolytic Futures, e Dr. Pippa Malmgren, um economista, autor e conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Malmgren foi muito aberto sobre a agenda dos governos globais para tornar todo o sistema financeiro digital, o que permitiria mais rastreamento e controle dos cidadãos.

“O que sustenta uma ordem mundial é sempre o sistema financeiro”, disse Malmgren. Ela disse ter sido privilegiada por seu pai ter aconselhado o ex-presidente dos EUA Richard Nixon, que tirou os EUA do padrão-ouro em 1971, porque isso mostrava “o quão importante é uma estrutura financeira para absolutamente tudo”.

“E o que estamos vendo no mundo hoje, acho que estamos à beira de uma mudança dramática, onde estamos prestes a – e direi isso com ousadia – estamos prestes a abandonar o sistema tradicional de dinheiro e contabilidade, e apresentar um novo”, disse Malmgren, sorrindo.

Ela continuou explicando que o novo sistema financeiro seria digital.

“E a nova, a nova contabilidade, é o que chamamos de 'blockchain'. Significa digital, significa ter um registro quase perfeito de cada transação que acontece na economia, o que nos dará muito mais clareza sobre o que está acontecendo.”

Malmgren reconheceu que precisaria haver um “equilíbrio de poder entre governos e cidadãos”, e é por isso que ela acredita que precisaria haver uma “constituição digital”.

Mas Malmgren continuou dizendo que esse sistema financeiro digital blockchain é propriedade dos governos mais poderosos do mundo.

“Esse novo dinheiro será soberano por natureza”, disse ela. “A maioria das pessoas pensa que o dinheiro digital é criptográfico e privado. Mas o que vejo são superpotências introduzindo a moeda digital. Os chineses foram os primeiros. Os EUA estão à beira, eu acho, de seguir na mesma direção e os europeus também se comprometeram com isso.”

O Frontline News informou no início deste mês como a moeda digital do banco central (CBDC), que é dinheiro dado aos cidadãos diretamente por seus governos para que as transações possam ser monitoradas e controladas, é um componente essencial da agenda do Fórum Econômico Mundial (WEF).

O WEF, que nomeou Malmgren como Líder Global do Amanhã em 2000, já definiu uma nova ordem mundial baseada em “identificações digitais, pagamentos digitais e governança digital”.

Embora Joe Biden tenha realmente pedido uma “nova ordem mundial” no início deste mês, e enquanto bancos centrais como o Federal Reserve estão pressionando pela CBDC, a agenda global nunca foi delineada com tanta clareza e honestidade como agora.


Comentário do Blog

Poderia a Nova Ordem Mundial realmente ser uma velha ordem mundial? Os mesmos princípios estavam presentes na Torre de Babel profeticamente significativa como estão presentes agora.

Link Profético:


“Deus ordenou que os homens se dispersassem por toda a terra, para reabastecê-la e subjugá-la; mas esses construtores de Babel decidiram manter sua comunidade unida em um só corpo, e fundar uma monarquia que deveria eventualmente abranger toda a terra. Assim, sua cidade se tornaria a metrópole de um império universal; sua glória atrairia a admiração e homenagem do mundo e tornaria ilustres os fundadores. A magnífica torre, que alcançava os céus, pretendia erguer-se como um monumento do poder e sabedoria dos seus construtores, perpetuando a sua fama até às últimas gerações.” Patriarcas e Profetas , página 118.5.


 Frontline News , de Yudi Sherman:

Movimento proffétio- O ecumenismo abrirá o caminho para a crise da marca da besta


O ecumenismo não tem lugar no adventismo. Quando os líderes da igreja participam dessas cerimônias inter-religiosas destinadas a unir as igrejas, exaltar o culto dominical, promover o espiritismo, rejeitar a verdade bíblica e nos unir sob uma cabeça, Roma, devemos reconhecer que nossa participação significa que estamos sancionando seus esforços e, assim, demonstrando nosso apoio . Isso é um escândalo para o nosso povo, assim como para todas as outras religiões, e tem sérias consequências. Observe quão claramente a caneta da inspiração nos adverte sobre o papel do movimento ecumênico em trazer a crise final durante a marca da besta:

Refletindo

É impossível participar de cerimônias religiosas que invocam vários deuses e ficar em silêncio sem se contaminar. Sem dúvida, Roma está encantada com o fato de nosso povo estar se unindo ao movimento inter-religioso. Quantos líderes Roma afastou da fé adventista e, como resultado, não falamos mais de apostasia no mundo ou na igreja?


Aqueles que continuarem por esse caminho em direção a Roma acabarão abandonando toda doutrina fundamental que nos tornou o povo peculiar de Deus. A confusão promovida por Ganoune Diop e outros líderes da igreja, bem como o exemplo que eles deram, está se espalhando para o resto da igreja e estabelecendo um mau precedente. Ao fazer isso, muitos de nosso povo adotarão uma mentalidade ecumênica e, como resultado, se tornarão um dos maiores obstáculos para o povo de Deus durante a crise da marca da besta:

Link Profético

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados”. EGW, O Grande Conflito, p. 580.

8 de ago. de 2022

Os tempos mudaram. Apocalipse 13 não/Primeira parte


A fé adventista nasceu no berço da profecia. As profecias apocalípticas moldam sua identidade e missão. No entanto, nos últimos tempos, um raciocínio sofisticado está desconstruindo fundamentos interpretativos básicos. Há “uma recente onda de escatologia antiadventista... Roma não é mais um ator importante; A perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do fim dos tempos vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente. O assunto recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral e tornou-se a preocupação deste artigo.


Historicamente, a relação entre a marca da besta e a futura aplicação das leis dominicais é um elemento chave da escatologia bíblica adventista. A marca da besta tem fortes conexões com a identificação da primeira e segunda bestas, as três mensagens angélicas e o sábado, bem como com vários outros elementos. É um entendimento complexo, e não periférico. Este artigo aprofunda um tema que conecta vários campos do conhecimento com o desafio das restrições de espaço. Começa com insights bíblicos, as raízes da interpretação adventista, o papel de Ellen White no processo e tendências atuais significativas.

Duas Bestas

Em Apocalipse 13, duas bestas surgem para perseguir o povo remanescente de Deus nos momentos finais da história. A primeira é uma personificação da anormalidade que viola as categorias de criação de animais designados “segundo sua espécie” (Gn 1:24). Este monstro híbrido também quebra as amplas divisões entre os animais terrestres e marinhos (Gn 1:21, 24). Os contornos transgressores da primeira besta denotam não apenas uma violação de limites (Lv 19:19), mas anunciam sua essência ímpia. Composto de partes de animais impuros (Lev. 11), representa o ápice da impureza. Quanto maior o número de suas cabeças, dentes e chifres, maior é sua força e voracidade. A segunda besta não é tão monstruosa, mas fala como o dragão (Satanás, veja Ap. 12:9). Impulsionados pela ira do diabo, ambos os animais visam prejudicar o remanescente da mulher,


Considere as características da primeira besta (Ap 13:1-10). Primeiro, é uma mistura das quatro bestas de Daniel 7. Também aprendemos comparando as profecias do Revelador e de Daniel que também perseguiu os santos por 1.260 anos (Ap 12:6; Dan 7:25) durante o era aparentemente interminável da Inquisição. Uma de suas cabeças sofreu um ferimento mortal, que os intérpretes protestantes entenderam historicamente como significando a perda gradual de força do papado, até e incluindo a prisão de Pio VI pelo general francês Louis-Alexandre Berthier em 1798. E, finalmente, a primeira besta se recupera e surpreende o mundo, que prefigura a restauração da Igreja de Roma e o estrelato global do papa. Este milenar, romano-cristão.





13 de set. de 2018

O desafio do evangelho no tempo do fim

Nós estamos vivendo em uma época extraordinária da história da redenção! Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, assumindo a função de um poderoso mensageiro celeste, cuja obra abarca a Terra e o mar, anuncia em Apocalipse 10, por meio de um juramento solene, que não haverá mais um período definido de tempo que nos separe da consumação do mistério de Deus!

As grandes cadeias proféticas da Bíblia já se cumpriram. Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Lugar Santíssimo do santuário celestial, em 1844, "já não haverá demora" (Apocalipse 10:6).


Há somente duas coisas que de fato nos separam do grande Dia do Senhor: nossa preparação individual para recebê-Lo e a proclamação final do evangelho, em cumprimento ao último dos sinais a que Cristo se referiu em Seu sermão profético: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus 24:14). A pregação final do evangelho é a consumação do "mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas" (Apocalipse 10:7).

Esperança em meio à crise

Não há dúvida de que a comissão de nosso Senhor será cumprida. As profecias são também promessas que garantem que a igreja de Deus será capacitada com extraordinário poder divino para cumprir o papel de "reparador de brechas e restaurador de veredas" (Isaías 58:12). Esse é um assunto dos mais vitais, a respeito do qual voltaremos a tratar oportunamente. Por agora, queremos enfatizar o necessário preparo individual em face de nossas responsabilidades diante de Deus, num momento crucial da história da salvação, quando Cristo está exercendo em Seu santuário a dupla função de Sacerdote e Juiz.

Ora, já é fato bem estabelecido o que a derradeira obra de Cristo no local do trono de Deus deve significar para o crente. Nosso Sumo Sacerdote não está ocupado com formalidades. No santuário do Céu, a obra de Cristo é viva, dinâmica, transcendental e relacionada com assuntos eternos. Ali, Ele dirige os rumos da batalha e o destino de Sua igreja em direção a um glorioso desfecho! Não há da parte de Cristo nenhuma indiferença nem tampouco uma atitude passiva frente à dramática luta de Seus filhos contra os poderes das trevas. Ele está ativamente empenhado no conflito, e nos provê amplos recursos a fim de vencermos como Ele venceu!

Não é de admirar que as promessas do Apocalipse sejam destinadas apenas aos vencedores. A vitória de Cristo mediante Sua vida perfeita, Sua morte na cruz e Seu ministério sacerdotal no templo de Deus é a garantia da nossa vitória! Sua intercessão junto ao trono do Pai no poder de Sua oferta sacrifical pode salvar totalmente o pecador penitente que aceita, pela fé, a Sua justiça imaculada. Por intermédio do juízo investigativo, nosso amado Salvador declara finalmente dignos da vida eterna os que "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14)!

Assim, em virtude da realidade da obra de Cristo no santuário celestial, o crente tem essa esperança, a qual é como "âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu" (Hebreus 6:19-20)! Não estamos sozinhos na luta renhida que temos de travar! Conquanto haja muitos desafios e obstáculos que pareçam intransponíveis, "Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus" (Hebreus 9:24). Não é esse um assunto que deve cativar cada fibra de nosso ser e motivar-nos a triunfar como Cristo triunfou?

Advertência em face do tempo

Mas essa é também uma mensagem de advertência. A atitude solene e o senso de urgência do anjo portador do evangelho eterno (Apocalipse 14:6), motivado pelo início do juízo no Céu, indicam a suprema necessidade de desenvolvermos em nosso caráter os elementos de força, valor, fé em Deus e absoluta confiança nEle enquanto a porta da graça ainda nos é franqueada. A natureza do tempo em que vivemos requer de nós tal atitude, a qual é fruto de uma relação íntima com o Cristo vivo, que, do santuário celestial, dirige o destino do mundo e o progresso de Sua igreja.

Desde 1844, quando se cumpriu a grande profecia dos 2.300 dias/anos (Daniel 8:14), nosso Sumo Sacerdote tem estado ativamente empenhado em purificar Seu povo e o Seu santuário dos registros de pecados que contaminam os lugares santos. Quanto tempo Cristo precisará para levar a termo a solene obra que então decidirá eternamente o destino de cada alma? Haverá nosso Senhor já passado para o caso dos vivos?

Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Santo dos Santos do santuário celestial, passaram-se pouco mais de 170 anos. Parece-nos um período de tempo muito longo, se comparado à nossa curta existência neste mundo. Representa, porém, apenas uma pequena fração de tempo em relação ao maior período profético das Escrituras! Precisaria Cristo de mais 170 anos para concluir Sua obra de purificação do santuário no Céu?

O aumento da impiedade no mundo, a degradação do que restou da dignidade humana, a escalada sempre crescente da violência, o complicado jogo de poder entre as nações, os desafios à governabilidade por motivação religiosa, especialmente depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as mudanças climáticas, a revolução cultural, os rumos, enfim, que tem tomado o mundo, tudo isso indica com insofismável clareza que não resta muito tempo. O Espírito Santo não agirá para sempre nos homens. Em breve Cristo concluirá Sua obra de mediação e purificação do santuário celestial para vir buscar o Seu povo, "os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

A obra divina de julgamento é conclusiva e definitiva em suas consequências. Quando o Senhor Jesus finalmente encerrá-la, proferirá a grave e solene sentença: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22:11). Quão tremendo é esse veredito procedente do trono de Deus, o qual decidirá irrevogavelmente o futuro de cada pessoa!

Senso de urgência e necessidade

Compreendemos, então, o ímpeto do primeiro anjo de Apocalipse 14, que, movido pelo início da obra de julgamento no local do trono de Deus, proclama em grande voz o evangelho eterno a cada nação, tribo, língua e povo! Tal verdade - o evangelho original e inalterável de Cristo - deve despertar nossas faculdades espirituais adormecidas e favorecer uma completa reforma de vida, uma mudança radical nas ideias e teorias, hábitos e práticas.

A pregação de reavivamento tem sido a nota tônica do evangelho eterno. A mensagem de João Batista era: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3:2). A mensagem de Cristo para o povo advertia: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13:5). A mesma mensagem foi ordenada aos apóstolos. E Deus deseja que a antiga mensagem evangélica seja pregada hoje: tristeza pelo pecado, arrependimento, confissão e abandono dos maus caminhos. Nesse sentido, o evangelho eterno é o evangelho como sempre tem sido. A diferença é que há agora uma razão adicional para obedecermos ao apelo da graça: o início do juízo pré-advento!

Assim como no Dia da Expiação típico o israelita necessitava realizar uma obra em favor de si mesmo, a qual consistia em um profundo exame de coração, a fim de identificar qualquer coisa que pudesse separá-lo de Deus e privá-lo dos benefícios da expiação, devemos nós hoje, em face do juízo no Céu, examinar a própria vida e colocá-la em dia com os reclamos divinos, de modo que não sejamos achados em falta quando nosso caso for apresentado perante o tribunal celeste. Nada deve ser mais importante do que ordenar a vida com Deus.

Por meio da oferta de Si mesmo, Cristo abriu um novo e vivo caminho pelo qual os cristãos tem acesso ao santuário celestial, ao próprio trono de Deus mediante a fé (Hebreus 10:19-22). Esse pleno acesso ao Céu obtido por Cristo permite a nossa reconciliação com o Senhor, pois Ele nos representa como Sumo Sacerdote perante o Pai, reclamando Seus méritos em favor daqueles que O buscam. Há, porém, certas condições que precisam ser satisfeitas para nos aproximarmos de Deus no santuário celestial, isto é, para termos íntima comunhão com o Senhor.

Quatro condições essenciais

O apóstolo Paulo, escrevendo sobre o privilégio que os crentes têm do pleno acesso ao trono de Deus por meio de Jesus Cristo, destaca quatro condições que o adorador deve cumprir para se beneficiar desse encontro:


Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. (Hebreus 10:22)


Aproximar-se do Senhor com um coração sincero é a primeira condição para termos íntima comunhão com Deus. Essa sinceridade é essencial no exame de consciência na presença do Senhor. Nesse espaço íntimo do ser com Deus não há lugar para indulgência própria ou escusa para o pecado. A alma examina humildemente a si mesma a fim de revelar-se exatamente como ela é à luz do caráter de Cristo. Contudo, não se desespera frente à sua condição, pois confia no Salvador como sua justiça, santificação e redenção.

A segunda condição é ter plena certeza de fé, ou seja, não duvidar de que teremos acesso a Deus, porque Cristo, como precursor, entrou por nós no santuário celestial, assumindo o mais elevado sacerdócio (Hebreus 6:20)! O pecador que se aproxima de Deus deve demonstrar uma fé inabalável no poder de Cristo para purificar a alma de todo pecado e capacitá-lo a viver uma nova vida (I João 1:9; Romanos 6:4). Uma vez que a "fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17), a dúvida e a incredulidade não deveriam ter lugar no coração do crente que busca a Cristo nas Escrituras como a um tesouro escondido e deseja valer-se de Seus divinos méritos.

Aproximar-se do trono de Deus com o coração purificado da má consciência é a terceira condição, cuja linguagem remete ao santuário levítico. O sangue aspergido sobre o povo, que simbolizava o sangue da aliança (Êxodo 24:8), purificava-os ritualmente, mas não podia purificar sua consciência (Hebreus 9:9, 13). Em contraste, a purificação do verdadeiro santuário é também uma purificação da consciência, efetuada pela virtude do sangue do Cristo (Hebreus 9:14). Purificar a consciência das obras mortas significa substituir o velho coração e seus desejos carnais que orientam a vida por um novo coração, regido pela mente e caráter de Cristo (Romanos 6:6; Efésios 4:22; Colossenses 3:9-10).

A quarta e última condição para uma comunhão íntima com Deus no santuário celestial é apresentar-se diante dEle com o corpo lavado com água pura, uma evidência externa de que houve uma transformação interna realizada pelos méritos de nosso grande Sumo Sacerdote. O batismo por imersão é uma parte dessa experiência, mas a purificação que se menciona aqui vai muito além da profissão de fé. Diz respeito também à santificação "por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Efésios 5:26-27).

Quando o caso de cada professo filho de Deus houver passado pelo escrutínio divino diante do tribunal celeste, quando o Senhor pronunciar a sentença final que decidirá o futuro eterno de cada alma, não haverá mais oportunidade de salvação. Tudo então estará para sempre decidido. Na ocasião de Sua gloriosa vinda, Cristo não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Sua Palavra. Como tem sido desde o início do plano da salvação, o evangelho é um chamado para o perdão e a santificação, "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

Pondo a vida em harmonia com o tempo

Nós precisamos pensar: Em que medida eu tenho me beneficiado do ministério sumo sacerdotal de Cristo no local do trono de Deus? Estou cooperando decididamente com o Espírito Santo para desenvolver minha salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12)? Na medida em que me beneficio dos méritos de meu grande Sumo Sacerdote, estou demonstrando verdadeiro apreço pelas almas que estão a perecer? Há em meu coração o mesmo senso de urgência do primeiro anjo (Apocalipse 14:6) face à realidade do juízo investigativo no Céu? Que declaração se fará quando o meu nome for lido perante o tribunal de Deus: "Purificado de todos os pecados diante do Senhor" ou "Pesado foste na balança e achado em falta"?

Hoje, o Senhor ainda é nosso Mediador e Juiz no tribunal celeste. Ainda podemos apresentar o nosso caso diante de Deus e reclamar a perfeita justiça de Cristo em nosso favor. Ainda é possível viver em conformidade com os Seus mandamentos por meio das provisões de Sua preciosa graça. Nosso nome ainda pode ser aprovado no juízo que confirmará quem serão os coerdeiros e coparticipantes da promessa em Cristo (Efésios 3:6). Então precisamos dar prioridade àquilo que é mais essencial: a nossa salvação e a salvação das almas que necessitam conhecer a mensagem para este tempo.

Esse é precisamente o espírito que move o anjo portador do evangelho eterno, em Apocalipse 14. Devemos demorar-nos um pouco mais sobre o teor de sua mensagem à luz do juízo pré-advento, pois nossa condição presente e futura depende de nossa resposta ao seu solene apelo.

Reavivando o evangelho eterno

O glorioso cumprimento do propósito de Deus para toda a história da redenção, anunciado pelo anjo da sétima trombeta - "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 11:15) - não ocorrerá sem que antes a obra mundial do "anjo forte" encontre sua plena realização (Apocalipse 10:11).

Ao proclamar que todos os períodos de tempo proféticos do livro de Daniel se cumpriram (Daniel 8:14; 12:7, 11, 12), esse poderoso Mensageiro celeste garante que não haverá mais atraso na consumação do "mistério de Deus" (Apocalipse 10:7)!


Isso significa que a derradeira fase do ministério sumo sacerdotal de Cristo no Céu - o juízo/purificação do santuário - já começou, e que, portanto, vivemos em um período soleníssimo da história da salvação. Em virtude desse fato, a igreja do tempo do fim, simbolizada na pessoa de João, recebe a ordem divina para tomar o livro que se acha aberto na mão do "anjo forte" e comê-lo (Apocalipse 10:9), uma imagem extraída do Antigo Testamento usada para representar o chamado de Deus ao profeta (Jeremias 15:16; Ezequiel 3:1-3). Trata-se, pois, de uma nova comissão de Cristo à Sua igreja, a qual deve proclamar o evangelho em seu marco do tempo do fim.

  • Esse sagrado mandato do Céu ao remanescente final ecoa na tríplice mensagem de Apocalipse 14, que é uma extensão da obra profética do "anjo forte" no tempo do fim. É significativo, portanto, que os capítulos que tratam da missão da igreja durante esse período (12-14) estejam localizados no centro do Apocalipse, sendo o capítulo 14 o ponto focal do livro. As três mensagens angélicas transmitem o último apelo de Deus ao mundo, o derradeiro convite da graça antes do veredito judicial do Céu, que decidirá o futuro eterno de cada pessoa, para o bem ou para o mal (Apocalipse 22:11).

Com efeito, o ultimato de Deus à geração do tempo do fim não poderia ser mais expressivo:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. (Apocalipse 14:6)


  1. A expressão "outro anjo" é bastante reveladora. Ela relaciona a obra solene desse mensageiro celeste - o primeiro dos três anjos portadores da mensagem final de Deus aos habitantes do mundo - à missão profética do último anjo mencionado por João - o "anjo forte" de Apocalipse 10! Ambos trazem consigo uma mensagem de advertência de alcance mundial. Ambos a proclamam "em grande voz". Ambos cumprem o último e definitivo sinal do fim a que se referiu nosso Salvador em Seu discurso profético:


E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mateus 24:14)


Hans K. LaRondelle observa que, assim como Jesus em Mateus 24, o Apocalipse faz da proclamação mundial do evangelho o sinal preeminente dos tempos. Citando G.C. Berkouwer, ele diz:


Com muita frequência, a reflexão sobre os sinais foi separar-se do reino, que é seu ponto de concentração. Os resultados sempre são desconcertantes. Mas o assunto fundamental é a propagação universal do evangelho de Jesus Cristo (Mar. 13:10)... Geralmente os que catalogaram os sinais dos tempos incluíram isto, mas com frequência se viu simplesmente como outro elemento no "relatório da narração"... Nos últimos dias a pregação do evangelho é o ponto focal de todos os sinais. Nela podem e devem ser entendidos todos os sinais. (1)


Nesse contexto, é de grande significação que o "evangelho do reino" seja chamado no Apocalipse de "evangelho eterno". Essa expressão é única em toda a Bíblia e tem um sentido singular. Esclarece que o evangelho do tempo do fim é o mesmo evangelho de Cristo e dos apóstolos, a boa nova original e inalterável da graça salvadora, que reflete as qualidades de seu Autor (Malaquias 3:6; Hebreus 13:8; Tiago 1:17). Por sua natureza, o evangelho não pode ser alterado nem revogado pela vontade humana, sob a pena de o infrator incorrer na maldição divina (Gálatas 1:8-9).

Referindo-se à natureza e papel do evangelho eterno no tempo do fim, Ellen G. White esclarece:


A mensagem proclamada pelo anjo voando pelo meio do céu é o evangelho eterno, o mesmo evangelho que foi declarado no Éden quando Deus disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente." Gên. 3:15. (2)
As mensagens de Apocalipse 14 são aquelas mediante as quais o mundo há de ser provado; são o evangelho eterno e devem soar por toda parte. (3)


O adjetivo "eterno" empregado por João em Apocalipse 14:6 se torna ainda mais relevante quando consideramos que enfatiza o evangelho do reino como a contraparte positiva do "evangelho" não original do anticristo, em Apocalipse 13, cuja pretensão de reivindicar para si a prerrogativa divina da adoração demanda a lealdade de todos os habitantes da Terra a esse "evangelho" espúrio, baseado nas tradições e mandamentos dos homens e especialmente focado nos sentidos (conforme Apocalipse 13:14; 14:8; 17:2; 18:23; 19:20).

Em conexão com a sagrada obra do "anjo forte" de Apocalipse 10, cuja proclamação anuncia ao mundo o cumprimento das profecias de Daniel concernentes ao início do juízo/purificação do santuário celestial, as três mensagens angélicas desafiam cada nação, tribo, língua e povo a rejeitar as falsas reivindicações do anticristo e voltar-se para Deus, aceitando Seu evangelho.

Daí o sentido da urgência do anjo portador da mensagem divina para o tempo do fim; ele voa no zênite do céu e proclama em grande voz o último convite da graça, impelido pela realidade de um juízo que transcende em muito qualquer decisão que possa ser proferida por um tribunal humano. Assim, é natural que o anjo encarregado do evangelho eterno seja também responsável em anunciar ao mundo o justo julgamento de Deus (Apocalipse 14:7). Salvação e juízo são duas verdades inseparáveis. Como o Criador, Deus exerce ambas as funções em benefício de Seu povo!

O apelo de Deus à geração do fim

Aceitar o evangelho requer um decidido esforço de nossa parte para vencer o pecado. Exige abnegação pessoal, humilhação, sacrifício de si mesmo, morte para o eu, e renascimento para uma nova vida em Cristo.

Esse diligente esforço para silenciar o velho homem (Romanos 7:22-25; I Coríntios 9:27) e viver em harmonia com a vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3, 7) deve atuar em conjunto com o poder divino para salvar (Romanos 1:16; Filipenses 2:12-13), de modo que, uma vez renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos sensata, justa e piedosamente na perspectiva da volta de nosso Senhor Jesus (Tito 2:11-13).


Nada deve ser mais importante do que a realização dessa suprema obra em nossa vida. O Senhor não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Seu Espírito. Não virá buscar aqueles cuja vida foi pesada na balança e achada em falta, mas apenas os que foram completamente cobertos pela justiça de Cristo e declarados puros diante da corte celeste (Apocalipse 3:5).

E a minuciosa, exaustiva e perseverante obra em favor de nós mesmos é ainda mais imprescindível face ao solene apelo do primeiro anjo para temer, glorificar e adorar o Criador no contexto do tempo do fim (Apocalipse 14:7).

A comissão final de Cristo à Sua igreja

A abertura do evangelho eterno dentro de sua estrutura assinalada do tempo do fim não poderia ser mais impressionante e significativa:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:6-7)


A dimensão mundial da obra do primeiro anjo, que se segue imediatamente à obra profética do "anjo forte" de Apocalipse 10, é enfatizada pelo fato de o mensageiro celestial voar no zênite do céu e pregar, em grande voz, a todos os habitantes da Terra, a cada nação, tribo, língua e povo. Esse anjo e os dois seguintes que se juntam a ele (Apocalipse 14:8 e 9) representam a igreja remanescente de Deus, a qual recebe do próprio Salvador a comissão de pregar o evangelho em seu marco do tempo do fim (Apocalipse 10:1-11).

A igreja, contudo, não pode cumprir tão elevado encargo sem que primeiro, à semelhança da experiência visionária de João, tome o livro aberto da mão do "anjo forte" e faça de seu conteúdo sua própria experiência e missão.

Apoderar-se da verdade presente significa permitir também que essa verdade se apodere de cada fibra de nosso ser e exerça na alma sua influência santificadora. O senso de urgência que deve impelir e orientar o povo de Deus na obra de anunciar o evangelho ao mundo, bem como o extraordinário poder que deve acompanhá-la resultam dessa experiência pessoal com a mensagem de Deus para os últimos dias.

Assim, o derradeiro convite da graça deve primeiramente ser recebido por aqueles aos quais foi confiada a mensagem da salvação para o tempo do fim, pois, do contrário, como "invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram?" (Romanos 10:14).

Essa experiência com a mensagem resultará em "um remanescente segundo a eleição da graça" (Romanos 11:5), uma igreja santificada pelo poder do evangelho, de maneira que possa partilhar com outros os benefícios que ela mesma recebeu.

O apelo de Deus na perspectiva do juízo

Há três imperativos de Deus em Seu derradeiro convite à humanidade que merecem nossa especial consideração: "temei", "glorificai" e "adorai" o Criador! Esses três imperativos, que por si só devem despertar-nos de nosso torpor espiritual, têm sua importância aumentada em virtude da obra judicial de Cristo em Seu santuário, cuja solene sentença a ser proferida (Apocalipse 22:11) estabelecerá a distinção definitiva entre "o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve" (Malaquias 3:18).

A tríplice exortação de nosso Senhor na primeira mensagem angélica é, com efeito, apresentada em seu evidente vínculo com a obra divina de julgamento, a qual decidirá o futuro eterno de cada pessoa em termos de justificação ou condenação.

O clamor do primeiro anjo, "é chegada a hora do seu juízo", é paralelo à grandiosa cena do julgamento celestial testemunhada por Daniel em visão, quando "assentou-se o tribunal, e se abriram os livros" (Daniel 7:10). Ambas as visões antecedem a vinda do Filho do Homem e culminam com a inauguração de Seu reino eterno (Daniel 7:9-10, 13-14; Apocalipse 14:14-20).

Essa proclamação do primeiro anjo anuncia, portanto, que a última fase do plano divino de redenção já começou, que o tribunal celeste está em sessão desde o fim do período profético de Daniel 8:14, e que em breve o reino de Cristo se tornará uma realidade histórica irrevogável para os Seus súditos!

A recepção a essa mensagem, seja positiva ou negativa, determinará a maturação da Terra para a ceifa final (Apocalipse 14:14-20). O veredito não será pronunciado do trono de Deus sem que a última geração seja advertida durante o tempo de sua oportunidade.

A proclamação final do evangelho eterno está, pois, intimamente ligada à fase preliminar do juízo de Deus no santuário celestial, a qual será seguida pelo juízo executivo na vinda do Filho do Homem, quando então o Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras (Apocalipse 22:12).

O fato de vivermos no tempo do juízo transmite-nos esperança, pois representa o tempo da vindicação final dos santos juntamente com Cristo e a condenação de todos os poderes opressores que se opõem a eles (Daniel 7:21-22, 25-27; Apocalipse 11:15-19; 14:1)!

Nossa fonte de esperança

Uma vez percebida a clara relação entre o clamor do primeiro anjo, que anuncia "a hora" do juízo de Deus, e a abertura da sessão do tribunal divino na sede de operações no Céu, em Daniel 7, compreende-se com mais propriedade o sentido de urgência que acompanha a obra dos três anjos de Apocalipse 14. Aqui está o fundamento do mandato divino para a igreja do tempo do fim. A partir desse ponto de vista, o solene chamado de Deus na primeira mensagem angélica para temer, glorificar e adorar o Criador adquire um significado incomparavelmente superior.

Com efeito, devemos abrir o coração a esse tríplice chamado de Deus na voz do primeiro anjo, mantendo os olhos fixos em nosso Sumo Sacerdote e em Sua obra no santuário celestial como mediador e juiz de Seu povo!

Nada é mais fundamental para a igreja do que um conhecimento prático do juízo divino apoiado na convicção íntima da justificação e vindicação da parte de Deus, as quais serão ratificadas na obra final de julgamento! É preciso, portanto, ordenar a vida segundo o evangelho eterno, pois se o evangelho não for adequadamente recebido, não haverá nenhuma garantia de justificação para o homem.

Nós desejamos compreender mais profundamente a natureza desses três imperativos de Deus para a geração do fim à luz do juízo pré-advento. Essa compreensão está longe de ser abstrata. Como mencionado acima, precisamos alcançar uma experiência de fé com Cristo e Sua mensagem para o tempo do fim, de modo que, mediante Sua justiça, nossos nomes permaneçam escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 3:5)! A aprovação de Deus no juízo é a certeza de nossa vitória sobre o pecado e sobre as potestades deste mundo tenebroso. Ser aprovado por Deus é a única coisa que realmente importa.

É bem possível que eu esteja escrevendo para alguém que enfrenta lutas renhidas contra o pecado. Todos nós as temos. Muitas deixam marcas difíceis de apagar, outras simplesmente permanecem...

Todavia, assim como no passado o israelita olhava para o tabernáculo em busca de orientação, conforto e esperança, nós também devemos hoje buscar a Cristo em Seu santuário, "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2)!

É nessa certeza que vamos buscar compreender e responder positivamente ao último apelo de Deus ao mundo na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14!

O apelo para temer a Deus

"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo..." (Apocalipse 14:6-7)

A mensagem mundial do primeiro anjo abre o evangelho eterno com o solene apelo para temer a Deus e glorificá-Lo! Esse apelo tem sua importância e urgência aumentadas em virtude do início do juízo no local do trono de Deus (Daniel 7:9-10). Exorta a humanidade a voltar-se para o Senhor no tempo de Sua visitação. O destino de cada alma depende da forma como o último chamado de Deus é recebido.


Tal apelo não poderia ser feito da maneira como é apresentado aqui - na figura de um poderoso anjo celeste, cuja glória e pureza, o ímpeto de seu voo e a intensidade do seu clamor nos permitem divisar o caráter da mensagem e de seus mensageiros humanos - se o juízo divino não houvesse começado. A realidade de um juízo no Céu transmite ao derradeiro convite da graça o seu sentido singular de urgência e propósito.

O objetivo do chamado de Deus

À luz dessa suprema realidade - a de um juízo pré-advento no Céu -, o objetivo inicial da primeira mensagem angélica é convencer cada homem, mulher e criança, independentemente de sua origem ou condição social, sobre o dever de temer a Deus e tributar-Lhe glória, antes que seja proferida a sentença divina que decidirá seu destino em termos de justificação ou condenação (Apocalipse 22:11). Essa mensagem de misericórdia, procedente do trono de Deus, reflete a mesma advertência do sábio Salomão:


De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. (Eclesiastes 12:13-14)


Eis a síntese do evangelho eterno! Nas palavras inspiradas de Salomão, resume-se magistralmente o que Deus espera de todo homem! O propósito supremo da vida não pode ser outro, senão reconhecer a Deus e seus santos mandamentos, e se o fizermos, mediante a Sua graça, certamente encontraremos a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7)!

Essa singela exortação, e tudo o que ela representa, reverbera uma vez mais, e com intensidade ainda maior, na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14, face à obra judicial de nosso Sumo Sacerdote em Seu santuário! A glória da salvação que emana do trono de Deus pertence unicamente a Ele, mas é dever de todo homem temer a Deus e obedecer-Lhe os preceitos, pois "todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (II Coríntios 5:10).

Que mensagem tremenda essa! Ao considerarmos que "Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más", deve ser nosso maior interesse examinar a própria vida diante do Senhor e remover do coração as obras más que nos impedem de alcançar êxito. Ora, nós temos grande Sacerdote na casa de Deus que pode removê-las completamente (Hebreus 10:21; 7:25), e "purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). Mas é necessário haver diligente esforço de nossa parte nesse sentido, em cooperação com o poder de Deus para salvar (Lucas 13:24; Filipenses 2:12-13).

Ontem pela manhã, li em um site de notícias sobre uma menina de sete anos, Chloe Bridgewater, que enviou uma singela carta de próprio punho ao "chefe do Google" pedindo uma vaga na empresa! Surpreendentemente, Chloe recebeu uma resposta assinada pelo presidente-executivo da companhia, Sundar Pichai, a qual dizia, entre outras coisas, o seguinte: "Eu acho que, se você continuar trabalhando duro e perseguindo seus sonhos, pode conseguir tudo o que deseja"!

De fato, podemos obter, com muito esforço, quase tudo o que desejamos. No entanto, na maioria das vezes investimos duro pelas coisas que perecem, quando na verdade deveríamos aplicar-nos decididamente à obra pessoal de vencer o pecado, pela graça de Cristo, e ajuntar "tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam" (Mateus 6:20). Nada pode ser mais importante do que a nossa salvação e a salvação das almas a perecer. É tempo de revermos nossas prioridades, se desejamos viver para sempre com Jesus.

O temor de Deus e a obediência

Uma vez que o ministério sumo sacerdotal de Jesus envolve não apenas a obra de misericórdia, mas também a vindicação do caráter de Deus na confirmação da natureza imutável de Sua lei, a estreita relação entre temer o Senhor e guardar os Seus mandamentos é especialmente significativa. Essa relação é enfatizada nas Escrituras:


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)
Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade à eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. (Salmo 103:17-18)


Temer a Deus constitui a experiência fundamental do crente. Sem o temor do Senhor, é impossível amá-Lo, apreciar os Seus caminhos, guardar os Seus mandamentos, servi-Lo fielmente e receber as bênçãos que Ele prometeu a nós e aos nossos filhos.

O temor do Senhor é o segredo para uma vida cristã bem sucedida. Mediante o temor de Deus, somos levados a ver os próprios erros em sua verdadeira natureza, sensibilizados quanto à necessidade de arrependimento e perdão, e, pelo auxílio da graça divina, purificados na obediência à verdade.

Consideremos a relevância dessa experiência pessoal com Deus tendo em vista a obra conclusiva de Jesus no santuário celestial desde 1844, em cumprimento ao Dia da Expiação típico! Não é de admirar que o chamado para temer a Deus seja o primeiro dos três imperativos presentes na primeira mensagem angélica à geração do tempo do fim!

Ademais, Satanás está empenhado em desviar os homens de sua aliança com Deus e de prestarem obediência à Sua lei. Sob muitas formas e por diversos meios, o inimigo da verdade tem trabalhado decidida e engenhosamente no sentido de seduzir as pessoas a seguir seus próprios sentimentos e impressões, em lugar de prestar obediência à lei de Deus, levando-as assim à indulgência e autossatisfação. Muitas vezes os desvios são de tal ordem, que não são vistos como sendo o fruto da transgressão, mas apenas adaptações aos novos tempos!

Com efeito, seria leviano de nossa parte desprezar o solene chamado de Deus ao Seu povo. O Senhor requer de cada um de nós obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e esse é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo da Sua visitação (Lucas 19:44). (1)

O significado prático de temer a Deus

O conceito bíblico sobre o temor do Senhor é riquíssimo e de grande significação para o crente. Consideremos alguns textos-chaves que nos esclarecem quanto ao significado prático de temer a Deus.

O temor do Senhor é "o princípio da sabedoria" (Salmo 111:10; Provérbios 1:7; 9:10), a "instrução da sabedoria" (Provérbios 15:33), e a própria sabedoria (Jó 28:28)! O livro de Provérbios personifica metaforicamente a sabedoria, relacionando-a ao próprio Deus (1:20-33; capítulo 8 e 9). O apóstolo Paulo se refere a Cristo como o "poder de Deus e sabedoria de Deus" (I Coríntios 1:24, 30). Assim, Jesus Cristo é a sabedoria personificada! Conhecê-Lo é conhecer a sabedoria, que consiste em temer a Deus.

Conhecer a Cristo, portanto, é uma condição indispensável para que sejamos sábios, isto é, para que tenhamos o temor de Deus e obedeçamos aos Seus mandamentos (Salmo 86:11). Ao aprender a desenvolver o temor do Senhor, passamos a aborrecer o mal e a evitá-lo (Provérbios 8:13; 16:6). Em outras palavras, com o auxílio da divina graça, desvencilhamo-nos do pecado, passamos a detestá-lo e finalmente nos afastamos dele, ao passo que nos aproximamos cada vez mais de Cristo e de Sua perfeita justiça.

Não é possível conhecer a Jesus, no sentido de um íntimo e constante relacionamento com Ele, e ainda identificar-se com o pecado. A obra da redenção não consiste apenas em perdoar pecados, mas removê-los da vida do crente pela virtude do sangue de Cristo (Isaías 1:18; I João 1:9; Apocalipse 7:13-14). Isso não é perfeccionismo, mas santificação. Nesse processo, obtém-se plena vitória sobre o pecado, na perspectiva de que a natureza pecaminosa será finalmente subjugada quando "este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o corpo que é mortal se revestir de imortalidade" (I Coríntios 15:54).

Aborrecer o pecado e desviar-se dele é sinal de que somos nascidos de Deus, que possuímos o temor do Senhor (I João 5:18; Provérbios 16:6). A renovação diária dessa experiência requer um decidido esforço de nossa parte em união com o poder divino. Esse é o segredo para vivermos em total submissão a Cristo, em harmonia com a Sua vontade. Cumprir a lei de Deus dentro das condições estabelecidas por Ele não é legalismo, nem uma impossibilidade (Deuteronômio 30:11-14). Os Seus mandamentos não são penosos (I João 5:3).

Nesse sentido, o temor do Senhor é um fruto do Espírito Santo. Não guardamos a lei moral para desenvolver o temor de Deus, mas observamo-la porque somos movidos por esse temor reverente que procede do Céu. Obedecer aos santos requerimentos de Deus é sempre o resultado dessa experiência mais profunda com Ele, e não o inverso.


Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. (Ezequiel 36:25-27)


Uma atitude pró-ativa contra o pecado

Todavia, nós temos um papel a desempenhar nesse processo. Numa época de grande apostasia, Deus enviou por meio de Seu profeta uma mensagem de arrependimento e conversão ao Seu povo. Essa mensagem chega até nós, que vivemos nos derradeiros e culminantes momentos da história, com a mesma força e intensidade de outrora:


Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito de órfão, pleiteai a causa das viúvas. (Isaías 1:16-17)


Repare nos imperativos de Deus e na ordem em que aparecem na instrução divina. Requer-se do pecador penitente uma atitude pró-ativa contra o pecado! O pecado resulta em contaminação moral e decadência espiritual. Lavar do pecado, purificar da contaminação moral, tirar a maldade do coração e cessar de fazer o mal são as primeiras condições para experimentar pureza de caráter e uma vida moralmente elevada, e Deus pode e deseja realizar essa obra na vida do pecador (Isaías 1:18). Porém é preciso haver determinação de nossa parte.

As condições seguintes também exigem de nós uma atitude pró-ativa: aprender a fazer o bem, e, por conseguinte, aborrecer o mal (Amós 5:15) é um princípio ativo pelo qual se cultiva a retidão e evita-se a impiedade. Requer firmeza de propósito em união com o infinito poder de Deus para redimir do pecado. O grande objetivo de Deus é reeducar nossa mente, mudar nosso ser, imprimir em nós o Seu caráter! Como resultado, nós não seremos condescendentes com a opressão e a injustiça de que são vítimas os mais vulneráveis.

Assim, devemos ouvir atentamente o que Deus diz para o nosso benefício e viver de acordo com Suas orientações. O conhecimento de Deus produz mudança de mentalidade, da morte para a vida. A fim de obtermos a salvação, necessitamos seguir estritamente as instruções que Deus nos deixou em Sua Palavra. Devemos viver em função do "Assim diz o Senhor", e não segundo a falácia das conjecturas humanas. Essa deve ser nossa luta diária.


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)


O desejo e propósito de Deus é que tenhamos uma nova atitude mental face às nossas reais necessidades, uma disposição íntima de cooperar com Ele para o desenvolvimento de nossa salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12). Se nos propusermos a isso, se houver de nossa parte "boa vontade" (II Coríntios 8:12), a vida será transformada na medida de nossa determinação (Romanos 12:2).

Nosso maior desejo será, então, viver em harmonia com os preceitos de Deus, e não de acordo com as inclinações da carne. Essa é a única obediência aceitável ao Senhor - uma obediência verdadeira, que nasce de um coração transformado, cheio do temor de Deus, cheio da presença do Seu Espírito.

O segredo para obter o temor do Senhor

Uma vez que o temor de Deus é o princípio da experiência cristã, o segredo para uma vida verdadeiramente abundante e significativa, o Senhor deixou-nos a receita pela qual podemos obtê-lo - o conhecimento de Deus, que é vida eterna!


Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. (Provérbios 2:1-5)


Para sermos salvos, nós precisamos seguir as orientações de Deus. Essa deve ser nossa maior prioridade. Nossa carreira, segurança social, bens materiais, nada disso deve ocupar o lugar da suprema meta de obter o temor de Deus e viver segundo Sua vontade. As conjunções condicionais presentes na promessa divina revelam que não basta o desejo de ser bom, mas é preciso também estar disposto a colaborar com Deus, a realizar o esforço necessário, proporcional ao valor do bem que se busca.

Não se encontra prata ou tesouros escondidos na superfície. Para encontrar a sabedoria, o temor de Deus, é preciso cavar profundamente e com perseverança em busca do conhecimento que pode tornar-nos sábios para a salvação (II Timóteo 3:15). Não há tesouro terrestre que possa rivalizar com o valor inestimável dos tesouros celestiais. Ao passo que a busca por tesouros terrestres frequentemente resulta em frustração e perdas, a busca pelos tesouros do Céu na inesgotável mina de Deus, que é a Sua Palavra, mostrar-se-á uma experiência renovadora e vivificante. Os que verdadeiramente cavam fundo na Palavra de Deus, jamais serão frustrados!

Escrevendo sobre o caminho para se efetuar essa busca profunda e decidida dos tesouros escondidos de Deus - busca pela qual se vence o pecado -, Ellen G. White declara:


Se são acalentados pensamentos sobre Cristo, Sua obra e caráter, sereis levados a cavar fundo na mina da verdade, e sereis habilitados a entrar na posse de preciosas gemas da verdade. Pelo apreço do caráter de Cristo, pela comunhão com Deus, o pecado tornar-se-á detestável para vós. Ao meditardes nas coisas celestiais e andardes com Deus, como fez Enoque, deixareis de lado todo peso e o pecado que tão tenazmente nos assedia, e correreis com perseverança a carreira que vos está proposta. ... Nosso edifício precisa estar fundamentado na Rocha que é Cristo Jesus, pois do contrário não suportará a prova da tempestade. (2)


Os benefícios de aceitar o apelo de Deus

Quais são as vantagens reais de se obter o temor de Deus?


O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados. (Provérbios 10:27)
No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos. O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte. (Provérbios 14:26-27)
O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. (Provérbios 19:23)


O temor de Deus prolonga a vida, é forte amparo e fonte de vida, e conduz à vida! Nosso amado Salvador declarou: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10:10)! Não é sem razão que o salmista escreveu: "Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!" (Salmo 128:1). "Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" (Salmo 33:18).

Essa é a promessa do Senhor! Vale à pena unir-se a Jesus em um empenho pessoal para desenvolver o temor de Deus, que é fonte inexaurível de vida e proteção contra os laços da morte. Eis por que o primeiro anjo de Apocalipse 14 voa no zênite do céu e proclama, em grande voz, o último chamado de Deus à humanidade para que obtenha o temor do Senhor, que renova, vivifica e conserva para a vida eterna!

Se ouvirem a voz de Deus e atenderem ao Seu solene apelo, a degenerescência e atrofiamento de que são vítimas os homens pela ausência do temor do Senhor na Terra serão convertidos em restauração e enobrecimento das faculdades adormecidas da alma, com inestimáveis vantagens para esta vida e a vida por vir.

Ouçamos hoje a sua voz, e respondamos favoravelmente ao apelo da graça durante o tempo de nossa oportunidade. Que assim seja.


Notas e referências

1. Ellen G. White. O Grande Conflito. Décima Nona Edição. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1978, p. 315.

2. ______________. Exaltai-O. Meditações Matinais 1992. Versão em CD-ROM. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 239.
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador As Três Mensagens Angélicas. Mostrar todas as postagens

9 de ago. de 2022

Aconteceu- Nova ordem mundial anunciada na Cúpula do Governo Mundial

 


A “nova ordem mundial” foi delineada e apresentada esta semana na Cúpula do Governo Mundial 2022 em Dubai.

A conferência, realizada na terça e quarta-feira, teve mais de 4.000 participantes, incluindo autoridades globais, consultores, especialistas e líderes do setor.

Os participantes incluíram o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Gutteres, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, entre muitos outros.

O evento incluiu um painel de discussão intitulado: “Estamos prontos para uma nova ordem mundial?” Os palestrantes foram o Dr. Anwar bin Mohammed Gargash, Assessor Diplomático do Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan, Frederick Kempe, Diretor Executivo do Atlantic Council, Dr. George Friedman, Fundador e Presidente da Geopolytic Futures, e Dr. Pippa Malmgren, um economista, autor e conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Malmgren foi muito aberto sobre a agenda dos governos globais para tornar todo o sistema financeiro digital, o que permitiria mais rastreamento e controle dos cidadãos.

“O que sustenta uma ordem mundial é sempre o sistema financeiro”, disse Malmgren. Ela disse ter sido privilegiada por seu pai ter aconselhado o ex-presidente dos EUA Richard Nixon, que tirou os EUA do padrão-ouro em 1971, porque isso mostrava “o quão importante é uma estrutura financeira para absolutamente tudo”.

“E o que estamos vendo no mundo hoje, acho que estamos à beira de uma mudança dramática, onde estamos prestes a – e direi isso com ousadia – estamos prestes a abandonar o sistema tradicional de dinheiro e contabilidade, e apresentar um novo”, disse Malmgren, sorrindo.

Ela continuou explicando que o novo sistema financeiro seria digital.

“E a nova, a nova contabilidade, é o que chamamos de 'blockchain'. Significa digital, significa ter um registro quase perfeito de cada transação que acontece na economia, o que nos dará muito mais clareza sobre o que está acontecendo.”

Malmgren reconheceu que precisaria haver um “equilíbrio de poder entre governos e cidadãos”, e é por isso que ela acredita que precisaria haver uma “constituição digital”.

Mas Malmgren continuou dizendo que esse sistema financeiro digital blockchain é propriedade dos governos mais poderosos do mundo.

“Esse novo dinheiro será soberano por natureza”, disse ela. “A maioria das pessoas pensa que o dinheiro digital é criptográfico e privado. Mas o que vejo são superpotências introduzindo a moeda digital. Os chineses foram os primeiros. Os EUA estão à beira, eu acho, de seguir na mesma direção e os europeus também se comprometeram com isso.”

O Frontline News informou no início deste mês como a moeda digital do banco central (CBDC), que é dinheiro dado aos cidadãos diretamente por seus governos para que as transações possam ser monitoradas e controladas, é um componente essencial da agenda do Fórum Econômico Mundial (WEF).

O WEF, que nomeou Malmgren como Líder Global do Amanhã em 2000, já definiu uma nova ordem mundial baseada em “identificações digitais, pagamentos digitais e governança digital”.

Embora Joe Biden tenha realmente pedido uma “nova ordem mundial” no início deste mês, e enquanto bancos centrais como o Federal Reserve estão pressionando pela CBDC, a agenda global nunca foi delineada com tanta clareza e honestidade como agora.


Comentário do Blog

Poderia a Nova Ordem Mundial realmente ser uma velha ordem mundial? Os mesmos princípios estavam presentes na Torre de Babel profeticamente significativa como estão presentes agora.

Link Profético:


“Deus ordenou que os homens se dispersassem por toda a terra, para reabastecê-la e subjugá-la; mas esses construtores de Babel decidiram manter sua comunidade unida em um só corpo, e fundar uma monarquia que deveria eventualmente abranger toda a terra. Assim, sua cidade se tornaria a metrópole de um império universal; sua glória atrairia a admiração e homenagem do mundo e tornaria ilustres os fundadores. A magnífica torre, que alcançava os céus, pretendia erguer-se como um monumento do poder e sabedoria dos seus construtores, perpetuando a sua fama até às últimas gerações.” Patriarcas e Profetas , página 118.5.


 Frontline News , de Yudi Sherman:

Movimento proffétio- O ecumenismo abrirá o caminho para a crise da marca da besta


O ecumenismo não tem lugar no adventismo. Quando os líderes da igreja participam dessas cerimônias inter-religiosas destinadas a unir as igrejas, exaltar o culto dominical, promover o espiritismo, rejeitar a verdade bíblica e nos unir sob uma cabeça, Roma, devemos reconhecer que nossa participação significa que estamos sancionando seus esforços e, assim, demonstrando nosso apoio . Isso é um escândalo para o nosso povo, assim como para todas as outras religiões, e tem sérias consequências. Observe quão claramente a caneta da inspiração nos adverte sobre o papel do movimento ecumênico em trazer a crise final durante a marca da besta:

Refletindo

É impossível participar de cerimônias religiosas que invocam vários deuses e ficar em silêncio sem se contaminar. Sem dúvida, Roma está encantada com o fato de nosso povo estar se unindo ao movimento inter-religioso. Quantos líderes Roma afastou da fé adventista e, como resultado, não falamos mais de apostasia no mundo ou na igreja?


Aqueles que continuarem por esse caminho em direção a Roma acabarão abandonando toda doutrina fundamental que nos tornou o povo peculiar de Deus. A confusão promovida por Ganoune Diop e outros líderes da igreja, bem como o exemplo que eles deram, está se espalhando para o resto da igreja e estabelecendo um mau precedente. Ao fazer isso, muitos de nosso povo adotarão uma mentalidade ecumênica e, como resultado, se tornarão um dos maiores obstáculos para o povo de Deus durante a crise da marca da besta:

Link Profético

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados”. EGW, O Grande Conflito, p. 580.

8 de ago. de 2022

Os tempos mudaram. Apocalipse 13 não/Primeira parte


A fé adventista nasceu no berço da profecia. As profecias apocalípticas moldam sua identidade e missão. No entanto, nos últimos tempos, um raciocínio sofisticado está desconstruindo fundamentos interpretativos básicos. Há “uma recente onda de escatologia antiadventista... Roma não é mais um ator importante; A perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do fim dos tempos vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente. O assunto recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral e tornou-se a preocupação deste artigo.


Historicamente, a relação entre a marca da besta e a futura aplicação das leis dominicais é um elemento chave da escatologia bíblica adventista. A marca da besta tem fortes conexões com a identificação da primeira e segunda bestas, as três mensagens angélicas e o sábado, bem como com vários outros elementos. É um entendimento complexo, e não periférico. Este artigo aprofunda um tema que conecta vários campos do conhecimento com o desafio das restrições de espaço. Começa com insights bíblicos, as raízes da interpretação adventista, o papel de Ellen White no processo e tendências atuais significativas.

Duas Bestas

Em Apocalipse 13, duas bestas surgem para perseguir o povo remanescente de Deus nos momentos finais da história. A primeira é uma personificação da anormalidade que viola as categorias de criação de animais designados “segundo sua espécie” (Gn 1:24). Este monstro híbrido também quebra as amplas divisões entre os animais terrestres e marinhos (Gn 1:21, 24). Os contornos transgressores da primeira besta denotam não apenas uma violação de limites (Lv 19:19), mas anunciam sua essência ímpia. Composto de partes de animais impuros (Lev. 11), representa o ápice da impureza. Quanto maior o número de suas cabeças, dentes e chifres, maior é sua força e voracidade. A segunda besta não é tão monstruosa, mas fala como o dragão (Satanás, veja Ap. 12:9). Impulsionados pela ira do diabo, ambos os animais visam prejudicar o remanescente da mulher,


Considere as características da primeira besta (Ap 13:1-10). Primeiro, é uma mistura das quatro bestas de Daniel 7. Também aprendemos comparando as profecias do Revelador e de Daniel que também perseguiu os santos por 1.260 anos (Ap 12:6; Dan 7:25) durante o era aparentemente interminável da Inquisição. Uma de suas cabeças sofreu um ferimento mortal, que os intérpretes protestantes entenderam historicamente como significando a perda gradual de força do papado, até e incluindo a prisão de Pio VI pelo general francês Louis-Alexandre Berthier em 1798. E, finalmente, a primeira besta se recupera e surpreende o mundo, que prefigura a restauração da Igreja de Roma e o estrelato global do papa. Este milenar, romano-cristão.





13 de set. de 2018

O desafio do evangelho no tempo do fim

Nós estamos vivendo em uma época extraordinária da história da redenção! Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, assumindo a função de um poderoso mensageiro celeste, cuja obra abarca a Terra e o mar, anuncia em Apocalipse 10, por meio de um juramento solene, que não haverá mais um período definido de tempo que nos separe da consumação do mistério de Deus!

As grandes cadeias proféticas da Bíblia já se cumpriram. Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Lugar Santíssimo do santuário celestial, em 1844, "já não haverá demora" (Apocalipse 10:6).


Há somente duas coisas que de fato nos separam do grande Dia do Senhor: nossa preparação individual para recebê-Lo e a proclamação final do evangelho, em cumprimento ao último dos sinais a que Cristo se referiu em Seu sermão profético: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus 24:14). A pregação final do evangelho é a consumação do "mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas" (Apocalipse 10:7).

Esperança em meio à crise

Não há dúvida de que a comissão de nosso Senhor será cumprida. As profecias são também promessas que garantem que a igreja de Deus será capacitada com extraordinário poder divino para cumprir o papel de "reparador de brechas e restaurador de veredas" (Isaías 58:12). Esse é um assunto dos mais vitais, a respeito do qual voltaremos a tratar oportunamente. Por agora, queremos enfatizar o necessário preparo individual em face de nossas responsabilidades diante de Deus, num momento crucial da história da salvação, quando Cristo está exercendo em Seu santuário a dupla função de Sacerdote e Juiz.

Ora, já é fato bem estabelecido o que a derradeira obra de Cristo no local do trono de Deus deve significar para o crente. Nosso Sumo Sacerdote não está ocupado com formalidades. No santuário do Céu, a obra de Cristo é viva, dinâmica, transcendental e relacionada com assuntos eternos. Ali, Ele dirige os rumos da batalha e o destino de Sua igreja em direção a um glorioso desfecho! Não há da parte de Cristo nenhuma indiferença nem tampouco uma atitude passiva frente à dramática luta de Seus filhos contra os poderes das trevas. Ele está ativamente empenhado no conflito, e nos provê amplos recursos a fim de vencermos como Ele venceu!

Não é de admirar que as promessas do Apocalipse sejam destinadas apenas aos vencedores. A vitória de Cristo mediante Sua vida perfeita, Sua morte na cruz e Seu ministério sacerdotal no templo de Deus é a garantia da nossa vitória! Sua intercessão junto ao trono do Pai no poder de Sua oferta sacrifical pode salvar totalmente o pecador penitente que aceita, pela fé, a Sua justiça imaculada. Por intermédio do juízo investigativo, nosso amado Salvador declara finalmente dignos da vida eterna os que "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14)!

Assim, em virtude da realidade da obra de Cristo no santuário celestial, o crente tem essa esperança, a qual é como "âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu" (Hebreus 6:19-20)! Não estamos sozinhos na luta renhida que temos de travar! Conquanto haja muitos desafios e obstáculos que pareçam intransponíveis, "Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus" (Hebreus 9:24). Não é esse um assunto que deve cativar cada fibra de nosso ser e motivar-nos a triunfar como Cristo triunfou?

Advertência em face do tempo

Mas essa é também uma mensagem de advertência. A atitude solene e o senso de urgência do anjo portador do evangelho eterno (Apocalipse 14:6), motivado pelo início do juízo no Céu, indicam a suprema necessidade de desenvolvermos em nosso caráter os elementos de força, valor, fé em Deus e absoluta confiança nEle enquanto a porta da graça ainda nos é franqueada. A natureza do tempo em que vivemos requer de nós tal atitude, a qual é fruto de uma relação íntima com o Cristo vivo, que, do santuário celestial, dirige o destino do mundo e o progresso de Sua igreja.

Desde 1844, quando se cumpriu a grande profecia dos 2.300 dias/anos (Daniel 8:14), nosso Sumo Sacerdote tem estado ativamente empenhado em purificar Seu povo e o Seu santuário dos registros de pecados que contaminam os lugares santos. Quanto tempo Cristo precisará para levar a termo a solene obra que então decidirá eternamente o destino de cada alma? Haverá nosso Senhor já passado para o caso dos vivos?

Desde que nosso Sumo Sacerdote entrou no Santo dos Santos do santuário celestial, passaram-se pouco mais de 170 anos. Parece-nos um período de tempo muito longo, se comparado à nossa curta existência neste mundo. Representa, porém, apenas uma pequena fração de tempo em relação ao maior período profético das Escrituras! Precisaria Cristo de mais 170 anos para concluir Sua obra de purificação do santuário no Céu?

O aumento da impiedade no mundo, a degradação do que restou da dignidade humana, a escalada sempre crescente da violência, o complicado jogo de poder entre as nações, os desafios à governabilidade por motivação religiosa, especialmente depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as mudanças climáticas, a revolução cultural, os rumos, enfim, que tem tomado o mundo, tudo isso indica com insofismável clareza que não resta muito tempo. O Espírito Santo não agirá para sempre nos homens. Em breve Cristo concluirá Sua obra de mediação e purificação do santuário celestial para vir buscar o Seu povo, "os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

A obra divina de julgamento é conclusiva e definitiva em suas consequências. Quando o Senhor Jesus finalmente encerrá-la, proferirá a grave e solene sentença: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22:11). Quão tremendo é esse veredito procedente do trono de Deus, o qual decidirá irrevogavelmente o futuro de cada pessoa!

Senso de urgência e necessidade

Compreendemos, então, o ímpeto do primeiro anjo de Apocalipse 14, que, movido pelo início da obra de julgamento no local do trono de Deus, proclama em grande voz o evangelho eterno a cada nação, tribo, língua e povo! Tal verdade - o evangelho original e inalterável de Cristo - deve despertar nossas faculdades espirituais adormecidas e favorecer uma completa reforma de vida, uma mudança radical nas ideias e teorias, hábitos e práticas.

A pregação de reavivamento tem sido a nota tônica do evangelho eterno. A mensagem de João Batista era: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3:2). A mensagem de Cristo para o povo advertia: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13:5). A mesma mensagem foi ordenada aos apóstolos. E Deus deseja que a antiga mensagem evangélica seja pregada hoje: tristeza pelo pecado, arrependimento, confissão e abandono dos maus caminhos. Nesse sentido, o evangelho eterno é o evangelho como sempre tem sido. A diferença é que há agora uma razão adicional para obedecermos ao apelo da graça: o início do juízo pré-advento!

Assim como no Dia da Expiação típico o israelita necessitava realizar uma obra em favor de si mesmo, a qual consistia em um profundo exame de coração, a fim de identificar qualquer coisa que pudesse separá-lo de Deus e privá-lo dos benefícios da expiação, devemos nós hoje, em face do juízo no Céu, examinar a própria vida e colocá-la em dia com os reclamos divinos, de modo que não sejamos achados em falta quando nosso caso for apresentado perante o tribunal celeste. Nada deve ser mais importante do que ordenar a vida com Deus.

Por meio da oferta de Si mesmo, Cristo abriu um novo e vivo caminho pelo qual os cristãos tem acesso ao santuário celestial, ao próprio trono de Deus mediante a fé (Hebreus 10:19-22). Esse pleno acesso ao Céu obtido por Cristo permite a nossa reconciliação com o Senhor, pois Ele nos representa como Sumo Sacerdote perante o Pai, reclamando Seus méritos em favor daqueles que O buscam. Há, porém, certas condições que precisam ser satisfeitas para nos aproximarmos de Deus no santuário celestial, isto é, para termos íntima comunhão com o Senhor.

Quatro condições essenciais

O apóstolo Paulo, escrevendo sobre o privilégio que os crentes têm do pleno acesso ao trono de Deus por meio de Jesus Cristo, destaca quatro condições que o adorador deve cumprir para se beneficiar desse encontro:


Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. (Hebreus 10:22)


Aproximar-se do Senhor com um coração sincero é a primeira condição para termos íntima comunhão com Deus. Essa sinceridade é essencial no exame de consciência na presença do Senhor. Nesse espaço íntimo do ser com Deus não há lugar para indulgência própria ou escusa para o pecado. A alma examina humildemente a si mesma a fim de revelar-se exatamente como ela é à luz do caráter de Cristo. Contudo, não se desespera frente à sua condição, pois confia no Salvador como sua justiça, santificação e redenção.

A segunda condição é ter plena certeza de fé, ou seja, não duvidar de que teremos acesso a Deus, porque Cristo, como precursor, entrou por nós no santuário celestial, assumindo o mais elevado sacerdócio (Hebreus 6:20)! O pecador que se aproxima de Deus deve demonstrar uma fé inabalável no poder de Cristo para purificar a alma de todo pecado e capacitá-lo a viver uma nova vida (I João 1:9; Romanos 6:4). Uma vez que a "fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17), a dúvida e a incredulidade não deveriam ter lugar no coração do crente que busca a Cristo nas Escrituras como a um tesouro escondido e deseja valer-se de Seus divinos méritos.

Aproximar-se do trono de Deus com o coração purificado da má consciência é a terceira condição, cuja linguagem remete ao santuário levítico. O sangue aspergido sobre o povo, que simbolizava o sangue da aliança (Êxodo 24:8), purificava-os ritualmente, mas não podia purificar sua consciência (Hebreus 9:9, 13). Em contraste, a purificação do verdadeiro santuário é também uma purificação da consciência, efetuada pela virtude do sangue do Cristo (Hebreus 9:14). Purificar a consciência das obras mortas significa substituir o velho coração e seus desejos carnais que orientam a vida por um novo coração, regido pela mente e caráter de Cristo (Romanos 6:6; Efésios 4:22; Colossenses 3:9-10).

A quarta e última condição para uma comunhão íntima com Deus no santuário celestial é apresentar-se diante dEle com o corpo lavado com água pura, uma evidência externa de que houve uma transformação interna realizada pelos méritos de nosso grande Sumo Sacerdote. O batismo por imersão é uma parte dessa experiência, mas a purificação que se menciona aqui vai muito além da profissão de fé. Diz respeito também à santificação "por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Efésios 5:26-27).

Quando o caso de cada professo filho de Deus houver passado pelo escrutínio divino diante do tribunal celeste, quando o Senhor pronunciar a sentença final que decidirá o futuro eterno de cada alma, não haverá mais oportunidade de salvação. Tudo então estará para sempre decidido. Na ocasião de Sua gloriosa vinda, Cristo não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Sua Palavra. Como tem sido desde o início do plano da salvação, o evangelho é um chamado para o perdão e a santificação, "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

Pondo a vida em harmonia com o tempo

Nós precisamos pensar: Em que medida eu tenho me beneficiado do ministério sumo sacerdotal de Cristo no local do trono de Deus? Estou cooperando decididamente com o Espírito Santo para desenvolver minha salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12)? Na medida em que me beneficio dos méritos de meu grande Sumo Sacerdote, estou demonstrando verdadeiro apreço pelas almas que estão a perecer? Há em meu coração o mesmo senso de urgência do primeiro anjo (Apocalipse 14:6) face à realidade do juízo investigativo no Céu? Que declaração se fará quando o meu nome for lido perante o tribunal de Deus: "Purificado de todos os pecados diante do Senhor" ou "Pesado foste na balança e achado em falta"?

Hoje, o Senhor ainda é nosso Mediador e Juiz no tribunal celeste. Ainda podemos apresentar o nosso caso diante de Deus e reclamar a perfeita justiça de Cristo em nosso favor. Ainda é possível viver em conformidade com os Seus mandamentos por meio das provisões de Sua preciosa graça. Nosso nome ainda pode ser aprovado no juízo que confirmará quem serão os coerdeiros e coparticipantes da promessa em Cristo (Efésios 3:6). Então precisamos dar prioridade àquilo que é mais essencial: a nossa salvação e a salvação das almas que necessitam conhecer a mensagem para este tempo.

Esse é precisamente o espírito que move o anjo portador do evangelho eterno, em Apocalipse 14. Devemos demorar-nos um pouco mais sobre o teor de sua mensagem à luz do juízo pré-advento, pois nossa condição presente e futura depende de nossa resposta ao seu solene apelo.

Reavivando o evangelho eterno

O glorioso cumprimento do propósito de Deus para toda a história da redenção, anunciado pelo anjo da sétima trombeta - "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 11:15) - não ocorrerá sem que antes a obra mundial do "anjo forte" encontre sua plena realização (Apocalipse 10:11).

Ao proclamar que todos os períodos de tempo proféticos do livro de Daniel se cumpriram (Daniel 8:14; 12:7, 11, 12), esse poderoso Mensageiro celeste garante que não haverá mais atraso na consumação do "mistério de Deus" (Apocalipse 10:7)!


Isso significa que a derradeira fase do ministério sumo sacerdotal de Cristo no Céu - o juízo/purificação do santuário - já começou, e que, portanto, vivemos em um período soleníssimo da história da salvação. Em virtude desse fato, a igreja do tempo do fim, simbolizada na pessoa de João, recebe a ordem divina para tomar o livro que se acha aberto na mão do "anjo forte" e comê-lo (Apocalipse 10:9), uma imagem extraída do Antigo Testamento usada para representar o chamado de Deus ao profeta (Jeremias 15:16; Ezequiel 3:1-3). Trata-se, pois, de uma nova comissão de Cristo à Sua igreja, a qual deve proclamar o evangelho em seu marco do tempo do fim.

  • Esse sagrado mandato do Céu ao remanescente final ecoa na tríplice mensagem de Apocalipse 14, que é uma extensão da obra profética do "anjo forte" no tempo do fim. É significativo, portanto, que os capítulos que tratam da missão da igreja durante esse período (12-14) estejam localizados no centro do Apocalipse, sendo o capítulo 14 o ponto focal do livro. As três mensagens angélicas transmitem o último apelo de Deus ao mundo, o derradeiro convite da graça antes do veredito judicial do Céu, que decidirá o futuro eterno de cada pessoa, para o bem ou para o mal (Apocalipse 22:11).

Com efeito, o ultimato de Deus à geração do tempo do fim não poderia ser mais expressivo:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. (Apocalipse 14:6)


  1. A expressão "outro anjo" é bastante reveladora. Ela relaciona a obra solene desse mensageiro celeste - o primeiro dos três anjos portadores da mensagem final de Deus aos habitantes do mundo - à missão profética do último anjo mencionado por João - o "anjo forte" de Apocalipse 10! Ambos trazem consigo uma mensagem de advertência de alcance mundial. Ambos a proclamam "em grande voz". Ambos cumprem o último e definitivo sinal do fim a que se referiu nosso Salvador em Seu discurso profético:


E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mateus 24:14)


Hans K. LaRondelle observa que, assim como Jesus em Mateus 24, o Apocalipse faz da proclamação mundial do evangelho o sinal preeminente dos tempos. Citando G.C. Berkouwer, ele diz:


Com muita frequência, a reflexão sobre os sinais foi separar-se do reino, que é seu ponto de concentração. Os resultados sempre são desconcertantes. Mas o assunto fundamental é a propagação universal do evangelho de Jesus Cristo (Mar. 13:10)... Geralmente os que catalogaram os sinais dos tempos incluíram isto, mas com frequência se viu simplesmente como outro elemento no "relatório da narração"... Nos últimos dias a pregação do evangelho é o ponto focal de todos os sinais. Nela podem e devem ser entendidos todos os sinais. (1)


Nesse contexto, é de grande significação que o "evangelho do reino" seja chamado no Apocalipse de "evangelho eterno". Essa expressão é única em toda a Bíblia e tem um sentido singular. Esclarece que o evangelho do tempo do fim é o mesmo evangelho de Cristo e dos apóstolos, a boa nova original e inalterável da graça salvadora, que reflete as qualidades de seu Autor (Malaquias 3:6; Hebreus 13:8; Tiago 1:17). Por sua natureza, o evangelho não pode ser alterado nem revogado pela vontade humana, sob a pena de o infrator incorrer na maldição divina (Gálatas 1:8-9).

Referindo-se à natureza e papel do evangelho eterno no tempo do fim, Ellen G. White esclarece:


A mensagem proclamada pelo anjo voando pelo meio do céu é o evangelho eterno, o mesmo evangelho que foi declarado no Éden quando Deus disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente." Gên. 3:15. (2)
As mensagens de Apocalipse 14 são aquelas mediante as quais o mundo há de ser provado; são o evangelho eterno e devem soar por toda parte. (3)


O adjetivo "eterno" empregado por João em Apocalipse 14:6 se torna ainda mais relevante quando consideramos que enfatiza o evangelho do reino como a contraparte positiva do "evangelho" não original do anticristo, em Apocalipse 13, cuja pretensão de reivindicar para si a prerrogativa divina da adoração demanda a lealdade de todos os habitantes da Terra a esse "evangelho" espúrio, baseado nas tradições e mandamentos dos homens e especialmente focado nos sentidos (conforme Apocalipse 13:14; 14:8; 17:2; 18:23; 19:20).

Em conexão com a sagrada obra do "anjo forte" de Apocalipse 10, cuja proclamação anuncia ao mundo o cumprimento das profecias de Daniel concernentes ao início do juízo/purificação do santuário celestial, as três mensagens angélicas desafiam cada nação, tribo, língua e povo a rejeitar as falsas reivindicações do anticristo e voltar-se para Deus, aceitando Seu evangelho.

Daí o sentido da urgência do anjo portador da mensagem divina para o tempo do fim; ele voa no zênite do céu e proclama em grande voz o último convite da graça, impelido pela realidade de um juízo que transcende em muito qualquer decisão que possa ser proferida por um tribunal humano. Assim, é natural que o anjo encarregado do evangelho eterno seja também responsável em anunciar ao mundo o justo julgamento de Deus (Apocalipse 14:7). Salvação e juízo são duas verdades inseparáveis. Como o Criador, Deus exerce ambas as funções em benefício de Seu povo!

O apelo de Deus à geração do fim

Aceitar o evangelho requer um decidido esforço de nossa parte para vencer o pecado. Exige abnegação pessoal, humilhação, sacrifício de si mesmo, morte para o eu, e renascimento para uma nova vida em Cristo.

Esse diligente esforço para silenciar o velho homem (Romanos 7:22-25; I Coríntios 9:27) e viver em harmonia com a vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3, 7) deve atuar em conjunto com o poder divino para salvar (Romanos 1:16; Filipenses 2:12-13), de modo que, uma vez renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos sensata, justa e piedosamente na perspectiva da volta de nosso Senhor Jesus (Tito 2:11-13).


Nada deve ser mais importante do que a realização dessa suprema obra em nossa vida. O Senhor não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Seu Espírito. Não virá buscar aqueles cuja vida foi pesada na balança e achada em falta, mas apenas os que foram completamente cobertos pela justiça de Cristo e declarados puros diante da corte celeste (Apocalipse 3:5).

E a minuciosa, exaustiva e perseverante obra em favor de nós mesmos é ainda mais imprescindível face ao solene apelo do primeiro anjo para temer, glorificar e adorar o Criador no contexto do tempo do fim (Apocalipse 14:7).

A comissão final de Cristo à Sua igreja

A abertura do evangelho eterno dentro de sua estrutura assinalada do tempo do fim não poderia ser mais impressionante e significativa:


Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:6-7)


A dimensão mundial da obra do primeiro anjo, que se segue imediatamente à obra profética do "anjo forte" de Apocalipse 10, é enfatizada pelo fato de o mensageiro celestial voar no zênite do céu e pregar, em grande voz, a todos os habitantes da Terra, a cada nação, tribo, língua e povo. Esse anjo e os dois seguintes que se juntam a ele (Apocalipse 14:8 e 9) representam a igreja remanescente de Deus, a qual recebe do próprio Salvador a comissão de pregar o evangelho em seu marco do tempo do fim (Apocalipse 10:1-11).

A igreja, contudo, não pode cumprir tão elevado encargo sem que primeiro, à semelhança da experiência visionária de João, tome o livro aberto da mão do "anjo forte" e faça de seu conteúdo sua própria experiência e missão.

Apoderar-se da verdade presente significa permitir também que essa verdade se apodere de cada fibra de nosso ser e exerça na alma sua influência santificadora. O senso de urgência que deve impelir e orientar o povo de Deus na obra de anunciar o evangelho ao mundo, bem como o extraordinário poder que deve acompanhá-la resultam dessa experiência pessoal com a mensagem de Deus para os últimos dias.

Assim, o derradeiro convite da graça deve primeiramente ser recebido por aqueles aos quais foi confiada a mensagem da salvação para o tempo do fim, pois, do contrário, como "invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram?" (Romanos 10:14).

Essa experiência com a mensagem resultará em "um remanescente segundo a eleição da graça" (Romanos 11:5), uma igreja santificada pelo poder do evangelho, de maneira que possa partilhar com outros os benefícios que ela mesma recebeu.

O apelo de Deus na perspectiva do juízo

Há três imperativos de Deus em Seu derradeiro convite à humanidade que merecem nossa especial consideração: "temei", "glorificai" e "adorai" o Criador! Esses três imperativos, que por si só devem despertar-nos de nosso torpor espiritual, têm sua importância aumentada em virtude da obra judicial de Cristo em Seu santuário, cuja solene sentença a ser proferida (Apocalipse 22:11) estabelecerá a distinção definitiva entre "o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve" (Malaquias 3:18).

A tríplice exortação de nosso Senhor na primeira mensagem angélica é, com efeito, apresentada em seu evidente vínculo com a obra divina de julgamento, a qual decidirá o futuro eterno de cada pessoa em termos de justificação ou condenação.

O clamor do primeiro anjo, "é chegada a hora do seu juízo", é paralelo à grandiosa cena do julgamento celestial testemunhada por Daniel em visão, quando "assentou-se o tribunal, e se abriram os livros" (Daniel 7:10). Ambas as visões antecedem a vinda do Filho do Homem e culminam com a inauguração de Seu reino eterno (Daniel 7:9-10, 13-14; Apocalipse 14:14-20).

Essa proclamação do primeiro anjo anuncia, portanto, que a última fase do plano divino de redenção já começou, que o tribunal celeste está em sessão desde o fim do período profético de Daniel 8:14, e que em breve o reino de Cristo se tornará uma realidade histórica irrevogável para os Seus súditos!

A recepção a essa mensagem, seja positiva ou negativa, determinará a maturação da Terra para a ceifa final (Apocalipse 14:14-20). O veredito não será pronunciado do trono de Deus sem que a última geração seja advertida durante o tempo de sua oportunidade.

A proclamação final do evangelho eterno está, pois, intimamente ligada à fase preliminar do juízo de Deus no santuário celestial, a qual será seguida pelo juízo executivo na vinda do Filho do Homem, quando então o Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras (Apocalipse 22:12).

O fato de vivermos no tempo do juízo transmite-nos esperança, pois representa o tempo da vindicação final dos santos juntamente com Cristo e a condenação de todos os poderes opressores que se opõem a eles (Daniel 7:21-22, 25-27; Apocalipse 11:15-19; 14:1)!

Nossa fonte de esperança

Uma vez percebida a clara relação entre o clamor do primeiro anjo, que anuncia "a hora" do juízo de Deus, e a abertura da sessão do tribunal divino na sede de operações no Céu, em Daniel 7, compreende-se com mais propriedade o sentido de urgência que acompanha a obra dos três anjos de Apocalipse 14. Aqui está o fundamento do mandato divino para a igreja do tempo do fim. A partir desse ponto de vista, o solene chamado de Deus na primeira mensagem angélica para temer, glorificar e adorar o Criador adquire um significado incomparavelmente superior.

Com efeito, devemos abrir o coração a esse tríplice chamado de Deus na voz do primeiro anjo, mantendo os olhos fixos em nosso Sumo Sacerdote e em Sua obra no santuário celestial como mediador e juiz de Seu povo!

Nada é mais fundamental para a igreja do que um conhecimento prático do juízo divino apoiado na convicção íntima da justificação e vindicação da parte de Deus, as quais serão ratificadas na obra final de julgamento! É preciso, portanto, ordenar a vida segundo o evangelho eterno, pois se o evangelho não for adequadamente recebido, não haverá nenhuma garantia de justificação para o homem.

Nós desejamos compreender mais profundamente a natureza desses três imperativos de Deus para a geração do fim à luz do juízo pré-advento. Essa compreensão está longe de ser abstrata. Como mencionado acima, precisamos alcançar uma experiência de fé com Cristo e Sua mensagem para o tempo do fim, de modo que, mediante Sua justiça, nossos nomes permaneçam escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 3:5)! A aprovação de Deus no juízo é a certeza de nossa vitória sobre o pecado e sobre as potestades deste mundo tenebroso. Ser aprovado por Deus é a única coisa que realmente importa.

É bem possível que eu esteja escrevendo para alguém que enfrenta lutas renhidas contra o pecado. Todos nós as temos. Muitas deixam marcas difíceis de apagar, outras simplesmente permanecem...

Todavia, assim como no passado o israelita olhava para o tabernáculo em busca de orientação, conforto e esperança, nós também devemos hoje buscar a Cristo em Seu santuário, "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2)!

É nessa certeza que vamos buscar compreender e responder positivamente ao último apelo de Deus ao mundo na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14!

O apelo para temer a Deus

"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo..." (Apocalipse 14:6-7)

A mensagem mundial do primeiro anjo abre o evangelho eterno com o solene apelo para temer a Deus e glorificá-Lo! Esse apelo tem sua importância e urgência aumentadas em virtude do início do juízo no local do trono de Deus (Daniel 7:9-10). Exorta a humanidade a voltar-se para o Senhor no tempo de Sua visitação. O destino de cada alma depende da forma como o último chamado de Deus é recebido.


Tal apelo não poderia ser feito da maneira como é apresentado aqui - na figura de um poderoso anjo celeste, cuja glória e pureza, o ímpeto de seu voo e a intensidade do seu clamor nos permitem divisar o caráter da mensagem e de seus mensageiros humanos - se o juízo divino não houvesse começado. A realidade de um juízo no Céu transmite ao derradeiro convite da graça o seu sentido singular de urgência e propósito.

O objetivo do chamado de Deus

À luz dessa suprema realidade - a de um juízo pré-advento no Céu -, o objetivo inicial da primeira mensagem angélica é convencer cada homem, mulher e criança, independentemente de sua origem ou condição social, sobre o dever de temer a Deus e tributar-Lhe glória, antes que seja proferida a sentença divina que decidirá seu destino em termos de justificação ou condenação (Apocalipse 22:11). Essa mensagem de misericórdia, procedente do trono de Deus, reflete a mesma advertência do sábio Salomão:


De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. (Eclesiastes 12:13-14)


Eis a síntese do evangelho eterno! Nas palavras inspiradas de Salomão, resume-se magistralmente o que Deus espera de todo homem! O propósito supremo da vida não pode ser outro, senão reconhecer a Deus e seus santos mandamentos, e se o fizermos, mediante a Sua graça, certamente encontraremos a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7)!

Essa singela exortação, e tudo o que ela representa, reverbera uma vez mais, e com intensidade ainda maior, na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14, face à obra judicial de nosso Sumo Sacerdote em Seu santuário! A glória da salvação que emana do trono de Deus pertence unicamente a Ele, mas é dever de todo homem temer a Deus e obedecer-Lhe os preceitos, pois "todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (II Coríntios 5:10).

Que mensagem tremenda essa! Ao considerarmos que "Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más", deve ser nosso maior interesse examinar a própria vida diante do Senhor e remover do coração as obras más que nos impedem de alcançar êxito. Ora, nós temos grande Sacerdote na casa de Deus que pode removê-las completamente (Hebreus 10:21; 7:25), e "purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). Mas é necessário haver diligente esforço de nossa parte nesse sentido, em cooperação com o poder de Deus para salvar (Lucas 13:24; Filipenses 2:12-13).

Ontem pela manhã, li em um site de notícias sobre uma menina de sete anos, Chloe Bridgewater, que enviou uma singela carta de próprio punho ao "chefe do Google" pedindo uma vaga na empresa! Surpreendentemente, Chloe recebeu uma resposta assinada pelo presidente-executivo da companhia, Sundar Pichai, a qual dizia, entre outras coisas, o seguinte: "Eu acho que, se você continuar trabalhando duro e perseguindo seus sonhos, pode conseguir tudo o que deseja"!

De fato, podemos obter, com muito esforço, quase tudo o que desejamos. No entanto, na maioria das vezes investimos duro pelas coisas que perecem, quando na verdade deveríamos aplicar-nos decididamente à obra pessoal de vencer o pecado, pela graça de Cristo, e ajuntar "tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam" (Mateus 6:20). Nada pode ser mais importante do que a nossa salvação e a salvação das almas a perecer. É tempo de revermos nossas prioridades, se desejamos viver para sempre com Jesus.

O temor de Deus e a obediência

Uma vez que o ministério sumo sacerdotal de Jesus envolve não apenas a obra de misericórdia, mas também a vindicação do caráter de Deus na confirmação da natureza imutável de Sua lei, a estreita relação entre temer o Senhor e guardar os Seus mandamentos é especialmente significativa. Essa relação é enfatizada nas Escrituras:


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)
Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade à eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. (Salmo 103:17-18)


Temer a Deus constitui a experiência fundamental do crente. Sem o temor do Senhor, é impossível amá-Lo, apreciar os Seus caminhos, guardar os Seus mandamentos, servi-Lo fielmente e receber as bênçãos que Ele prometeu a nós e aos nossos filhos.

O temor do Senhor é o segredo para uma vida cristã bem sucedida. Mediante o temor de Deus, somos levados a ver os próprios erros em sua verdadeira natureza, sensibilizados quanto à necessidade de arrependimento e perdão, e, pelo auxílio da graça divina, purificados na obediência à verdade.

Consideremos a relevância dessa experiência pessoal com Deus tendo em vista a obra conclusiva de Jesus no santuário celestial desde 1844, em cumprimento ao Dia da Expiação típico! Não é de admirar que o chamado para temer a Deus seja o primeiro dos três imperativos presentes na primeira mensagem angélica à geração do tempo do fim!

Ademais, Satanás está empenhado em desviar os homens de sua aliança com Deus e de prestarem obediência à Sua lei. Sob muitas formas e por diversos meios, o inimigo da verdade tem trabalhado decidida e engenhosamente no sentido de seduzir as pessoas a seguir seus próprios sentimentos e impressões, em lugar de prestar obediência à lei de Deus, levando-as assim à indulgência e autossatisfação. Muitas vezes os desvios são de tal ordem, que não são vistos como sendo o fruto da transgressão, mas apenas adaptações aos novos tempos!

Com efeito, seria leviano de nossa parte desprezar o solene chamado de Deus ao Seu povo. O Senhor requer de cada um de nós obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e esse é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo da Sua visitação (Lucas 19:44). (1)

O significado prático de temer a Deus

O conceito bíblico sobre o temor do Senhor é riquíssimo e de grande significação para o crente. Consideremos alguns textos-chaves que nos esclarecem quanto ao significado prático de temer a Deus.

O temor do Senhor é "o princípio da sabedoria" (Salmo 111:10; Provérbios 1:7; 9:10), a "instrução da sabedoria" (Provérbios 15:33), e a própria sabedoria (Jó 28:28)! O livro de Provérbios personifica metaforicamente a sabedoria, relacionando-a ao próprio Deus (1:20-33; capítulo 8 e 9). O apóstolo Paulo se refere a Cristo como o "poder de Deus e sabedoria de Deus" (I Coríntios 1:24, 30). Assim, Jesus Cristo é a sabedoria personificada! Conhecê-Lo é conhecer a sabedoria, que consiste em temer a Deus.

Conhecer a Cristo, portanto, é uma condição indispensável para que sejamos sábios, isto é, para que tenhamos o temor de Deus e obedeçamos aos Seus mandamentos (Salmo 86:11). Ao aprender a desenvolver o temor do Senhor, passamos a aborrecer o mal e a evitá-lo (Provérbios 8:13; 16:6). Em outras palavras, com o auxílio da divina graça, desvencilhamo-nos do pecado, passamos a detestá-lo e finalmente nos afastamos dele, ao passo que nos aproximamos cada vez mais de Cristo e de Sua perfeita justiça.

Não é possível conhecer a Jesus, no sentido de um íntimo e constante relacionamento com Ele, e ainda identificar-se com o pecado. A obra da redenção não consiste apenas em perdoar pecados, mas removê-los da vida do crente pela virtude do sangue de Cristo (Isaías 1:18; I João 1:9; Apocalipse 7:13-14). Isso não é perfeccionismo, mas santificação. Nesse processo, obtém-se plena vitória sobre o pecado, na perspectiva de que a natureza pecaminosa será finalmente subjugada quando "este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o corpo que é mortal se revestir de imortalidade" (I Coríntios 15:54).

Aborrecer o pecado e desviar-se dele é sinal de que somos nascidos de Deus, que possuímos o temor do Senhor (I João 5:18; Provérbios 16:6). A renovação diária dessa experiência requer um decidido esforço de nossa parte em união com o poder divino. Esse é o segredo para vivermos em total submissão a Cristo, em harmonia com a Sua vontade. Cumprir a lei de Deus dentro das condições estabelecidas por Ele não é legalismo, nem uma impossibilidade (Deuteronômio 30:11-14). Os Seus mandamentos não são penosos (I João 5:3).

Nesse sentido, o temor do Senhor é um fruto do Espírito Santo. Não guardamos a lei moral para desenvolver o temor de Deus, mas observamo-la porque somos movidos por esse temor reverente que procede do Céu. Obedecer aos santos requerimentos de Deus é sempre o resultado dessa experiência mais profunda com Ele, e não o inverso.


Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. (Ezequiel 36:25-27)


Uma atitude pró-ativa contra o pecado

Todavia, nós temos um papel a desempenhar nesse processo. Numa época de grande apostasia, Deus enviou por meio de Seu profeta uma mensagem de arrependimento e conversão ao Seu povo. Essa mensagem chega até nós, que vivemos nos derradeiros e culminantes momentos da história, com a mesma força e intensidade de outrora:


Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito de órfão, pleiteai a causa das viúvas. (Isaías 1:16-17)


Repare nos imperativos de Deus e na ordem em que aparecem na instrução divina. Requer-se do pecador penitente uma atitude pró-ativa contra o pecado! O pecado resulta em contaminação moral e decadência espiritual. Lavar do pecado, purificar da contaminação moral, tirar a maldade do coração e cessar de fazer o mal são as primeiras condições para experimentar pureza de caráter e uma vida moralmente elevada, e Deus pode e deseja realizar essa obra na vida do pecador (Isaías 1:18). Porém é preciso haver determinação de nossa parte.

As condições seguintes também exigem de nós uma atitude pró-ativa: aprender a fazer o bem, e, por conseguinte, aborrecer o mal (Amós 5:15) é um princípio ativo pelo qual se cultiva a retidão e evita-se a impiedade. Requer firmeza de propósito em união com o infinito poder de Deus para redimir do pecado. O grande objetivo de Deus é reeducar nossa mente, mudar nosso ser, imprimir em nós o Seu caráter! Como resultado, nós não seremos condescendentes com a opressão e a injustiça de que são vítimas os mais vulneráveis.

Assim, devemos ouvir atentamente o que Deus diz para o nosso benefício e viver de acordo com Suas orientações. O conhecimento de Deus produz mudança de mentalidade, da morte para a vida. A fim de obtermos a salvação, necessitamos seguir estritamente as instruções que Deus nos deixou em Sua Palavra. Devemos viver em função do "Assim diz o Senhor", e não segundo a falácia das conjecturas humanas. Essa deve ser nossa luta diária.


Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre! (Deuteronômio 5:29)


O desejo e propósito de Deus é que tenhamos uma nova atitude mental face às nossas reais necessidades, uma disposição íntima de cooperar com Ele para o desenvolvimento de nossa salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12). Se nos propusermos a isso, se houver de nossa parte "boa vontade" (II Coríntios 8:12), a vida será transformada na medida de nossa determinação (Romanos 12:2).

Nosso maior desejo será, então, viver em harmonia com os preceitos de Deus, e não de acordo com as inclinações da carne. Essa é a única obediência aceitável ao Senhor - uma obediência verdadeira, que nasce de um coração transformado, cheio do temor de Deus, cheio da presença do Seu Espírito.

O segredo para obter o temor do Senhor

Uma vez que o temor de Deus é o princípio da experiência cristã, o segredo para uma vida verdadeiramente abundante e significativa, o Senhor deixou-nos a receita pela qual podemos obtê-lo - o conhecimento de Deus, que é vida eterna!


Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. (Provérbios 2:1-5)


Para sermos salvos, nós precisamos seguir as orientações de Deus. Essa deve ser nossa maior prioridade. Nossa carreira, segurança social, bens materiais, nada disso deve ocupar o lugar da suprema meta de obter o temor de Deus e viver segundo Sua vontade. As conjunções condicionais presentes na promessa divina revelam que não basta o desejo de ser bom, mas é preciso também estar disposto a colaborar com Deus, a realizar o esforço necessário, proporcional ao valor do bem que se busca.

Não se encontra prata ou tesouros escondidos na superfície. Para encontrar a sabedoria, o temor de Deus, é preciso cavar profundamente e com perseverança em busca do conhecimento que pode tornar-nos sábios para a salvação (II Timóteo 3:15). Não há tesouro terrestre que possa rivalizar com o valor inestimável dos tesouros celestiais. Ao passo que a busca por tesouros terrestres frequentemente resulta em frustração e perdas, a busca pelos tesouros do Céu na inesgotável mina de Deus, que é a Sua Palavra, mostrar-se-á uma experiência renovadora e vivificante. Os que verdadeiramente cavam fundo na Palavra de Deus, jamais serão frustrados!

Escrevendo sobre o caminho para se efetuar essa busca profunda e decidida dos tesouros escondidos de Deus - busca pela qual se vence o pecado -, Ellen G. White declara:


Se são acalentados pensamentos sobre Cristo, Sua obra e caráter, sereis levados a cavar fundo na mina da verdade, e sereis habilitados a entrar na posse de preciosas gemas da verdade. Pelo apreço do caráter de Cristo, pela comunhão com Deus, o pecado tornar-se-á detestável para vós. Ao meditardes nas coisas celestiais e andardes com Deus, como fez Enoque, deixareis de lado todo peso e o pecado que tão tenazmente nos assedia, e correreis com perseverança a carreira que vos está proposta. ... Nosso edifício precisa estar fundamentado na Rocha que é Cristo Jesus, pois do contrário não suportará a prova da tempestade. (2)


Os benefícios de aceitar o apelo de Deus

Quais são as vantagens reais de se obter o temor de Deus?


O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados. (Provérbios 10:27)
No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos. O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte. (Provérbios 14:26-27)
O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. (Provérbios 19:23)


O temor de Deus prolonga a vida, é forte amparo e fonte de vida, e conduz à vida! Nosso amado Salvador declarou: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10:10)! Não é sem razão que o salmista escreveu: "Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!" (Salmo 128:1). "Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" (Salmo 33:18).

Essa é a promessa do Senhor! Vale à pena unir-se a Jesus em um empenho pessoal para desenvolver o temor de Deus, que é fonte inexaurível de vida e proteção contra os laços da morte. Eis por que o primeiro anjo de Apocalipse 14 voa no zênite do céu e proclama, em grande voz, o último chamado de Deus à humanidade para que obtenha o temor do Senhor, que renova, vivifica e conserva para a vida eterna!

Se ouvirem a voz de Deus e atenderem ao Seu solene apelo, a degenerescência e atrofiamento de que são vítimas os homens pela ausência do temor do Senhor na Terra serão convertidos em restauração e enobrecimento das faculdades adormecidas da alma, com inestimáveis vantagens para esta vida e a vida por vir.

Ouçamos hoje a sua voz, e respondamos favoravelmente ao apelo da graça durante o tempo de nossa oportunidade. Que assim seja.


Notas e referências

1. Ellen G. White. O Grande Conflito. Décima Nona Edição. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1978, p. 315.

2. ______________. Exaltai-O. Meditações Matinais 1992. Versão em CD-ROM. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 239.

Instagram

advertise
advertise
advertise

Comment

Facebook

Affordability

Affordability

Design must reflect the practical and aesthetic in business but above all... good design must primarily serve people. Build beautiful websites in mere minutes.

Subscribe

advertise

Political News

Recent Posts

Social Share

randompost

Recent Posts

comment

Breaking News

Fashion

Business

Recent Post

Facebook SDK

  • https://connect.facebook.net/en_US/sdk.js#xfbml=1&version=v9.0

Welcome To Basil

My Instagram

Word

Brasil

Contact us

Nome

E-mail *

Mensagem *

Business

Popular Posts

Trending